31/07/2009

Ônibus espacial Endeavour pousa em segurança na Flórida

O ônibus espacial norte-americano Endeavour, com sete tripulantes a bordo, pousou conforme planejado nesta sexta-feira no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, após uma missão bem sucedida na Estação Espacial Internacional.

Durante 11 dias na Estação, a tripulação da Endeavour instalou uma plataforma japonesa para telescópios e outras atividades científicas. Também entregou peças sobressalentes e substituiu as baterias que mantêm a Estação, movida a energia solar, funcionando durante suas passagens pelas zonas de noite terrestre.

A Nasa está preparando a Estação, um projeto de 100 bilhões de dólares e 16 países, para poder aposentar sua frota de ônibus espaciais, depois de mais sete missões.
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Imagem da chegada do ônibus espacial na Flórida

Usando pela primeira vez um braço robótico japonês, astronautas substituíram três dispositivos da nova plataforma: um telescópios de raios-X, um monitor que mede campos eletromagnéticos em torno da Estação e uma antena de comunicações para uma rede japonesa de satélites.

Quando voava a 320 quilômetros acima do oceano Índico, o comandante Mark Polansky e o piloto Douglas Hurley acionaram os dois foguetes de frenagem da Endeavour, às 10h41 (horário de Brasília), para reduzir a velocidade da nave e começar um período de planagem pela atmosfera, com duração de uma hora.

O pouso no Centro Espacial Kennedy aconteceu às 11h48 (horário de Brasília).

Um dos astronautas do Endeavour, o estreante Timothy Kopra, ficou na Estação, realizando as tarefas de engenheiro de voo que durante quatro meses e meio couberam ao japonês Koichi Wakata, que volta agora à Terra.
Fonte: (1)

29/07/2009

Livro reúne fotos de astros e constelações

O livro Capturing the Stars: Astrophotography by the Masters, de Robert Gendler, reúne dezenas de imagens produzidas por 30 fotógrafos profissionais e amadores, especializados em registrar cometas, galáxias, nebulosas e astros do espaço.

Entre as imagens reunidas está uma do cometa com a cauda mais longa já vista – quase 600 milhões de quilômetros de comprimento –, o Hyakutake, descoberto pelo astrônomo amador japonês Yuji Hyakutake em 1996.

As imagens foram organizadas por um dos astrônomos amadores mais respeitados do mundo, Robert Gendler, que também escreveu uma introdução sobre a fotografia espacial.

O livro traz detalhes sobre cada fotógrafo, as técnicas utilizadas para capturar as imagens fantásticas, e experiências.

Entre as imagens reunidas estão galáxias distantes, nebulosas e algumas das mais conhecidas constelações.
Fonte: (1)

es1 Essa Aurora Boreal foi fotografada por Arne Danielse em 8 de novembro 8 de 2004, na cidade de Langhus, na Noruega. (Todas as imagens estão do livro 'Capturing the Stars: Astrophotography by the Masters, de Robert Gendler)

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Esta imagem mostra não só as constelações de Cygnus e Lyra como a Via Láctea no verão do hemisfério norte, além de várias outras nebulosas como a Norte-Americana, a Gamma Cygni e a Veil (véu).

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O Cometa Hyakutake foi descoberto pelo astrônomo amador japonês Yuji Hyakutake em 1996. A cauda do astro tem 580 milhões de quilômetros, a mais longa entre os cometas conhecidos.

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Nesta imagem, o céu azul foi artificalmente removido da proximidade da superfície do sol para revelar as gradações de verde no halo mais interior, a "verdadeira cor do sol".

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Os arcos que aparecem ao redor do sol nesta imagem são criados por matéria gasosa expelida da superfície, mas atraída por seu potente campo magnético.

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O fenômeno fotogrado durou poucos segundos, pouco antes do eclipse lunar total, quando "contas" de luz solar ainda podiam ser vistas. O astrônomo inglês Francis Baily observou o fenômeno em 1836.

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Brilhando com a luminosidade de 40 mil sóis, a estrela supergigante Antares expele matéria, o que cria a imensa nuvem amarela que parece engolir a estrela.

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Nesta imagem, pode-se ver os restos de uma estrela supernova que já foi enorme no passado. Parte da energia expelida pelos gases da estrela é liberada na forma de luz visível.

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Essa bolha cósmica gigantesca foi apelidada de nebulosa Bolhas (NGC 7635) e tem seis anos luz de largura. Ela foi formada pelos violentos ventos provocados por uma estrela supergigante no seu centro.

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A IC 1396 é uma enorme nebulosa na constelação de Cepheus. A foto destaca o glóbulo IC 1396A, uma escultura marcante produzida pela radiação de estrelas próximas.

Físico usa Lua para buscar matéria escura

Ela é o tipo de matéria mais abundante que há. Está em todo lugar, mas ninguém a vê. Os cientistas só sabem que ela existe porque, sem a gravidade que exerce, estrelas pulariam para fora das galáxias. E, como se não bastasse ser invisível, a chamada matéria escura tem driblado teóricos que tentam explicá-la. Uma série de experimentos novos, porém --um deles realizado na "sombra" da Lua-, promete trazer novas pistas para resolver o enigma.

Esse campo de estudo começou a passar por uma reviravolta no ano passado, quando o satélite científico Pamela detectou no espaço um número inesperadamente grande de pósitrons --a partícula elementar equivalente ao elétron, mas com carga positiva. Físicos logo apontaram que o excesso de pósitrons seria fruto de colisões de nuvens de matéria escura no centro da galáxia. O impacto aniquilaria as misteriosas partículas invisíveis, convertendo-as em outras visíveis.

Essa teoria, porém, gerou mais controvérsia do que comemoração. Os misteriosos pósitrons,afinal, não eram muito energéticos, e poderiam estar vindo de objetos como pulsares -corpos estelares com forte campo magnético.

Desde então, físicos experimentais vêm propondo observações que possam confirmar os dados do Pamela capturando partículas mais energéticas --resultantes da violenta aniquilação da matéria escura.

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Há uma dificuldade, porém, em distinguir pósitrons de elétrons que chegam à Terra. Ao atravessar a atmosfera, ambos perdem a identidade, e fica impossível saber se as partículas positivas realmente estão em número maior que o esperado.

Mas cientistas trabalhando no Magic --um telescópio das Ilhas Canárias capaz de detectar sinais de elétrons e pósitrons- acabam de propor uma solução. Como o campo magnético da Terra interfere na trajetória de pósitrons e elétrons, a "sombra" da Lua para as primeiras partículas ficaria deslocada das segundas, como na visão de uma pessoa embriagada.

Bastaria então apontar várias vezes o Magic para as bordas da Lua quando ela estiver passando na frente do centro da galáxia e contar os pósitrons.

"Ainda neste ano testaremos a viabilidade dessa medição", disse à Folha Pierre Colin, físico integrante do projeto que elaborou a ideia. "Não vai ser uma coisa fácil, porque a luz do luar gera um sinal de fundo que atrapalha muito, mas queremos trabalhar nisso."

A ideia, lançada no início do mês, colocou a física experimental em clima de corrida. Um telescópio espacial já em órbita, o Fermi/Glast, pode chegar na frente do Magic, sem precisar da Lua.

"Temos a capacidade de medir elétrons e pósitrons, e portanto podemos corroborar medidas feitas por outros experimentos", diz Eduardo do Couto e Silva, brasileiro envolvido no

projeto americano. Segundo ele, a observação de partículas a taxas previstas pelos teóricos "pode dar prêmio Nobel", e há muitos físicos de olho no problema.

Enquanto astrônomos vivem um momento de euforia, porém, físicos lutam para criar hipóteses que acomodem os dados observados sem ter de remendar muito as teorias mais plausíveis. "Ver excesso apenas de pósitrons, por exemplo, é um problema", diz Rogério Rosenfeld, da Unesp.

Segundo ele, as teorias mais limpas indicam que outros tipos de partícula deveriam ser geradas na aniquilação de matéria escura.

Em vez de ajudar a fechar o cerco em torno do enigma, afinal, o Pamela e outros experimentos vêm abrindo o leque de possibilidades. E ainda resta saber se futuras observações vão enxergar a mesma coisa.
Fonte: (1)

28/07/2009

"Bolha de sabão" gigante que flutua no espaço ganha nome

Parece uma bolha de sabão ou talvez uma imperfeição de câmera, mas a imagem é uma recente descoberta de uma nebulosa planetária.

As nebulosas planetárias, que levam este nome depois de um erro na identificação por astrônomos, são formadas quando uma estrela envelhecida aumenta o volume oito vezes acima daquele que é expelido pelo Sol, formando camadas externas com nuvens de gás luminoso. A maioria é elíptica, com lóbulos dobrados ou em formato alongado, que vão evoluindo conforme estrelas ejetam gás de cada polo.

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"Bolha Cygnus", nebulosa que flutua no espaço, ganhou nome de PN G75.5+1.7 na semana passada e tem mesmo brilho há 16 anos

Dave Jurasevich, do Observatório Mount Wilson, na Califórnia, encontrou a "Bolha Cygnus" enquanto gravava imagens da região, em 6 de julho de 2008. Poucos dias depois, os astrônomos amadores Mel Helm e Keith Quattrocchi também descobriram o fenômeno.

A bolha foi oficialmente nomeada de PN G75.5+1.7 na semana passada. Uma observação mais próxima nas segundas imagens da Pesquisa Celeste Palomar revelou que a nebulosa tem o mesmo tamanho e brilho de 16 anos antes. Jurasevich acredita que ela foi ignorada pelo fato de ser muito indistinta.

"É um belo exemplo", disse Adam Frank, da Universidade de Rochester, em Nova York.

"Nebulosas esféricas são muito raras". Uma das explicações é que a imagem está posicionada por baixo da abertura de uma típica nebulosa. No entanto, ela ainda é incrivelmente simétrica, diz Frank.
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Cientistas detectam ocorrência de raios pela 1ª vez em Marte

Uma equipe de cientistas americanos disse ter encontrado a prova direta da ocorrência de raios em Marte. Os pesquisadores da Universidade de Michigan detectaram pela primeira vez sinais de descargas elétricas durante tempestades de poeira na superfície do planeta vermelho. De acordo com a pesquisa, a atividade elétrica provocada pelas tormentas cósmicas podem ter importantes implicações sobre a ciência do planeta. As informações são do site científico Science Daily.

De acordo com o professor Nilton Renno, um dos membros da equipe da Universidade de Michigan, os raios "afetam a química atmosférica, habitabilidade e os preparativos para uma exploração futura, além da possível origem de vida". Um artigo com os resultados do estudo foi divulgado na última edição da revista Geophysical Research Letters.

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Concepção artística mostra a ocorrência de descargas elétrica em tempestade de poeira no planeta vermelho

Para detectar a propagação elétrica, os astrônomos utilizaram um inovador aparelho de identificação de micro-ondas que foi desenvolvido no Laboratório de Investigação de Física Espacial. A tecnologia é capaz de diferenciar a propagação de radiações térmicas e não térmicas - aquela emitida devido a outras causas que não a temperatura do meio.

Os cientistas fizeram as medições de emissões de micro-ondas em Marte cerca de cinco horas por dia durante 12 dias entre 22 de maio e 16 de junho de 2006. Naquele ano, a radiação não térmica, que sugere a presença de relâmpagos, foi detectada somente quando ocorreu uma intensa tormenta de pó marciana.

O professor Chris Ruf, coordenador das atividades, afirmou que os relâmpagos eram secos e não ocorriam associados às chuvas. "O que vimos em Marte foi uma série de grandes descargas elétricas repentinas causas por uma grande tempestade de pó", explicou.
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Astrônomos americanos descobrem supernova de 11 bi de anos

Um grupo de astrônomos americanos descobriu as mais distantes supernovas já observadas: explosões de estrelas gigantes que ocorreram há 11 bilhões de anos, segundo um estudo publicado na revista científica britânica Nature.

Para conseguir identificar estas explosões de estrelas muito grandes (entre 50 e 100 vezes a massa do Sol) no final de sua vida, Jeff Cooke e seus colegas da Universidade da Califórnia (Estados Unidos) utilizaram uma nova técnica que pode contribuir para a descoberta de outras estrelas mortas nos confins do universo.

Estas supernovas ocorreram há 11 bilhões de anos (tempo necessário para que a luz produzida por estas gigantescas explosões chegue até nós) quando o universo tinha apenas 2,7 bilhões de anos. Os astrônomos californianos detectaram as supernovas ao comparar imagens de um mesmo setor de céu obtidas entre 2003 e 2006, em busca de galáxias que se tornaram mais brilhantes, sinal que pode indicar a enorme quantidade de energia liberada por uma supernova.

Para aumentar a luminosidade de cada detalhe na tela do computador, Jeff Cooke teve a ideia de superpor as imagens captadas durante toda a temporada de observação e compará-las às imagens superpostas dos outros anos. "É como se faz para aumentar a duração da abertura do obturador na fotografia: uma pose mais longa permite coletar mais luz", explicou o astrônomo em um comunicado.

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Técnica inovadora pode contribuir para a descoberta de novas estrelas mortas nos confins do universo, como foi o caso da supernova RCW 86

Novas observações com o telescópio Keck, instalado no Havaí, permitiram confirmar que os rastros luminosos deixados pelas "candidatas" eram compatíveis com uma supernova - as supernovas deixam rastros de matéria detectáveis até cinco anos depois da explosão. Quando uma estrela gigante que chega ao fim de sua vida consumiu todo o seu combustível, se expande e se contrai, provocando uma enorme onda de choque que expulsa sua camada superficial para o meio interestelar. A estrela começa então a brilhar intensamente, mas se apagará de vez em breve.

As supernovas enriquecem o universo com elementos químicos que contribuirão para a formação de novas estrelas e planetas. Os cientistas esperam que o estudo das primeiras supernovas ajudem a entender melhor a formação e a evolução das galáxias.
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Avião criado para lançar nave espacial privada voa nos EUA

Um avião apresentado como parte do futuro dos voos espaciais privados pousou no Wisconsin. O WhiteKnightTwo, da Virgin Galactic, sobrevoou milhares de espectadores durante a convenção AirVenture, patrocinada pela Associação de Aeroplanos Experimentais, realizada na cidade de Oshkosh.

O aparelho voou em círculos sobre a pista várias vezes, enquanto o projetista Burt Rutan e o bilionário britânico Sir Richard Branson observavam. Branston é o presidente do Virgin Group, que financia o avião.

image O avião da Virgin Galactic criado para carregar uma nave espacial de passageiros no lançamento.

O pouso desta segunda-feira, 27, marca a primeira exibição pública do aparelho.

Branson espera que o WhiteKnightTwo consiga carregar uma espaçonave que, depois, voará até o limite da atmosfera. O bilionário acredita que o sistema permitirá lançar um negócio de viagens comerciais ao espaço, e já tem 300 reservas feitas.

Burt Rutan foi o criador da SpaceShipOne, o primeiro veículo financiado com recursos privados a levar um ser humano ao espaço. A nave fez seu voo inaugural em 2004.

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Hubble fotografa vestígios de impacto na atmosfera de Júpiter

O diâmetro do objeto que se chocou com Júpiter seria de várias centenas de metros, diz astrônoma da Nasa .

Cientistas da Nasa interromperam o processo de calibragem do Telescópio Espacial Hubble, em andamento desde a reforma do telescópio, realizada por astronautas meses atrás, para fazer imagens da cicatriz deixada no planeta Júpiter pelo impacto de um corpo ainda desconhecido, no último dia 19. As fotos do Hubble foram feitas na quinta-feira, 23.

Descoberta pelo astrônomo amador australiano Anthony Wesley, a nova mancha no maior planeta do sistema solar foi criada quando um cometa ou asteroide chocou-se com atmosfera. A única oportunidade anterior onde algo assim foi observado ocorreu há 15 anos, quando fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 chocaram-se com Júpiter.

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A mancha escura deixada pelo impacto do corpo desconhecido aparece na imagem do telescópio espacial

"Como acreditamos que um impacto dessa magnitude é um evento raro, temos muita sorte de poder vê-lo com o Hubble", disse, em nota, a astrônoma Amy Simon-Miller, do Centro de Voo Espacial Goddard, da Nasa. "Detalhes que aparecem na imagem do Hubble mostram uma textura na pluma de destroços causada pela turbulência na atmosfera de Júpiter".

Telescópios baseados na Terra vêm seguindo Júpiter há dias, desde que Wesley alertou a comunidade astronômica para os sinais de um novo impacto no planeta.

Amy estima que o diâmetro do objeto que se chocou com Júpiter seria de várias centenas de metros. A força da explosão provocada foi milhares de vezes maior do que a do impacto causado por um cometa ou asteroide na atmosfera da Terra em 1908, sobre Tunguska, na Sibéria.

A imagem de Júpiter foi feita pela Câmera de Campo Aberto 3. Essa nova câmera, instalada pelos astronautas do ônibus espacial Atlantis em maio, ainda não está totalmente calibrada. Embora já possa ser usada, seu potencial completo ainda não foi revelado.

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Maior telescópio do mundo é inaugurado na Espanha

O Gran Telescopio Canarias, um investimento de US$ 185 milhões é dotado de um espelho de 10,4 metros

Um dos mais potentes telescópios da Terra abriu sua cúpula pela primeira vez nesta sexta-feira, 24, para iniciar a exploração da luz tênue das partes mais distantes do Universo.

O Gran Telescopio Canarias, um investimento de US$ 185 milhões, dotado de um espelho de 10,4 metros, fica no topo de um vulcão extinto. Sua localização, acima das nuvens, beneficia-se dos céus claros do Oceano Atlântico.

image Vista da cúpula do Gran Telescopio Canarias, durante a festa de sua inauguração.

Planos para o telescópio tiveram início em 1987, e envolveram mais de mil empresas. A inauguração desta sexta-feira foi realizada pelo rei Juan Carlos.

O observatório fica 2,4 km acima do nível do mar, onde os ventos predominantes mantêm a atmosfera estável e transparente, diz o Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias.

O instituto, que administra o telescópio, disse que o instrumento vai capturar o nascimento de estrelas, estudar buracos negros e decifrar a química do início do Universo.

O telescópio é composto de 36 espelhos separados, que começaram a ser focalizados em julho de 2007 para, finalmente, operar como um único espelho, dirigindo a luz para um ponto central.

image O Gran Telescopio Canarias, maior telescópio do mundo, visto de perto, com nuvens ao fundo.

Entre os cientistas que já realizaram pesquisas em La Palma está Brian May, guitarrista do grupo musical Queen, que fez parte dos estudos para seu doutorado em astrofísica no instituto.

Visite o web site oficial em: http://www.gtc.iac.es/

Acesse as webcam do observatório em: http://www.gtc.iac.es/pages/multimedia/webcams-en-el-orm.php

Fonte: (1)

18/07/2009

Astronauta do ônibus Endeavour faz caminhada espacial

Operação visa a manutenção da Estação Espacial Internacional (ISS).É a primeira de cinco caminhadas para instalação de laboratório japonês.

image Imagem capturada de vídeo da agência espacial Nasa mostra o astronauta Tim Kopra, do ônibus espacial Endeavour, durante operação na Estação Espacial Internacional (ISS). É a primeira de cinco caminhadas previstas para a instalação do laboratório japonês Kobi.

Fonte: (1)

16/07/2009

Hemingway, Calvino Kalil Gibran viram crateras de Mercúrio

Dezesseis crateras descobertas recentemente no planeta receberam nomes de pintores e escritores

Dezesseis crateras recém-descobertas no planeta Mercúrio receberam nomes oficias da União Astronômica Internacional (IAU). Seguindo o padrão adotado para esse planeta,  as crateras, encontradas pela sonda Messenger, da Nasa, foram batizadas com nomes de artistas e escritores mortos. Entre os homenageados estão o italiano Italo Calvino, o americano Ernest Hemingway e o libanês Kalil Gibran.

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Sequência de imagens do planeta Mercúrio feita pela Messenger

Outros artistas que emprestam os nomes às novas crateras são Zainul Abedin, pintor bengalês; Rigaud Benoit, artista haitiano; Sabri Berkel, pintor turco;  Joe Coleman De Graft, escritor e dramaturgo ganês; Andre Derain, pintor francês; Charles A. Eastman,  escritor americano; Frances Hodgkins, pintora neozelandesa; María Izquierdo, pintora mexicana; Utagawa Kunisada, impressor de xilogravura japonês; Dorothea Lange, fotógrafa americana; Iwasa Matabei, pintor e ilustrador japonês; Mihály Munkácsy, pintor húngaro; Ngoc Van, pintor vietnamita.

Segundo a equipe da Messenger, alguns dos nomes adotados pela IAU já haviam sido sugeridos pelos cientistas envolvidos nas descobertas, alguns foram sugestões do público e outros já constavam de uma lista de nomes pré-aprovados pela IAU.

Fonte: (1)

Pedaços soltos do tanque externo atingiram Endeavour

Ônibus espacial partiu para estação espacial em missão de 16 dias. Agência espacial, no entanto, diz que não há risco de problema sério.

Vários pedaços se desprenderam do tanque externo do ônibus espacial Endeavour e pelo menos um deles atingiu a estrutura da nave, mas as autoridades da Nasa asseguraram que não deve ser um problema sério.

O Endeavour partiu em uma missão de 16 dias à Estação Espacial Internacional (ISS) após cinco adiamentos por causa, primeiro, de problemas com esse mesmo tanque externo, e depois das más condições de tempo na região do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

endevourOs pedaços soltos foram detectados poucos minutos depois do lançamento pelas câmeras do tanque externo.

Uma das primeiras operações que os astronautas da nave realizarão amanhã será revisar o escudo térmico e a estrutura da nave. "Não consideramos que isso seja um problema", disse em coletiva de imprensa após o lançamento no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, William Gerstenmeir, administrador adjunto para operações espaciais da Nasa.

Segundo ele, as marcas brancas mostradas nas imagens provavelmente são "danos na pintura, não fissuras profundas". O incidente lembrou um episódio similar ocorrido durante o lançamento da nave Columbia em meados de janeiro de 2003.

A nave se desintegrou sobre o céu do Texas em 1º de fevereiro desse mesmo ano ao término de uma missão científica, uma tragédia que matou seus sete tripulantes.

Fonte: (1)

15/07/2009

Lançamento do ônibus espacial

Nasa prepara lançamento do ônibus espacial Endeavour na Flórida

Equipe de sete astronautas espera confirmação de bom tempo para voar.
Nave fará 'troca de guarda' na Estação Espacial Internacional.

Está tudo pronto para o lançamento do ônibus espacial Endeavour nesta quarta (15), às 19h03 (horário de Brasília), no Centro Espacial Kennedy. Os técnicos da Nasa encheram os tanques de combustível da nave sem problemas e agora esperam como evoluirá o tempo no local. Segundo a Nasa, a chance de condições atmosféricas favoráveis ao lançamento é de 60%. O Endeavour levará uma tripulação de sete astronautas para a Estação Espacial Internacional.

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Da esquerda para a direita, Tom Marshburn, Dave Wolf, a canadense Julie Payette, Tim Kopra, Christopher Cassidy, o piloto Doug Hurley e o comandante Mark Polansky. (Foto: Nasa)

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Termina simulação russa de voo com astronautas a Marte

A tripulação de seis pessoas, que permeneceu isolada por 105 dias, foi submetida a um exame médico

simulacao Sergei Ryazanski deixa o m[odulo de isolamento ao final dos 105 dias do experimento

Às 14h de Moscou (7h de Brasília), os organizadores do experimento, do Instituto de Problemas Biomédicos (IPBM) da Academia de Ciências da Rússia, abriram a comporta. As informações são da agência Interfax.

O cosmonauta russo Serguei Riazanski, de 34 anos, foi o comandante da operação. Pouco depois de sair do módulo, ele disse estar "perfeitamente bem". Outros três russos, um francês e um alemão completaram a tripulação.

Após um breve contato com a imprensa, a tripulação se submeteu a um exame médico. Todos deverão comparecer ao IPBM a cada dois dias, para acompanhamento.

Iniciada em 31 de março, a experiência foi dividida em três partes: voo da nave pela órbita terrestre, trajeto a Marte e a estadia do aparelho na órbita marciana.

O objetivo da simulação era testar a compatibilidade psicológica e a tolerância dos integrantes da tripulação, permitindo aos cientistas estudar diariamente os efeitos do isolamento de longa duração.

Esta foi a antessala do projeto chamado "Marte-500", que simulará um voo ao planeta vermelho com outra tripulação e de início previsto para o final deste ano ou início de 2010.

Os futuros seis voluntários permanecerão no simulador por 520 dias - o tempo da viagem de ida e volta a Marte - e uma estadia simulada de 30 dias na superfície marciana.

Fonte: (1)

14/07/2009

Vênus já teve continentes e oceano

Mapa de Vênus sugere que planeta teve continentes e oceano

Missões anteriores já haviam utilizado sistemas de radar para obter mapas de alta resolução da superfície



Mapa térmico, centrado no polo sul; a temperatura segue o relevo, caindo com a elevação do terreno

Vênus pode ter sido mais parecido com a Terra, com um oceano e um sistema de placas tectônicas que deu lugar à formação de continentes, segundo o primeiro mapa do hemisfério sul desse planeta elaborado com as câmeras de infravermelho da nave europeia Venus Express.

Sonda européia mostra que Vênus e a Terra nasceram iguais

O mapa é o resultado de mais de mil imagens obtidas entre maio de 2006 e dezembro de 2007 por equipamentos com infravermelho que permitem ver através das densas nuvens que cobrem Vênus, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).

Missões anteriores já haviam utilizado sistemas de radar para obter mapas de alta resolução da superfície de Vênus, mas esta é a primeira vez que se obtém um mapa que indica qual poderia ser a composição química das rochas.

Os novos dados são compatíveis com as suspeitas de que os dois planaltos montanhosos de Vênus são antigos continentes produzidos por atividade vulcânica, e que já estiveram cercados por um oceano.

"Não é uma prova, mas é compatível. Tudo o que podemos dizer, por enquanto, é que as rochas do planalto parecem diferentes das encontradas em outros lugares", afirma, em uma nota da ESA, o cientista alemão Nils Müller, que dirigiu os trabalhos cartográficos.

Na opinião do cientista, a única maneira de ter certeza de que os dois planaltos de Vênus são continentes será enviando uma sonda a essas áreas.

Embora a água de Vênus tenha desaparecido, ainda pode haver atividade vulcânica, afirma.

"Vênus é um planeta grande, aquecido por elementos radioativos em seu interior. Deve ter a mesma atividade vulcânica que a Terra", afirma Müller.

O mapa oferece aos astrônomos uma nova ferramenta para entender por que Vênus é tão semelhante em tamanho à Terra e, no entanto, evoluiu de forma tão diferente, afirma a ESA.

A nave Venus Express foi lançada em 9 de novembro de 2005 e levou 155 dias para chegar a sua órbita operacional.
Fonte: (1)