22/05/2009

Atlantis passando diante do sol

Nasa fotografa o Atlantis passando diante do Sol

O ônibus espacial está na última das missões tripuladas enviadas ao Telescópio Espacial Hubble

Em imagem feita na terça-feira, 12, mas só divulgada nesta segunda, 18, a silhueta do ônibus espacial Atlantis, atualmente em missão de reparos no Telescópio Espacial Hubble, aparece em contraste com o Sol ao fundo. No dia em que a foto foi tirada, a nave estava a caminho do telescópio.


O Atlantis e sua tripulação viajam numa órbita especialmente alta, de 560 quilômetros acima da Terra, repleta de pedaços de satélites destruídos.

Um pedaço de lixo espacial de 10 centímetros passou voando a cerca de três quilômetros do ônibus espacial na noite de quarta-feira, 13, poucas horas antes de o braço mecânico da nave agarrar o Hubble. Mesmo um pedaço de metal tão pequeno poderia causar graves danos à nave.

Nesta missão, os astronautas trabalham para dotar o Hubble, que está no espaço há 19 anos, de dois novos instrumentos científicos de última geração, com valor estimado em US$ 220 milhões, além de novas baterias e novos giroscópios. Reformado, o telescópio deverá ser capaz de olhar profundamente para o passado do Universo, até 13 bilhões de anos atrás e permanecer útil por, no mínimo, mais cinco anos.

Com isso, o Hubble talvez venha a ser capaz de trabalhar em conjunto com seu sucessor, o Telescópio Espacial James Webb, que tem lançamento previsto para 2014. Ao contrário di Hubble, que foi lançado por um ônibus espacial e já foi visitado por astronautas quatro vezes, o Webb será levado ao espaço numa nave não tripulada e ficará em órbita numa altitude inacessível para seres humanos.

Fonte: (1)

15/04/2009

"Show de Luzes" em buraco negro

Telescópio Hubble registra 'show de luzes' em buraco negro

A explosão veio de uma bolha de matéria num buraco negro no centro da galáxia elíptica de M87.

O telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), testemunhou um verdadeiro show de luzes vindo de um buraco negro no centro de uma galáxia.

A explosão de luz veio de uma bolha de matéria chamada HST-1, embutida em um jato de matéria, um poderoso e estreito raio de gás quente produzido por um buraco negro que fica no centro de uma galáxia elíptica e gigantesca, a M87.

O HST-1 é tão brilhante que está ofuscando até o centro brilhante da galáxia M87, cujo buraco negro é um dos maiores já descobertos.

Sequência de perda e ganho de brilho no jato d e matéria HST-1. Imagem: Hubble Space Telescope

A massa de gás brilhante tem dado um espetáculo para astrônomos. Os cientistas observaram o brilho estável do HST-1 por vários anos, até que ele se apagasse. E então o HST-1 se reacendeu e agora os astrônomos afirmam que é difícil prever o que vai acontecer.

O telescópio Hubble está observando esta atividade nos últimos sete anos, fornecendo imagens detalhadas dos eventos. O telescópio dá aos astrônomos uma visão única, próxima do ultravioleta do jato de luz que os telescópios na Terra não conseguem alcançar.

"A visão precisa do Hubble permite definir o HST-1 e separar do buraco negro", afirmou o o astrônomo Juan Madrid, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá.

Madrid reuniu sete anos de imagens de arquivo do jato de luz, capturadas pelo Hubble, incluindo as mudanças no comportando do HST-1 durante o tempo.

O jato de luz pode fornecer dados sobre a variação de jatos em buracos negros de galáxias distantes, que são difíceis de estudar por estarem tão longe da Terra.

A galáxia M87, por exemplo, está a 54 milhões de anos-luz da Terra, no Grupo de Virgem, uma região próxima no universo, com a maior densidade de galáxias.

"Não esperava que o jato na M87, ou que qualquer outro jato em um buraco negro, aumentasse o brilho da maneira que este jato faz", disse Madrid.

"Ficou 90 vezes mais brilhante que o normal. A questão é: isto ocorre com todos os jatos ou núcleos ativos, ou estamos observando um comportamento incomum da (galáxia) M87?", questionou o astrônomo.

Razões para o brilho

Apesar das muitas observações feitas pelo Hubble e outros telescópios, os astrônomos não tem certeza da causa do brilho.

Uma das explicações mais simples é que o jato atingiu uma linha de poeira ou nuvem de gás e então está brilhando devido à colisão.

Outra possibilidade é que as linhas do campo magnético do jato estão espremidas, juntas, o que libera uma grande quantidade de energia.

Este fenômeno é semelhante à maneira como se desenvolvem as explosões solares e é até um mecanismo de criação das auroras na Terra.

Agora, o astrônomo Juan Madrid espera que as observações futuras do HST-1 revelem a causa da atividade misteriosa.

"Esperamos que as observações nos forneçam algumas teorias com boas explicações sobre os mecanismos que estão causando os jatos de luz", afirmou.

"Os astrônomos querem saber se esta é uma instabilidade intrínseca ao jato quando abre caminho para fora da galáxia ou se pode ser outra coisa", acrescentou.

Fonte: (1)

08/04/2009

Imagem do Dia

Imagem da Nasa mostra aterrissagem da nave Soyuz TMA-13 no Cazaquistão, com três tripulantes, após 177 dias no espaço

Anel de Poeira

Hubble revela anel de poeira no interior de galáxia brilhante

Galáxia NGC 7049 fica em constelação do hemisfério sul e contém vários aglomerados de estrelas
Os aglomerados de estrelas aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico

Os aglomerados de estrelas aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico

Uma nova imagem do Telescópio Espacial Hubble destaca anéis de poeira e aglomerados de estrelas na estranha galáxia NGC 7049. Essa galáxia tem uma aparência peculiar, que a coloca na divisa entre galáxias espirais e elípticas. Fica na constelação de Indus, ou Índio, e é mais brilhante de um aglomerado de galáxias, o que a coloca numa categoria chamada BCG.

As BCGs típicas estão entre as mais massivas e mais antigas galáxias conhecidas, e oferecem aos cientistas a oportunidade de estudar os aglomerados globulares que têm em seu interior.

Os aglomerados contidos em NGC 7049 aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico. Esse halo - a região de luz difusa que cerca a galáxia - é composto de milhares de estrelas, fornece o fundo luminoso que põe em evidência o notável anel de poeira que cerca o núcleo da galáxia.

Aglomerados globulares são agrupamentos muito densos de centenas de milhares de estrelas, mantidas juntas pela força da gravidade. Contêm algumas das primeiras estrelas produzidas em uma galáxia. NGC 7049 tem muito menos aglomerados que outras galáxias semelhantes.

A constelação de Indus é uma das menos notáveis do céu do hemisfério sul. Foi batizada pelo astrônomo holandês Petrus Plancius no século 16, a partir de observações feitas pelo navegador Pieter Dirkszoon Keyser e pelo explorador Frederick de Houtman.

Fonte: (1)

03/04/2009

Asteróide a Caminho da Terra

Asteróide está a caminho da Terra e pode colidir em 2014.

Um asteróide de pouco mais de um quilômetro de diâmetro estaria a caminho da Terra e poderia colidir com o planeta em 21 de março de 2014, segundo astrônomos da agência britânica responsável pelo monitoramento de objetos potencialmente perigosos para o planeta. Mas, ao menos na estatística, não parece ser o fim do mundo --a chance de uma colisão catastrófica é de apenas uma em 250 mil.

Chamado de 2003 QQ47, o asteróide se aproxima da Terra a uma velocidade de 32 km/s, o equivalente a 115 mil km/h. Com 1,2 quilômetro de diâmetro, ele tem um décimo da massa do meteorito que, acredita-se, levou à morte dos dinossauros há 65 milhões de anos.

O 2003 QQ47 será monitorado de perto pelas agências espaciais do hemisfério norte nos próximos dois meses. Segundo os astrônomos, as chances de impacto podem cair ainda mais conforme mais dados forem coletados. O alerta foi emitido pelo órgão depois que o asteróide foi avistado pela primeira vez, no Novo México (EUA).

O impacto de um corpo celeste dessas dimensões seria equivalente à explosão de 20 milhões de bombas atômicas semelhantes às lançadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima há quase 60 anos, segundo um porta-voz do Centro de Informação sobre Objetos Próximos à Terra, no Reino Unido.


Asteróides como o 2003 QQ47 são pedaços de pedra que restaram após a formação do sistema solar, há 4,5 bilhões de anos. A maioria deles orbita o Sol em um cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, a uma distância segura da Terra. Mas a influência gravitacional de planetas gigantes como Júpiter podem arrancar estes objetos de suas órbitas originais e lançá-los no espaço.

No site do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial norte-americana), há um simulador que mostra as órbitas da Terra e do asteróide no decorrer do tempo.

Fonte: (1)

27/03/2009

Meteorito

Cientistas acham pedaços de meteorito rastreado antes de cair na Terra


Fragmento do meteorito encontrado no Sudão

Cientistas americanos recolheram, pela primeira vez, destroços de um meteorito que havia sido detectado antes de cair na Terra, segundo um estudo publicado na revista científica Nature.

Cerca de 50 fragmentos do asteroide 2008 TC3 foram recolhidos do deserto da Núbia, no Sudão, onde caíram em outubro do ano passado.

Cientistas acreditam que a descoberta oferece uma oportunidade única de analisar a rota do asteroide e seus componentes.

O meteorito do tamanho de um carro foi detectado por astrônomos da Universidade Estadual do Arizona em outubro do ano passado.

O corpo celeste foi acompanhado por telescópios em volta da Terra até se desintregar na atmosfera terrestre acima do do Sudão.

Único

Peter Jenniskens, autor do estudo e cientista no Seti Institute of California, viajou ao Sudão com uma equipe de pesquisadores para tentar localizar o que havia sobrado do asteróide.

Após uma extensa pesquisa de campo, os pesquisadores localizaram 47 fragmentos do meteorito que juntos pesavam pouco mais de três quilos.

"Este asteróide era feito de um material frágil que o fez se desintegrar a 37 quilômetros de altura antes de ter sua velocidade reduzida significativamente", disse Jenniskens.

"É um tipo de meteorito diferente dos que integram nossa coleção".

O co-autor do estudo, Douglas Rumble, do Carnegie Institution, disse que muitos meteoritos já haviam sido traçados antes de explodir ao entrar na atmosfera terrestre.

"Isto vem acontecendo durante anos", disse ele. "Mas ver o objeto antes de entrar na Terra e depois segui-lo é algo único".

Quando meteoritos que caem na Terra são estudados, os pesquisadores raramente têm informações sobre de onde vieram ou de que tipo são.

Após comparar informações sobre o asteroide e comparar com os fragmentos encontrados no Sudão, os astrônomos concluíram que o 2008 TC 3 era relativamente jovem, tendo existido por poucos milhões de anos antes de entrar na órbita terrestre.

Fonte: (1)

25/03/2009

Limites do Universo

Os limites do universo ... visível

Imagine só: Nós vivemos no planeta Terra, que está dentro do sistema solar, que está dentro da Via-Láctea, que está dentro universo, que está dentro ... (pausa longa para pensar) ... bem, o universo também deve estar dentro de alguma coisa. Ou não? A verdade é que ninguém sabe. "Dentro de sei lá o que", talvez seja a melhor (e única) maneira de completar essa frase.

Eis aí uma pergunta capaz de tirar o sono de muita gente inteligente: O universo tem fim? Ou é infinito?

Se ele tem fim, então ele deve estar contido em alguma coisa, certo? Não podemos estar simplesmente flutuando no nada! Isso não parece fazer muito sentido.... Tem de haver alguma coisa "do outro lado" de onde ele acaba. Por outro lado, se ele não tem fim, como pode ser infinito? Tudo tem de ter um fim, não é verdade?! Só que isso nos leva de volta ao problema inicial ...

Resumindo: Se você sair voando numa nave espacial em linha reta no espaço, será que um dia você vai bater numa parede (o fim) ou vai continuar voando para sempre (o infinito)?

Depois de muito quebrar cabeça, lancei essa pergunta para o cosmólogo Amâncio Friaça, do Instituto de Astronomia (IAG) da Universidade de São Paulo. A resposta é difícil de ser resumida em poucas palavras, mas vou arriscar uma síntese mesmo assim. Pelo que eu entendi, se você sair voando numa nave espacial em linha reta no espaço, nunca vai chegar ao final dele, mas isso também não significa que ele seja infinito.

"O universo não tem um limite", explicou-me Friaça. "A melhor analogia é pensar na superfície de uma esfera, que é finita, porém não tem limites, não tem fronteiras."

Uma maneira mais complexa de dizer isso é que o espaço-tempo do universo dobra-se sobre si mesmo. Resultado: sua nave espacial vai provavelmente acabar voltando ao ponto de partida, mesmo voando em linha reta, sem nunca ter batido em nada. Tentar chegar ao limite do universo seria como tentar construir uma estrada para chegar ao horizonte da Terra. A estrada nunca teria fim! Ela daria uma volta ao mundo e chegaria de volta no mesmo lugar.

Ok, tudo bem, mas a minha pergunta inicial continua de pé: Se o universo é como uma esfera, essa esfera está dentro do que? (E esse o que está dentro do que?) Se eu conseguisse olhar para além dessa esfera, ou pular para fora dela, o que eu veria, ou onde eu cairia?


Os astrônomos costumam falar do universo com uma palavra a mais: o chamado "universo visível". Esse é, na verdade, o termo mais correto, porque ninguém sabe o que existe além daquilo que conseguimos enxergar. Hoje, o horizonte do universo visível fica a aproximadamente 13,5 bilhões de anos-luz de nós, que é o ponto mais distante de onde a luz já teve tempo de chegar até os nossos telescópios (e é também a idade do universo, contada a partir do Big Bang).

Só que esse horizonte está em constante expansão. Desde que o universo "explodiu" 13,5 bilhões de anos atrás, ele nunca parou de crescer. Se você olhar para qualquer outra galáxia a nossa volta, todas estão se distanciando de nós e também umas das outras, como se fossem azeitonas dentro de um massa que está crescendo no forno. O horizonte do universo visível, portanto, está se expandindo.

"Quanto mais tempo você olha, mais longe você enxerga", explica Friaça. Segundo ele, é possível que haja coisas no universo além do nosso horizonte atual, que não são visíveis hoje, mas se tornarão visíveis em algum futuro remoto, à medida que o universo se expande.

Por enquanto, diz ele, tudo que enxergamos já esteve conectado no passado, quando toda a matéria e energia do universo estavam espremidas num espaço subatômico (antes do Big Bang). Mas vai que aparece no horizonte do futuro alguma coisa que não está conectada com o universo como o conhecemos hoje...... aí surgirá uma outra pergunta de tirar o sono: Será que nosso universo é o único, ou será que há outros universos por aí, cujos horizontes um dia vão se cruzar com o do nosso?

"Ainda temos muitos mistérios para resolver", afirma Friaça. Ainda bem, professor, pois são os mistérios que fazem a ciência tão interessante.

Pense nisso a próximo vez que olhar para o espaço. E durma bem!

Fonte: (1)

16/03/2009

Discovery é lançada

Discovery é lançada ao espaço com sete astronautas

Vazamento de combustível impediu que ônibus espacial fosse lançado na quarta-feira, depois de vários atrasos

Com um mês de atraso, o ônibus espacial Discovery foi lançado ao espaço na noite deste domingo, 15. O lançamento foi feito às 20h43 (hora de Brasília) do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Sete astronautas estão na tripulação do ônibus espacial, que deverá ficar duas semanas em órbita para entregar um jogo de painéis solares de 300 milhões de dólares e um novo destilador para o sistema de reciclagem de urina da estação.

Ônibus espacial é lançado ao espaço com um mês de atraso, após enfrentar vários problemas

Os painéis estão dentro de um módulo de 16 toneladas que irá completar a estrutura principal exterior de 11 segmentos da Estação Espacial Internacional.

Tripulação do Discovery se prepara para o lançamento; missão deve demorar duas semanas
Fonte: (1)

11/03/2009

Albert Einstein e Seu Universo Inflável

Albert Einstein e Seu Universo Inflável
Dr. Mike Goldsmith
e Philip Reeve (Ilustrações)

Muita gente acha que Albert Einstein foi o homem mais genial de todos os tempos. É possível: quantos outros foram capazes de juntar tantas peças do quebra-cabeça do Universo? Espaço, tempo, átomos, luz, gravidade, energia - ele era mesmo um crânio. Eis uma lista resumida do que ele descobriu: - como o Universo funciona e como fazê-lo parar de desinflar; - como viajar no tempo; - como contar átomos; - como transformar coisas em luz e luz em coisas, e - como, olhando firme para o céu, mas firme mesmo, é possível enxergar a própria nuca. Mas como ele conseguiu fazer todas essas descobertas fantásticas? Para saber, é só dar uma olhada no seu diário perdido, que está em Albert Einstein e seu Universo inflável. O livro também mostra que a vida de um gênio não é fácil. Quando era pequeno, o futuro cientista foi expulso da escola. Mais tarde, ele seria espionado pelos nazistas e pelo FBI. E depois de morto, o cérebro dele foi retirado e utilizado para estudos.

26/02/2009

Olho Cósmico

Astrônomos europeus fotografam "Olho Cósmico"

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), que fica no alto de uma montanha em La Silla, no Chile, fotografou a nebulosa Hélix, que fica a uma distância de 700 anos-luz da Terra, na constelação de Aquário, e é conhecida como "olho cósmico".

A nebulosa é formada por gás e poeira lançados por uma estrela central de pouca luminosidade, já em vias de desaparecer.

Astrônomo fizeram foto da nebulosa Hélix, que fica a uma distância de 700 anos-luz da Terra, e é conhecida como "olho cósmico"

De acordo com o ESO, o principal anel de Hélix tem um diâmetro de cerca de dois anos-luz --ou seja, de mais de 18 trilhões de quilômetros.

Apesar da imagem espetacular, é difícil ver a nebulosa pois sua luz é dissipada por uma vasta área do espaço. Hélix apareceu pela primeira vez em uma lista de objetos compilada pelo astrônomo alemão Karl Ludwig Harding, em 1824.

O nome vem das primeiras fotografias tiradas, em que a nebulosa parecia ter um formato de saca-rolha. Segundo o ESO, estudos indicam que ela é formada por pelo menos dois anéis externos.

O disco interno, que pode ter sido formado há cerca de 12 mil anos, parece estar se expandindo a uma velocidade de 100 mil quilômetros por hora.

Os astrônomos acreditam que a nebulosa Hélix está relativamente perto da Terra e que, por isso, pode ser estudada de maneira mais minuciosa, disse o ESO.
Fonte: (1)

22/02/2009

Cometa Lulin

Satélite fotografa cometa Lulin a caminho da Terra

Cometa já está no céu e atingirá aproximação máxima no dia 26; é possível vê-lo com binóculos.

O Observatório de Raios Gama Swift, da Nasa, está monitorando o cometa Lulin, que atingirá aproximação máxima da Terra na próxima terça-feira, 24. Pela primeira vez, os astrônomos têm acesso a imagens do cometa nas faixas ultravioleta e de raios X.

Imagem do Lulin feito cas faixas ultravioleta (parte roxa da imagem) e de raios X (vermelha)

"Não conseguiremos mandar uma sonda ao cometa Lulin, mas o Swift nos está dando parte da informação que obteríamos de uma missão assim", disse, em nota, Jenny Carter, da Universidade de Leicester, que lidera o estudo. "O cometa está liberando uma grande quantia de gás, o que o torna ideal para observações de raios X", diz outro pesquisador da Leicester, Andrew Read.

Cometas são aglomerados de gás congelado e poeira. Essas "bolas de neve suja" emitam gases sempre que se aventuram mais perto do Sol. Conhecido oficialmente como C/2007 N3, o Lulin foi descoberto por astrônomos do observatório de Lulin, em Taiwan. Atualmente, ele é fracamente visível no céu noturno, desde que observado de um lugar isolado da poluição luminosa das grandes cidades. Astrônomos recomendam o uso de um bom binóculo.

Na cidade de São Paulo, no dia 26, o professor Oscar Matsuura, da USP, fará palestra no planetário de São Paulo sobre cometas. A palestra será seguida por observações do Lulin com telescópio, se o tempo ajudar.

Em 28 de janeiro, o Swift apontou seus instrumentos de ultravioleta e raios X para o cometa. "Ele está bem ativo", disse o pesquisador Dennis Bodewits, da Nasa. "Os dados mostram que o Lulin está eliminando cerca de 800 galões de água por segundo". Segundo a agência espacial, isso é suficiente para encher uma piscina olímpica em menos de 15 minutos.

O Swift não consegue enxergar água diretamente, mas a luz ultravioleta quebra as moléculas de água em átomos de hidrogênio e hidroxilas (grupos de um átomo de hidrogênio e um de oxigênio). O Swift é capaz de detectar a hidroxila, e as imagens do Lulin revelam uma nuvem que cobre quase 400 mil quilômetros, ou pouco mais que a distância entre a Terra e a Lua.

Mais longe do cometa, até as hidroxilas se quebram em átomos individuais. "O vento solar, o fluxo de partículas emitido pelo Sol, interage com essa nuvem expandida de átomos cometa, e isso provoca emissão de raios X, que o Swift vê", diz o cientista Stefan Immler, também da Nasa.
Fonte: (1)

Vida Alienígena

Terra pode estar abrigando vida 'alienígena', diz cientista

Ambientes inóspitos poderiam abrigar seres estranhos na Terra

A Terra pode estar abrigando várias formas de vida alienígenas, completamente dissociadas dos seres vivos já conhecidos, segundo um cientista da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Em uma apresentação durante a conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Chicago, o físico Paul Davies disse ainda que essas "vidas paralelas" podem estar escondidas em locais inóspitos, como desertos, lagos de sal, fontes hidrotermais e áreas com altas temperaturas e radiação solar.

Davies afirmou ainda que várias desses "seres estranhos" podem estar vivendo entre nós, em formas que ainda não são conhecidas.

Eles fez um apelo para que a comunidade científica lance uma "missão à Terra" para vasculhar ambientes tidos como hostis em busca de sinais de bioatividade.

'Segunda gênese'

"Não precisamos viajar a outros planetas para encontrar formas de vida estranhas. Elas podem estar bem aqui debaixo de nossos narizes", disse.

"É perfeitamente razoável a ideia de uma biosfera paralela aqui na Terra", defendeu. "Mas nunca ninguém se importou em procurar por ela. Eu pergunto: 'Por quê?'. Não é caro - seria um custo bem menor do que se gasta procurando por extraterrestres."

Davies foi um dos palestrantes de um simpósio que explorou a possibilidade de que a vida se desenvolveu na Terra mais de uma vez.

Segundo os cientistas, os descendentes desta "segunda gênese" podem ter sobrevivido até hoje, em uma "biosfera paralela" que está além da percepção humana porque seus habitantes têm uma bioquímica muito diferente da nossa.

"Todos os nossos microscópios estão desenvolvidos para estudar a vida que nós conhecemos - então não é uma surpresa que não tenhamos encontrados micróbios com uma bioquímica diferente", afirmou Davies.

"Ainda não sabemos muito bem a aparência dessas formas de vida estranhas. É algo tão amplo como a própria imaginação, e é por isso que é tão difícil procurar por elas", disse.

Molécula

Segundo o cientista, a base desses organismos poderia ser o DNA e o RNA, mas com um código genético distinto ou com diferentes aminoácidos. Ou ainda, essas criaturas poderiam apresentar diferenças mais acentuadas.

Fonte hidrotermal no fundo do mar

"Talvez um dos elementos usados pela vida - carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e fósforo - pode ter sido substituído por outros", explicou Davies. "Um dos exemplos é o arsênico, que é venenoso para o homem mas têm propriedades que dariam condições ideais ao desenvolvimento de micróbios."

Outro pesquisador, Steven Benner, da Universidade da Flórida, disse que antes de procurar por esses seres, é preciso provar que é possível criar novas moléculas capazes de sobreviver e evoluir.

Sua equipe desenvolveu um sistema químico sintético que precisa ser alimentado externamente, mas que é capaz de evoluir e se adaptar em uma geração seguinte.

"Nosso próximo passo será aplicar um processo de seleção natural", afirmou Benner.
Fonte: (1)

17/02/2009

Galáxia com bilhões de planetas

Até hoje foram descobertos mais de 300 planetas fora do Sistema Solar

A galáxia tem pelo menos 100 bilhões de planetas semelhantes à Terra, afirmou no sábado um cientista dos Estados Unidos durante a conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência, em Chicago.

O PALHEIRO E A AGULHA
A primeira foto de um planeta (o ponto, no detalhe) de outra estrela, a Fomalhaut (em negro, no centro)

Alan Boss, do Carnegie Institution of Science, de Washington, disse ainda que muitos desses astros podem ser habitados por formas de vida simples.

Até hoje, os telescópios disponíveis conseguiram detectar pouco mais de 300 planetas fora do nosso Sistema Solar. No entanto, apenas alguns deles seriam capazes de abrigar a vida.

A maioria são "gigantes de gases", como Júpiter, enquanto outros orbitam tão perto de seu "Sol" que qualquer organismo teria que sobreviver a temperaturas elevadíssimas.

Galáxia tem bilhões de planetas como a Terra, diz cientista
Estrela Fomalhaut e planeta

'Bactérias'

Baseado na quantidade limitada de planetas descobertos até agora, Boss estimou que todos os corpos celestes semelhantes ao nosso Sol têm em média, em sua órbita, um astro com características semelhantes às da Terra.

"Não só esses planetas são provavelmente habitáveis, como também eles provavelmente serão habitados", disse o cientista à BBC.

"Mas creio que o mais provável é que essas 'Terras' próximas de nós sejam habitadas por seres que eram mais comuns na Terra há 3 ou 4 bilhões de anos, como as bactérias."

Segundo Boss, a missão Kepler da Nasa, prevista para ser lançada em março, deve começar a encontrar alguns desses planetas dentro de poucos anos.

Recentemente, um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, tentou quantificar quantas civilizações inteligentes viveriam no espaço e chegou à conclusão de que pode haver milhares delas.
Fonte: (1, 2)

Lixo Espacial

Restos de satélites ficarão no espaço por 10 mil anos, diz russo

Militares americanos, e não a Nasa, já rastreiam 18 mil objetos em órbita, mas o total de lixo é desconhecido.

Restos da colisão de satélites desta semana poderão girar em torno da Terra por até 10 mil anos, ameaçando muitos outros satélites em uma área já altamente ocupada, disse o chefe do Controle de Missão da Rússia.

Vladimir Solovyov afirmou que a colisão de terça-feira, 11, entre um satélite militar russo desativado e um satélite da rede provada de comunicações Iridium ocorreu a cerca de 800 km de altitude, a faixa mais ocupada do espaço próximo à Terra.

"Oitocentos quilômetros é uma órbita muito popular, usada por satélites de rastreamento e de comunicações", disse ele a jornalistas. Solovyov afirmou que até os menores fragmentos representam um perigo para satélites feitos de materiais leves, porque viajam a altíssimas velocidades.

A maioria dos fragmentos concentra-se perto do curso da colisão, mas o general Alexander Yakushin, chefe do Estado-Maior das Forças Espaciais russas, alguns pedaços foram arremessados a outras órbitas, de 500 quilômetros a 1,3 mil quilômetros.

Militares americanos, e não a Nasa, já rastreiam 18 mil objetos em órbita, mas ninguém sabe quantos pedaços de lixo espacial foram gerados pela colisão desta semana, nem que tamanho podem ter.

David Wright, do setor de Segurança Global da União de Cientistas Preocupados, disse que a colisão possivelmente causou dezenas de milhares de partículas com mais de 1 centímetro, qualquer uma das quais pode danificar ou destruir outros satélites.

Tela do site Satellite Tracker mostra a posição dos destroços do Iridium 33 na tarde de sexta-feira

Em uma postagem no website da instituição, ele disse que as duas nuvens de destroços geradas pelo impacto vão se expandir com o tempo, gerando uma casca ao redor da Terra. ele comparou os destroços a "um tiro de escopeta que ameaça outros satélites".

Autoridades russas e americanas trocaram acusações quanto á responsabilidade pelo acidente. A porta-voz da Iridium, Elizabeth Mailander, disse que a empresa é capaz de desviar qualquer um de seus 65 satélites do caminho de uma colisão em potencial, se receber um aviso com antecedência suficiente.



Assista a colisão dos dois satélites

Além disso, a companhia nunca agiu para reposicionar seus satélites porque os avisos nunca são precisos o bastante e há satélites demais para levar em conta. "O nosso estava onde deveria estar, e estava funcionando", disse ela, acrescentando que a empresa não entrou em contato com o governo russo.

Especialistas vão se reunir em Viena na próxima semana, num seminário das Nações Unidas para criar novas maneiras de evitar colisões, disse o gerente do programa de destroços orbitais da Nasa, Nicholas Johnson.

Há entre 800 e 1.000 satélites ativos em órbita, além de 17 mil destroços e satélites desativados, disse ele. O sistema de rastreamento das Forças Armadas americanas não tem recursos para advertir os operadores de satélite de cada possível colisão.

Um website privado, Socrates, oferece avaliação diária do risco de colisão entre satélites e a rede Iridium, com 65 aparelhos em órbita, frequentemente aparece nos dez mais. Mas o Iridium 33, destruído, não estava na relação do dia.
Fonte: (1)

13/02/2009

Cometas Escuros

'Cometas escuros' podem ser ameaça à Terra, diz revista

Reportagem da 'New Scientist' diz que alguns corpos celestes podem não ser detectados por cientistas.

O planeta Terra pode estar sob a ameaça de ser atingido por milhares de cometas que circulam nos arredores do sistema solar e não podem ser detectados pelos cientistas, afirma uma reportagem publicada na edição desta semana da revista britânica New Scientist.

A revista entrevistou dois astrônomos britânicos que afirmam que, apesar de todo trabalho de monitoramento desses corpos celestes feitos por agências espaciais, muitos deles não poderiam ser detectados por serem o que eles chamam de "cometas escuros".

Segundo Bill Napier, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, e David Asher, do Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte, estes cometas escuros podem ser uma ameaça à Terra.

"Cometas escuros, dormentes, são uma significativa, mas muitas vezes invisível, ameaça ao planeta", disse Napier à revista.

Segundo os cientistas, pelos cálculos sobre a entrada de cometas no sistema solar, é possível que haja pelo menos 3 mil desse corpos celestes próximos à região, mas apenas 25 deles são conhecidos.

Napier e Asher afirmam que muitos desses cometas não podem ser vistos "simplesmente porque são muito escuros".

Isto acontece quando o gelo de um cometa "ativo" - que reflete a luz do sol - se evapora, deixando para trás somente uma crosta que reflete apenas uma fração de luz.

Os cientistas citam como exemplo o cometa IRAS-Araki-Alcock, que passou a uma distância de 5 milhões de quilômetros da Terra em 1983 - a menor registrada em 200 anos.

Segundo eles, o cometa foi detectado apenas duas semanas antes de sua aproximação.

"Ele tinha apenas 1% de suas superfície ativa", diz Napier.

O cometa Borrelly também teria partes escuras na superfície

De acordo com os pesquisadores, quando uma sonda da Nasa pousou no cometa Borrelly, em 2001, também teria registrado várias manchas "negras" em sua superfície.

Outro cientista entrevistado pela revista, no entanto, se mostrou mais cético sobre a ameaça.

Segundo Clark Chapman, do Southwest Research Institute, no Colorado, Estados Unidos, "estes cometas absorveriam bem a luz do sol, então poderiam ser detectados pelo calor que emitiriam".
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