Imagem mostra simulação dos anéis de Saturno, feita a partir de informações de sinais de rádios e transformadas em cores.
NEWton & einSTEIN & Universo & Physics - Universo, ideias, divagações, teorias, ..., assim surgiu a física, assim surgiu NEWSTEINphysics.
18/08/2009
Imagem do Dia
10/08/2009
Júpiter brilhará no céu em aproximação com a Terra dia 14/08
O planeta Júpiter, o maior do Sistema Solar, se transformará no próximo dia 14 de agosto (sexta-feira) em um dos objetos mais brilhantes do céu, quando sua órbita alcançar a maior aproximação com a Terra. O planeta é formado em sua maioria por gás (hidrogênio e hélio), uma composição semelhante à do Sol.
Além disso, entre todos os planetas do Sistema Solar, Júpiter é o de rotação mais rápida. Este corpo celeste tem como principal característica a Grande Mancha Vermelha, uma tormenta maior que o diâmetro da Terra, que se move em sentido contrário aos pontos do relógio e que provoca ventos de mais de 400 km/h.
Júpiter apresenta ainda uma série de anéis menos complexos que os de Saturno (invisíveis da Terra) e 63 luas - entre elas destacam-se Calisto, Europa, Ganímedes e Io.
Conheça os cinco fatos mais curiosos sobre asteroides
Centenas de asteroides - pequenos corpos cósmicos que percorrem o espaço - dos mais variados tamanhos podem estar passando nos arredores da Terra neste momento. Outras dezenas podem estar atingindo a atmosfera em alta velocidade e se desfragmentando em pequenos pedaços que não trazem risco aos organismos vivos terrestres. E se um dia estivermos na rota de colisão de uma rocha espacial com centenas de quilômetros de diâmetro?
Pensando nisso, o especialista Don Yeomans, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, agência espacial americana, e uma equipe de pesquisadores, criaram o site AsteroidWatch com o objetivo de evitar que asteroides perigosos entrem na rota da Terra. Conheça os cinco fatos mais curiosos sobre asteroides, escolhidos por Don Yeomans e divulgados no site científico Live Science:
Concepção artística mostra um asteroide passando próximo a uma estrela
5 - Asteroide-lua
Em 1993, a sonda espacial Galileu detectou o asteroide Ida, residente no Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter. Imagens captadas pelo telescópio identificaram que o grande asteroide, com cerca de 60 km de comprimento, tinha uma pequena lua acompanhando-o. Ela foi batizada de Dactyl e tinha apenas 1 km de comprimento.
Desde a descoberta de Dactyl, mais de 150 "asteroides-luas" foram descobertos, muitos deles em rochas espaciais próximas à Terra. Alguns objetos espaciais possuem até duas luas em seu redor. Estudos dizem que fragmentos gerados em colisões entre rochas espaciais podem formar este tipo de "companhia".
4 - Asteroide ou lixo espacial?
Após o início das missões Apollo 8, 9, 10, 11 e 12 rumo à Lua no final dos anos 1960, as etapas de lançamento dos foguetes que foram sendo deixadas de lado durante o percurso foram entrando na órbita entre a Terra e o Sol.
O lixo espacial pode ser confundido com asteroides naturais próximos ao planeta azul. Por isso, a importância de serem catalogados os restos dos equipamentos dessas antigas missões para que não hajam surpresas.
3 - Asteroides atrás da porta
As vezes, a Lua não é a única vizinha mais próxima da Terra no Sistema Solar. Várias vezes por ano, alguns asteroides entram em órbitas próximas à Terra, ultrapassando a distância de 384 mil km que o satélite tem em relação ao planeta.
2 - Ataque de asteroides
Todos os dias a Terra é atingida por mais de 100 t de objetos oriundos de cometas e asteroides. No entanto, grande parte deles é muito pequena. Estes objetos colidem com a Terra em alta velocidade, pegando fogo ao atingirem a atmosfera e se desfragmentando em pedaços minúsculos que não põem em risco os organismos vivos terrestres.
Pelo menos uma vez por dia rochas do tamanho de uma bola de basquete invadem a atmosfera e pegam fogo. Anualmente, alguns corpos cósmicos do tamanho de pequenos carros também ingressam no planeta. Estes fragmentos maiores queimam na atmosfera como bolas de fogo e são chamados de meteoros. Raramente, as rochas espaciais atingem a superfície terrestre intactas - neste caso, são chamadas de meteoritos.
1 - Obrigado aos asteroides
Depois que o sistema solar se formou cerca de 4,6 bilhões de anos atrás, cometas e asteróides provavelmente carregados de carbono, água e outros materiais essenciais para constituir vida se chocaram com a então jovem Terra. Uma vez formados os organismos vivos, outras colisões ocorridas mais tarde - como o impacto do asteroide que matou os dinossauros há 65 milhões de anos - alteraram o processo de evolução.
Este cenário criou um ambiente onde somente as espécies adaptáveis, como os mamíferos, pudessem evoluir ainda mais. Os seres humanos, posicionados no topo da cadeia alimentar animal, devem sua existência a estas rochas espaciais.
Fonte: (1)
09/08/2009
Telescópio pode enxergar outras "Terras"
O telescópio orbital Kepler observou um planeta do tamanho de Júpiter ao redor de uma outra estrela - sinal de que ele é capaz de enxergar planetas do tamanho da Terra, se eles existirem.
Gráfico revela localização do HAT-P-7b: Kepler foi lançado em março com o objetivo específico de encontrar planetas do tamanho da Terra que possam abrigar seres vivos fora do sistema solar.
O planeta, chamado HAT-P-7b, está entre os aproximadamente 300 planetas conhecidos como extrassolares, informou a equipe liderada pela NASA, agência espacial dos Estados Unidos. A medição da órbita do corpo celeste pelo Kepler mostra que o telescópio é capaz de ver planetas menores, afirmaram na revista Science.
"O Kepler está operando no nível exigido para a detecção de planetas do tamanho da Terra", disse a equipe liderada por William Borucki, do centro de pesquisa da Nasa em Moffett Field, na Califórnia.
O Kepler foi lançado em março com o objetivo específico de encontrar planetas do tamanho da Terra que possam abrigar seres vivos fora do sistema solar. Ele orbita o Sol por trás da Terra, e em teoria é capaz de enxergar objetos que observatórios na superfície da Terra ou mesmo o telescópio orbital Hubble não podem.
Ele usa o método padrão de busca: os cientistas procuram uma diminuição suave na luz de uma estrela, provocada pela passagem de um planeta na frente do astro.
A equipe de Borucki trabalha sobre dados observados pelo Kepler em mais de 50 mil estrelas.
Fonte: (1)
Foto do Centro da Via Láctea
O telescópio espacial Spitzer conseguiu registrar o centro da Via Láctea, uma região escondida por nuvens de gás e poeira.
Com suas lentes infra vermelhas, ele fotografou o coração da nossa galáxia, um local há cerca de 26 mil anos luz de distância da Terra, em direção à constelação de Sagitário.
O amontoado de pequenos pontos é falsamente colorido pelo efeito da câmera, e mostra estrelas mais velhas e frias em tons azulados. As nuvens de poeira brilhantes e vermelhas indicam estrelas mais jovens e quentes nos berçários estelares.
A imagem tem um alcance de cerca de 900 anos luz.
Centro da Via Láctea é fotografado pelo telescópio espacial Spitzer
Fonte: (1)
05/08/2009
Acelerador de Partículas reabre em novembro
O maior e mais caro equipamento físico do mundo vai poder reabrir em novembro, após mais de um ano fechado.
Com um túnel de 26,659 quilômetros de comprimento e custo estimado de nove bilhões de dólares, o acelerador de partículas LHC (Large Hadron Collider) começou a ser construído em 1998. O objetivo do Grande Colisor de Hádrons, a tradução da sigla, é ajudar na compreensão desde a estrutura de um átomo até alguns mistérios da formação do universo.
Duas partículas subatômicas chamadas hadrons irão viajar em direções opostas dentro do acelerador circular, ganhando energia a cada volta. Os físicos irão utilizar o LHC para recriar as condições existentes logo depois do Big Bang, colidindo as duas partículas.
No ano passado, em 19 de setembro, a responsável pelo problema que levou ao fim dos experimentos foi uma má soldagem. A junção entre dois imãs foi superaquecida causando a liberação de hélio.
Técnicos gastaram a maior parte do ano arrumando o colisor, reparando ou substituindo os 53 ímãs danificados. Além disso, foi implementado um sistema de corte de corrente em caso de problema, para evitar futuros danos à estrutura.
Acelerador de partículas LHC, do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear
Construído pelo CERN, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, o acelerador fica a cerca de 100 metros abaixo da superfície, na fronteira franco-suíça, perto de Genebra. No total, o LHC possui 9300 imãs e, além de ser o maior acelerador de partículas do mundo, apenas um oitavo de seu sistema de distribuição criogênica o qualificaria como o maior refrigerador do mundo.
Antes de funcionar, todos os imãs deverão ser pré congelados a -193,2º C, usando 10 080 toneladas de nitrogênio líquido; eles também são preenchidos com cerca de 60 toneladas de hélio líquido, abaixando sua temperatura para -271.3°C (1.9 K).
O LHC foi concebido na década de 80, e teve a aprovação de construção dada pelo CERN em 1994. A escavação do imenso complexo, no entanto, só começou em 1998.
Fonte: (1)
04/08/2009
Estação Espacial Internacional - Sol
Um fotógrafo francês capturou uma fotografia estonteante do ônibus espacial ancorada com a Estação Espacial Internacional enquanto cruza a face do sol.
Você não pode apontar sua máquina fotográfica digital no céu e poderia adquirir resultados assim. Thierry Legault que é conhecido por belas imagens astronômicas, usa filtros solares especializados para capturar as imagens.
Se você gostou da fotografia de Legault acima, pode abaixo conferir outro trabalho dele, inlcusive já publicado aqui no blog do ônibus espacial passando sob a face do rei.
Fonte: (1)
02/08/2009
Chuva de Cometas
Pior chuva de cometas em 500 milhões de anos 'só' acertou a Terra 2 ou 3 vezes
Corpos celestes não causaram extinções em massa no planeta.
Mas Júpiter e Saturno não são barreiras anticometas perfeitas.
Uma boa notícia: “apenas” 2 ou 3 cometas atingiram a Terra durante a mais potente chuva de cometas dos últimos 500 milhões de anos. Os responsáveis pela conta são os astrônomos Nathan Kaib e seu orientador de doutorado Thomas Quinn, da Universidade de Washington. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (30) na “Science”.
Eles estimaram o maior número possível de cometas no interior da Nuvem de Oort, a “borda” do Sistema Solar coalhada por bilhões de corpos celestes desse tipo. O número real que o reservatório abriga é uma incógnita. Com o número máximo em mãos, Kaib e Quinn determinaram que não mais do que 2 ou 3 cometas poderiam ter atingido a Terra durante a mais potente chuva de cometas dos últimos 500 milhões de anos. “Isso quer dizer que as mais poderosas chuvas de cometas causaram eventos de extinção (da vida na Terra) relativamente menores e que outras chuvas foram menos severas, então as chuvas de cometas não são, provavelmente, responsáveis por eventos de extinção em massa”, diz Kaib.
O 2001 RX14, um cometa de longo período, flagrado pelo Telecópio Sloan Digital Sky Survey, instalado no Novo México
Eles partiram da premissa de que o interior da Oort seria a única fonte de cometas de longo período. Um cometa de longo período gasta de 200 anos a dezenas de milhões de anos para cumprir apenas uma órbita do Sol. Há 3.200 corpos desse tipo conhecidos. Kaib e Quinn usaram modelos computacionais para simular a evolução das nuvens de cometas do Sistema Solar no último 1,2 bilhão de anos.
Agora, a notícia não tão boa. Nosso escudo natural anticometa pode falhar de tempos em tempos. A dupla de zagueiros Júpiter e Saturno normalmente barra os cometas despachados pela Nuvem de Oort que tentam chegar à parte interna do Sistema Solar – onde está a Terra. Ou os cometas se esborracham em um ou outro planeta gigante ou eles são expulsos de campo de uma vez por causa da influência gravitacional dos grandalhões. Mas alguns, poucos é verdade, podem furar a barreira. “Nós mostramos que Júpiter e Saturno não são perfeitos (nessa função) e alguns dos
31/07/2009
Ônibus espacial Endeavour pousa em segurança na Flórida
O ônibus espacial norte-americano Endeavour, com sete tripulantes a bordo, pousou conforme planejado nesta sexta-feira no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, após uma missão bem sucedida na Estação Espacial Internacional.
Durante 11 dias na Estação, a tripulação da Endeavour instalou uma plataforma japonesa para telescópios e outras atividades científicas. Também entregou peças sobressalentes e substituiu as baterias que mantêm a Estação, movida a energia solar, funcionando durante suas passagens pelas zonas de noite terrestre.
A Nasa está preparando a Estação, um projeto de 100 bilhões de dólares e 16 países, para poder aposentar sua frota de ônibus espaciais, depois de mais sete missões.
Imagem da chegada do ônibus espacial na Flórida
Usando pela primeira vez um braço robótico japonês, astronautas substituíram três dispositivos da nova plataforma: um telescópios de raios-X, um monitor que mede campos eletromagnéticos em torno da Estação e uma antena de comunicações para uma rede japonesa de satélites.
Quando voava a 320 quilômetros acima do oceano Índico, o comandante Mark Polansky e o piloto Douglas Hurley acionaram os dois foguetes de frenagem da Endeavour, às 10h41 (horário de Brasília), para reduzir a velocidade da nave e começar um período de planagem pela atmosfera, com duração de uma hora.
O pouso no Centro Espacial Kennedy aconteceu às 11h48 (horário de Brasília).
Um dos astronautas do Endeavour, o estreante Timothy Kopra, ficou na Estação, realizando as tarefas de engenheiro de voo que durante quatro meses e meio couberam ao japonês Koichi Wakata, que volta agora à Terra.
Fonte: (1)
29/07/2009
Livro reúne fotos de astros e constelações
O livro Capturing the Stars: Astrophotography by the Masters, de Robert Gendler, reúne dezenas de imagens produzidas por 30 fotógrafos profissionais e amadores, especializados em registrar cometas, galáxias, nebulosas e astros do espaço.
Entre as imagens reunidas está uma do cometa com a cauda mais longa já vista – quase 600 milhões de quilômetros de comprimento –, o Hyakutake, descoberto pelo astrônomo amador japonês Yuji Hyakutake em 1996.
As imagens foram organizadas por um dos astrônomos amadores mais respeitados do mundo, Robert Gendler, que também escreveu uma introdução sobre a fotografia espacial.
O livro traz detalhes sobre cada fotógrafo, as técnicas utilizadas para capturar as imagens fantásticas, e experiências.
Entre as imagens reunidas estão galáxias distantes, nebulosas e algumas das mais conhecidas constelações.
Fonte: (1)
Essa Aurora Boreal foi fotografada por Arne Danielse em 8 de novembro 8 de 2004, na cidade de Langhus, na Noruega. (Todas as imagens estão do livro 'Capturing the Stars: Astrophotography by the Masters, de Robert Gendler)
Esta imagem mostra não só as constelações de Cygnus e Lyra como a Via Láctea no verão do hemisfério norte, além de várias outras nebulosas como a Norte-Americana, a Gamma Cygni e a Veil (véu).
O Cometa Hyakutake foi descoberto pelo astrônomo amador japonês Yuji Hyakutake em 1996. A cauda do astro tem 580 milhões de quilômetros, a mais longa entre os cometas conhecidos.
Nesta imagem, o céu azul foi artificalmente removido da proximidade da superfície do sol para revelar as gradações de verde no halo mais interior, a "verdadeira cor do sol".
Os arcos que aparecem ao redor do sol nesta imagem são criados por matéria gasosa expelida da superfície, mas atraída por seu potente campo magnético.
O fenômeno fotogrado durou poucos segundos, pouco antes do eclipse lunar total, quando "contas" de luz solar ainda podiam ser vistas. O astrônomo inglês Francis Baily observou o fenômeno em 1836.
Brilhando com a luminosidade de 40 mil sóis, a estrela supergigante Antares expele matéria, o que cria a imensa nuvem amarela que parece engolir a estrela.
Nesta imagem, pode-se ver os restos de uma estrela supernova que já foi enorme no passado. Parte da energia expelida pelos gases da estrela é liberada na forma de luz visível.
Essa bolha cósmica gigantesca foi apelidada de nebulosa Bolhas (NGC 7635) e tem seis anos luz de largura. Ela foi formada pelos violentos ventos provocados por uma estrela supergigante no seu centro.
A IC 1396 é uma enorme nebulosa na constelação de Cepheus. A foto destaca o glóbulo IC 1396A, uma escultura marcante produzida pela radiação de estrelas próximas.
Físico usa Lua para buscar matéria escura
Ela é o tipo de matéria mais abundante que há. Está em todo lugar, mas ninguém a vê. Os cientistas só sabem que ela existe porque, sem a gravidade que exerce, estrelas pulariam para fora das galáxias. E, como se não bastasse ser invisível, a chamada matéria escura tem driblado teóricos que tentam explicá-la. Uma série de experimentos novos, porém --um deles realizado na "sombra" da Lua-, promete trazer novas pistas para resolver o enigma.
Esse campo de estudo começou a passar por uma reviravolta no ano passado, quando o satélite científico Pamela detectou no espaço um número inesperadamente grande de pósitrons --a partícula elementar equivalente ao elétron, mas com carga positiva. Físicos logo apontaram que o excesso de pósitrons seria fruto de colisões de nuvens de matéria escura no centro da galáxia. O impacto aniquilaria as misteriosas partículas invisíveis, convertendo-as em outras visíveis.
Essa teoria, porém, gerou mais controvérsia do que comemoração. Os misteriosos pósitrons,afinal, não eram muito energéticos, e poderiam estar vindo de objetos como pulsares -corpos estelares com forte campo magnético.
Desde então, físicos experimentais vêm propondo observações que possam confirmar os dados do Pamela capturando partículas mais energéticas --resultantes da violenta aniquilação da matéria escura.
Há uma dificuldade, porém, em distinguir pósitrons de elétrons que chegam à Terra. Ao atravessar a atmosfera, ambos perdem a identidade, e fica impossível saber se as partículas positivas realmente estão em número maior que o esperado.
Mas cientistas trabalhando no Magic --um telescópio das Ilhas Canárias capaz de detectar sinais de elétrons e pósitrons- acabam de propor uma solução. Como o campo magnético da Terra interfere na trajetória de pósitrons e elétrons, a "sombra" da Lua para as primeiras partículas ficaria deslocada das segundas, como na visão de uma pessoa embriagada.
Bastaria então apontar várias vezes o Magic para as bordas da Lua quando ela estiver passando na frente do centro da galáxia e contar os pósitrons.
"Ainda neste ano testaremos a viabilidade dessa medição", disse à Folha Pierre Colin, físico integrante do projeto que elaborou a ideia. "Não vai ser uma coisa fácil, porque a luz do luar gera um sinal de fundo que atrapalha muito, mas queremos trabalhar nisso."
A ideia, lançada no início do mês, colocou a física experimental em clima de corrida. Um telescópio espacial já em órbita, o Fermi/Glast, pode chegar na frente do Magic, sem precisar da Lua.
"Temos a capacidade de medir elétrons e pósitrons, e portanto podemos corroborar medidas feitas por outros experimentos", diz Eduardo do Couto e Silva, brasileiro envolvido no
projeto americano. Segundo ele, a observação de partículas a taxas previstas pelos teóricos "pode dar prêmio Nobel", e há muitos físicos de olho no problema.
Enquanto astrônomos vivem um momento de euforia, porém, físicos lutam para criar hipóteses que acomodem os dados observados sem ter de remendar muito as teorias mais plausíveis. "Ver excesso apenas de pósitrons, por exemplo, é um problema", diz Rogério Rosenfeld, da Unesp.
Segundo ele, as teorias mais limpas indicam que outros tipos de partícula deveriam ser geradas na aniquilação de matéria escura.
Em vez de ajudar a fechar o cerco em torno do enigma, afinal, o Pamela e outros experimentos vêm abrindo o leque de possibilidades. E ainda resta saber se futuras observações vão enxergar a mesma coisa.
Fonte: (1)
28/07/2009
"Bolha de sabão" gigante que flutua no espaço ganha nome
Parece uma bolha de sabão ou talvez uma imperfeição de câmera, mas a imagem é uma recente descoberta de uma nebulosa planetária.
As nebulosas planetárias, que levam este nome depois de um erro na identificação por astrônomos, são formadas quando uma estrela envelhecida aumenta o volume oito vezes acima daquele que é expelido pelo Sol, formando camadas externas com nuvens de gás luminoso. A maioria é elíptica, com lóbulos dobrados ou em formato alongado, que vão evoluindo conforme estrelas ejetam gás de cada polo.
"Bolha Cygnus", nebulosa que flutua no espaço, ganhou nome de PN G75.5+1.7 na semana passada e tem mesmo brilho há 16 anos
Dave Jurasevich, do Observatório Mount Wilson, na Califórnia, encontrou a "Bolha Cygnus" enquanto gravava imagens da região, em 6 de julho de 2008. Poucos dias depois, os astrônomos amadores Mel Helm e Keith Quattrocchi também descobriram o fenômeno.
A bolha foi oficialmente nomeada de PN G75.5+1.7 na semana passada. Uma observação mais próxima nas segundas imagens da Pesquisa Celeste Palomar revelou que a nebulosa tem o mesmo tamanho e brilho de 16 anos antes. Jurasevich acredita que ela foi ignorada pelo fato de ser muito indistinta.
"É um belo exemplo", disse Adam Frank, da Universidade de Rochester, em Nova York.
"Nebulosas esféricas são muito raras". Uma das explicações é que a imagem está posicionada por baixo da abertura de uma típica nebulosa. No entanto, ela ainda é incrivelmente simétrica, diz Frank.
Fonte: (1)
Cientistas detectam ocorrência de raios pela 1ª vez em Marte
Uma equipe de cientistas americanos disse ter encontrado a prova direta da ocorrência de raios em Marte. Os pesquisadores da Universidade de Michigan detectaram pela primeira vez sinais de descargas elétricas durante tempestades de poeira na superfície do planeta vermelho. De acordo com a pesquisa, a atividade elétrica provocada pelas tormentas cósmicas podem ter importantes implicações sobre a ciência do planeta. As informações são do site científico Science Daily.
De acordo com o professor Nilton Renno, um dos membros da equipe da Universidade de Michigan, os raios "afetam a química atmosférica, habitabilidade e os preparativos para uma exploração futura, além da possível origem de vida". Um artigo com os resultados do estudo foi divulgado na última edição da revista Geophysical Research Letters.
Concepção artística mostra a ocorrência de descargas elétrica em tempestade de poeira no planeta vermelho
Para detectar a propagação elétrica, os astrônomos utilizaram um inovador aparelho de identificação de micro-ondas que foi desenvolvido no Laboratório de Investigação de Física Espacial. A tecnologia é capaz de diferenciar a propagação de radiações térmicas e não térmicas - aquela emitida devido a outras causas que não a temperatura do meio.
Os cientistas fizeram as medições de emissões de micro-ondas em Marte cerca de cinco horas por dia durante 12 dias entre 22 de maio e 16 de junho de 2006. Naquele ano, a radiação não térmica, que sugere a presença de relâmpagos, foi detectada somente quando ocorreu uma intensa tormenta de pó marciana.
O professor Chris Ruf, coordenador das atividades, afirmou que os relâmpagos eram secos e não ocorriam associados às chuvas. "O que vimos em Marte foi uma série de grandes descargas elétricas repentinas causas por uma grande tempestade de pó", explicou.
Fonte: (1)
Astrônomos americanos descobrem supernova de 11 bi de anos
Um grupo de astrônomos americanos descobriu as mais distantes supernovas já observadas: explosões de estrelas gigantes que ocorreram há 11 bilhões de anos, segundo um estudo publicado na revista científica britânica Nature.
Para conseguir identificar estas explosões de estrelas muito grandes (entre 50 e 100 vezes a massa do Sol) no final de sua vida, Jeff Cooke e seus colegas da Universidade da Califórnia (Estados Unidos) utilizaram uma nova técnica que pode contribuir para a descoberta de outras estrelas mortas nos confins do universo.
Estas supernovas ocorreram há 11 bilhões de anos (tempo necessário para que a luz produzida por estas gigantescas explosões chegue até nós) quando o universo tinha apenas 2,7 bilhões de anos. Os astrônomos californianos detectaram as supernovas ao comparar imagens de um mesmo setor de céu obtidas entre 2003 e 2006, em busca de galáxias que se tornaram mais brilhantes, sinal que pode indicar a enorme quantidade de energia liberada por uma supernova.
Para aumentar a luminosidade de cada detalhe na tela do computador, Jeff Cooke teve a ideia de superpor as imagens captadas durante toda a temporada de observação e compará-las às imagens superpostas dos outros anos. "É como se faz para aumentar a duração da abertura do obturador na fotografia: uma pose mais longa permite coletar mais luz", explicou o astrônomo em um comunicado.
Técnica inovadora pode contribuir para a descoberta de novas estrelas mortas nos confins do universo, como foi o caso da supernova RCW 86
Novas observações com o telescópio Keck, instalado no Havaí, permitiram confirmar que os rastros luminosos deixados pelas "candidatas" eram compatíveis com uma supernova - as supernovas deixam rastros de matéria detectáveis até cinco anos depois da explosão. Quando uma estrela gigante que chega ao fim de sua vida consumiu todo o seu combustível, se expande e se contrai, provocando uma enorme onda de choque que expulsa sua camada superficial para o meio interestelar. A estrela começa então a brilhar intensamente, mas se apagará de vez em breve.
As supernovas enriquecem o universo com elementos químicos que contribuirão para a formação de novas estrelas e planetas. Os cientistas esperam que o estudo das primeiras supernovas ajudem a entender melhor a formação e a evolução das galáxias.
Fonte: (1)
