23/11/2009

Atolado em Marte

Você se lembra dos jipes Opportunity e Spirit que estão em Marte desde janeiro de 2004? Planejados para durar uns 3 meses, eles  ainda estão lá trabalhando, enfrentando os rigores de um clima bastante inóspito para equipamentos eletrônicos. Além da idade dos equipamentos, o desgaste pela contínua exposição à radiação de alta energia do Sol, bem como o acúmulo de poeira sobre os painéis solares, têm feito com que eles percam a eficiência ao longo dos anos. Mas ainda estão ativos.

Agora o problema é outro e bem inusitado. O Spirit está atolado em Marte! Na verdade desde o dia 23 de abril ele está preso em uma região batizada de “Troy” (Troia). Desde 2006, uma das 6 rodas do jipe (a frontal direita) se quebrou e desde então o Spirit tem andando de ré, puxando a roda defeituosa. Em abril deste ano, ao caminhar sobre a superfície, o jipe atingiu uma área que se partiu. Era uma crosta que não resistiu ao peso do jipe e não seria grande problema, se por baixo não houvesse areia fina.

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Essa areia fez as rodas patinarem. O resultado das primeiras tentativas de desatolar o jipe foi que ele afundou na areia fina. Diante disso, os cientistas da Nasa decidiram parar tudo e começaram a quebrar a cabeça para tentar livrar o Spirit.

Desde então, centenas de simulações foram feitas com uma réplica do jipe em Pasadena, na Califórnia. Existe uma área que simula as condições do relevo marciano, que é usada para planejar as manobras dos jipes, antes de serem executadas. Apesar de muito realistas, esse tanque de testes não é Marte, a começar pela gravidade que aqui é muito maior.

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O plano atual é dar força total à frente, e ir derrapando o jipe em direção a uma rampa suave, para que as rodas tenham tração suficiente para movimentá-lo. Só que fazer isso a milhões de quilômetros de distância, com algumas horas de intervalo entre o comando e a ação, não é tarefa fácil. Além disso, ninguém sabe como será o comportamento do jipe nesta arrancada com uma roda defeituosa. Os próprios cientistas dessa missão de desatolamento estão pouco otimistas.

Por outro lado, com o retiro forçado, o Spirit teve oportunidade de fazer um estudo detalhado de seu tanque de areia. A região onde está atolado é um lugar com uma grande concentração de sulfatos. Provavelmente, era uma nascente com água fervente ou uma saída lateral de um vulcão que produziu a tal crosta que se partiu com o peso do Spirit.

Fonte: (1)

06/11/2009

Formação de Novas Estrelas

O telescópio espacial Hubble, que está de câmeras novas, flagrou o processo de nascimento de estrelas na galáxia M83, que tem o apelido de Catavento de Papel do Sul. Essa galáxia passa por um processo de formação de estrelas muito mais rápido do que o existente na Via Láctea, onde fica a Terra.
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Em maio deste ano, o Hubble passou por uma reforma que custou US$ 1,1 bilhão (R$ 2 bilhões) incluiu a instalação de duas novas câmeras e a troca de outros instrumentos científicos. Sete astronautas foram ao espaço a bordo do ônibus espacial Atlantis para fazer o trabalho, em uma missão que durou 11 dias.

Colocado no espaço em 1990, o Hubble tem um papel importante na observação do espaço, já que fica acima da atmosfera da Terra, reduzindo distorções da luz. Com isso, ele consegue imagens melhores do que os telescópios instalados na superfície da Terra.

Fonte: (1)

01/11/2009

Marcas da Corrida Espacial

Imagens feitas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, mostram os restos do módulo lunar e a bandeira americana, deixados pela missão Apollo 17 na lua.

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image Fonte: (1)

Happy Halloween


28/10/2009

Foguete criado para substituir ônibus espaciais faz 1º voo

Novo foguete Ares I foi projetado para ser a nova plataforma de acesso de astronautas à órbita terrestre

imageO Ares I-X decola para seu voo de teste de 2 minutos, em Cabo Canaveral, EUA

O modelo de teste do foguete Ares I, o Ares I-X, foi lançado às 13h30 desta quarta-feira, 28. O Ares I é o veículo desenvolvido pela Nasa para substituir os ônibus espaciais na tarefa de levar seres humanos à órbita da Terra. Este teste não transporta tripulação.

O voo com motor ligado durou dois minutos, e foi seguido pela separação, bem-sucedida, do primeiro estágio, a uma altitude de cerca de 40 km. Esse estágio caiu de volta no Oceano Atlântico, o estágio superior prosseguiu voando. Ele poderá atingir uma altitude máxima de 50 km antes de, também, mergulhar de volta rumo ao oceano.

Antes do esgotamento do motor, o foguete realizou uma série de movimentos para testar sua dinâmica e características de controle.

O Ares I foi criado como veículo para levar a cápsula Órion à órbita da Terra. Concebida para ser um ambiente versátil onde de quatro a seis astronautas poderiam viver e trabalhar, a Órion é a nave projetada para transportar astronautas para a órbita terrestre e, um dia, para a Lua ou Marte, após o fim do programa de ônibus espaciais.

Recentemente, no entanto, um comitê de especialistas disse ao presidente Barack Obama que o programa Constellation - composto pela cápsula, pelo foguete Ares I e por um modelo de transporte de carga, o Ares V - não tem verba suficiente para produzir os resultados esperados, e deve ser reformulado. Com isso, o destino do Ares I tornou-se incerto.
Fonte: (1)

27/10/2009

Redemoinhos de Poeira “tatuam” Marte

A Nasa, agência espacial americana, divulgou a imagem de um curioso fenômeno que ocorre na superfície de Marte: os redemoinhos de poeira, também conhecidos como diabos de poeira (dust devil, em inglês). Estes ventos em espiral formados pela convecção do ar em dias quentes escurecem o solo por onde passam, criando "desenhos" de vários formatos que contrastam com a poeira vermelha do planeta.

Segundo a Nasa, o fenômeno não é uma exclusividade de Marte e redemoinhos semelhantes também acontecem em áreas secas e desérticas da Terra. Normalmente, os diabos de poeira duram apenas alguns minutos e se tornam visíveis quando escurecem o terreno, deixando a areia abaixo do solo mais intacta.

A foto foi captada pelas câmeras em alta resolução da sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter.

image Os redemoinhos escurecem o solo por onde passam, criando "desenhos" de vários formatos que contrastam com a poeira vermelha do planeta

Fonte: (1)

26/10/2009

Descoberto o mais distante aglomerado de galáxias

A luz que partiu do aglomerado passou três quartos da idade do Universo viajando antes de chegar à Terra.

O mais distante aglomerado de galáxias já descoberto foi encontrado a 10,2 bilhões de anos-luz, graças a uma combinação de dados do Observatório de Raios-X Chandra, da Nasa, e de telescópios de infravermelho e de luz visível. A luz que partiu do aglomerado e foi captada por esses instrumentos passou três quartos da idade do Universo viajando antes de chegar à Terra.

O aglomerado, chamado JKCS041, bate o detentor anterior do recorde por 1 bilhão de anos-luz. Aglomerados de galáxias são os maiores objetos existentes que mantêm coesão graças à gravidade. A descoberta de uma estrutura desse tamanho nos estágios iniciais do Universo pode revelar informações importantes sobre a evolução do cosmo.

Mancha azul marca assinatura de raios-X do aglomerado; pontos brancos são galáxias.

JKCS041 encontra-se no limite da parte da história do Universo em que cientistas imaginam que os aglomerados podem existir, a partir de estimativa do tempo necessário para que consigam se formar.

"Este objeto está perto da distância limite esperada para um aglomerado de galáxias", disse Stefano Andreon, do Instituto Nacional de Astrofísica de Milão, na Itália. "Não achamos que a gravidade possa trabalhar rápido o suficiente para produzir aglomerados muito antes disso".

JKCS041 foi detectado inicialmente em 2006, numa varredura feita pelo Telescópio Infravermelho do Reino Unido (conhecido pela sigla "Ukrit"). A distância foi determinada a partir de observações ópticas e infravermelhas do Ukrit, do Telescópio Franco-Canadense-Havaiano, no Havaí, e pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa.

As observações em infravermelho são importantes porque a luz das galáxias muito distantes acaba desviada para comprimentos de onda maiores - em direção à parte infravermelha do espectro - pela expansão do Universo.

Os dados do Chandra proporcionaram a última peça de evidência ao mostrar que o objeto era, de fato, um aglomerado de galáxias. As emissões de raios-X captadas pelo telescópio mostram a detecção de gás aquecido entre as galáxias, como esperado no caso de um aglomerado.
Fonte: (1)

29/09/2009

Sonda Messenger chega em Mercúrio

A sonda Messenger da Nasa chega a Mercúrio nesta terça-feira (29) para fazer seu último rasante com o objetivo de tirar 1.500 fotos. As imagens serão analisadas por cientistas que vão estudar características do solo desse planeta.
Algumas crateras já fotografadas nas duas missões anteriores serão fotografadas novamente. Elementos químicos como cálcio e sódio vão ser detalhadamente verificadas com recursos especiais contidos na sonda.
Lançado em 2004, a Messenger é considerada muito rápida por suas manobras e nível de detalhe das imagens. O aparelho já percorreu milhares de quilômetros no espaço e passou também por Vênus, em 2007. Ela entrará na órbita de mercúrio em 2011.

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China elabora mapa da Lua em três dimensões

Imagem ajudará cientistas a estudar e compreender as características da superfície lunar

A imprensa oficial da China informou  que o país elaborou um mapa de alta definição em três dimensões de toda a superfície da Lua, o que prepara o caminho para uma futura missão ao satélite.

Depois de ter enviado o primeiro homem ao espaço em 2003 - o terceiro país a alcançar a façanha -, a China planeja enviar um voo não tripulado à superfície lunar em 2012 e uma missão tripulada ao satélite da Terra até 2020.

A agência Xinhua (Nova China) diz que o mapa foi elaborado com o uso de imagens obtidas por uma câmera instalada na primeira sonda lunar chinesaa - a Chang'e 1 -, lançada em outubro de 2007.

Liu Xianlin, membro da Academia Chinesa de Cartografia, contou que o mapa em três dimensões permitirá aos cientistas estudar as características da superfície lunar e melhorar a compreensão de sua geologia e sua evolução.

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28/09/2009

Conheça os 8 planetas do Sistema Solar

 

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Mercúrio é um planeta seco, quente e quase não tem ar. O planeta fica a quase 58 milhões de quilômetros do Sol e não tem lua nem atmosfera. Fica tão perto do Sol que as temperaturas da superfície podem chegar a 430oC. Assim como a Lua, o planeta é coberto por uma camada fina de minerais. Mercúrio também tem áreas de terra amplas e planas, precipícios e muitas crateras profundas como as da Lua. Cientistas dizem que o interior de Mercúrio e da Terra é feito de ferro.

 

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Vênus é o segundo planeta mais próximo do Sol e é quase do mesmo tamanho da Terra. A superfície do planeta é cheia de montanhas, vulcões, cânions e crateras. O planeta é coberto por nuvens de ácido sulfúrico, uma substância mortal. Vênus também é um planeta muito quente: a temperatura na superfície é de 460oC. Os cientistas enviaram uma nave para explorar o planeta. A primeira a sonda passar perto do planeta foi a Mariner 2, em 1962.

 

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A Terra é o terceiro mais próximo do Sol e o maior dos quatro planetas rochosos. É uma esfera gigantesca (achatada nos polos norte e sul), formada por água (70% do planeta), rochas e solo e envolvida pela atmosfera. A atmosfera da Terra é formada principalmente por nitrogênio e um pouco de oxigênio. Entre os planetas do sistema, a Terra tem condições únicas: mantém grandes quantidades de água em estado líquido, tem placas tectônicas e um forte campo magnético.

 

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Marte é um planeta avermelhado, coberto por rochas e crateras (grandes buracos). O planeta se move ao redor do Sol em uma órbita elíptica (oval) e leva cerca de 687 dias para dar uma volta completa. Marte tem duas luas: Fobos e Deimos. O solo de Marte é muito frio: geralmente fica abaixo de zero grau Celsius. A atmosfera do p´laneta vermelho não tem oxigênio. Alguns cientistas dizem que talvez tenha existido no planeta há bilhões de anos, mas hoje não há prova de qualquer ser vivo no planeta.

 

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Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar e tem mais massa do que todos os outros planetas juntos. O planeta tem camadas de gás e as quatro maiores luas do Sistema Solar – Io, Europa, Ganimedes e Calisto – que são maiores que Plutão. Em volta do equador de Júpiter existem três anéis finos, formados principalmente por partículas de poeira. Duas sondas Voyager foram enviadas a Júpiter em 1979 e enviaram fotos do planeta. De 1995 a 2003, a sonda Galileo ficou na órbita de Júpiter.

 

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Saturno é outro planeta gigante, que tem anéis brilhantes. A atmosfera gasosa de Saturno não é tão colorida quanto a de Júpiter. É o segundo maior planeta depois de s Júpiter. A característica mais famosa de Saturno é o brilhante sistema de anéis, o único visível da Terra.Titã, a lua de Saturno, é maior do que Plutão e Mercúrio. Titã tem uma atmosfera compacta de nitrogênio e metano

 

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Urano foi o primeiro planeta a ser descoberto com um telescópio. Urano é o planeta mais distante do Sol – só Netuno fica mais longe do Sol do que ele. O planeta é quase quatro vezes maior do que a Terra. Os cientistas dizem que a superfície de Urano é feita de nuvens azul-esverdeadas de gás metano. Abaixo da superfície do planeta existem camadas de água misturadas com o gás amônia. O centro do planeta é rochoso, como o da Terra. Urano leva 84 anos terrestres para fazer uma volta completa

 

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Netuno é coberto por luzes azuis brilhantes. Como essas nuvens se parecem com a água, o planeta foi chamado em homenagem ao deus romano dos mares. Os cientistas dizem que a maior parte do planeta é formada por gases, água e minerais. Netuno é muito frio e sua atmosfera não tem oxigênio. O planeta leva 165 anos para dar a volta em torno do Sol. Netuno é quatro vezes maior do que a Terra. O planeta tem pelo menos 13 luas (satélites naturais) e vários anéis

Fonte: (1)

25/09/2009

Formação incomum

Observando a estrela LRLL 31 - localizada na região da constelação de Perseus, a cerca de mil anos-luz - com a visão infravermelha do telescópito espacial Spitzer, astrônomos da Nasa encontraram um padrão incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca. Segundo os cientistas, esse padrão diferenciado poderia significar que a estrela tem um pequeno planeta - ou outra estrela - como companheiro.

Os dados mostram também que o comprimento de onda da luz emanada pelo disco de poeira se altera de semana a semana, o que é considerado um curtíssimo espaço de tempo para os fenômenos espaciais e que, segundo os astrônomos, é muito incomum.

Os cientistas afirmam que essa alteração poderia ser causada pelo 'companheiro' da estrela (representado na imagem como um pequeno planeta). Se o companheiro girasse em torno da estrela, a gravidade dele poderia empurrar a parte interna do disco e formar uma deformação como uma parede.

Essa parede também giraria em torno da estrela, provocando uma sombra na parte externa do disco. Quando a parede está na parte do disco mais próxima ao Telescópio, mais luz infravermelha de curto comprimento de onda deve ser observada. E foi esta variação que o Spitzer observou.

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  Nesta imagem, especialistas da Nasa reproduzem a formação incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca a estrela LRLL 31 - localizada na região da constelação de Perseus.

Água na Lua

Cientistas da NASA encontraram água na superfície da Lua. Mas calma: quando eles dizem água, querem dizer moléculas.

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Apesar de não se tratar dos rios, mares e lagos que normalmente a palavra “água” pode evocar na imaginação dos terráqueos, a descoberta é um grande passo para a melhor compreensão da Lua – e quem sabe sua futura exploração como base de lançamentos para outras regiões do Sistema Solar.

Instrumentos a bordo de três naves diferentes revelaram moléculas de água em quantidade bem maior do que o previsto – mas ainda assim, um volume bastante pequeno. Além de H2O, foram encontradas moléculas de hidroxila, compostas de um átomo de oxigênio e outro de hidrogênio.

O mais interessante é que as moléculas de água estão na superfície lunar, interagindo com a poeira e com as pedras. Elas foram encontradas em diversas áreas da região ensolarada da Lua, e sua presença era mais forte quanto maior a latitude.

Apesar da quantidade não ser conhecida com precisão, a NASA afirma que ela não deve ser muita. Para se ter uma ideia, se uma tonelada da camada superficial da Lua fosse recolhida, haveria nela menos de um litro de água.

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Imagem mostra jovem cratera lunar vista pelo instrumento Moon Mineralogy Mapper, a bordo do Chandrayaan-1 spacecraft. À esquerda, o brilho em comprimentos curtos de ondas infravermelhas. À direita, a distribuição de materiais ricos em água (azul) é mostrada o redor da cratera. Foto: ISRO/NASA/JPL-Caltech/USGS/Brown Univ.

A descoberta foi anunciada em coletiva de imprensa hoje e publicada na revista Science. A confirmação de moléculas de água e de hidroxila a estas concentrações nos pólos lunares levanta novas questões sobre sua origem e seus efeitos - sem falar na importância simbólica do achado: apesar da presença de gelo no satélite natural da Terra já havia sido anunciada em 1998, encontrar água líquida na Lua é quase um Santo Graal para os astrônomos.

O instrumento Moon Mineralogy Mapper, ou M3, foi o primeiro a reportar o achado. Lançado no dia 22 outubro de 2008 a bordo da nave Chandrayaan-1, da agência especial indiana, ele mediu a luz refletida pela lua em infravermelho. Dividindo as cores da superfície lunar em pequenos pedaços, ele revelou detalhes da composição do solo.

Aos analisar os dados do instrumento, a equipe do M3 viu que os comprimentos de onda da luz sendo absorvida eram consistentes com o padrão de absorção de moléculas de água e hidroxila. Para confirmar as informações, a nave Cassini foi acionada. Com seu espectrômetro de mapeamento visual infravermelho, ela confirmou os dados. Outro espectrômetro, a bordo da EPOXI, também confirmou a descoberta.

Para a NASA, a presença das moléculas de água e hidrozila na superfície lunar é um fato sem margem para erros.

Fonte: (1)

17/09/2009

Cientistas descobrem planeta primo da Terra

Dados detalhados sobre o menor planeta já encontrado fora do nosso sistema solar sugerem que se trata de uma "super-Terra" com superfície rochosa, muito parecida com a nossa.

O chamado exoplaneta, cuja descoberta foi anunciada em fevereiro, tem cinco vezes a massa da Terra, o que, combinado com seu raio, sugere que tenha uma superfície sólida e uma densidade semelhante ao do nosso planeta.

"Isso é ciência no que ela tem de mais excitante e incrível", disse o astrônomo suíço Didier Queloz, chefe da equipe que fez as observações.

Cerca de 330 exoplanetas já foram achados orbitando outras estrelas além do Sol. A maioria são gigantes gasosos com características semelhantes a Netuno, que tem 17 vezes a massa da Terra.

Mas o planeta citado no estudo de quarta-feira, chamado CoRoT-7b - é diferente. Ele completa uma órbita a cada 20 horas, a uma distância de apenas 2,5 milhões de quilômetros da sua estrela. Sua temperatura oscila entre 1.000C e 1.500C, o que significa que não pode abrigar vida. Seu raio é cerca de 80 por cento maior que o da Terra.

imageImagem artística do planeta CoRoT-7b: é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno.

Em artigo na revista Astronomy and Astrophysics, os cientistas disseram que suas conclusões colocam o CoRoT-7b na categoria das "super-Terras". Cerca de 12 delas já foram localizadas, mas é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno, disseram eles.

Para fazer essas medições, eles usaram um dispositivo chamado "procurador de planetas por velocidade radial de alta precisão" (Harps, na sigla em inglês), que é um espectrógrafo ligado ao telescópio do Observatório Europeu Meridional, em La Silla, no Chile.

De acordo com os cientistas, esse é "o melhor dispositivo caçador de exoplanetas no mundo." "Embora o Harps seja certamente imbatível quando se trata de detectar exoplanetas pequenos, as medições do CoRoT-7b se mostraram tão exigentes que tivemos de reunir 70 horas de observações," disse François Bouchy, outro integrante da equipe europeia de astrônomos.

Artiz Hatzes, que também faz parte da equipe, disse que o trabalho representou um "tour de force" das medições astronômicas.

Fonte: (1)

15/09/2009

A Via Láctea em 800 milhões de pixels

Uma imagem de 800 milhões de pixels traz um panorama de 360º de todo o céu noturno visto da Terra.

Ela foi divulgada pelo ESO - Observatório do Sudoeste Europeu (European Southern Observatory), como primeira parte do GigaGalaxy Zoom, projeto lançado em comemoração ao Ano Internacional da Astronomia (2009).

Nesta etapa inicial, o ESO disponibiliza na página do GigaGalaxy uma ferramenta na qual os usuários podem aprender mais sobre a Via Láctea clicando sobre o grande panorama divulgado, obtendo informações e imagens detalhadas de regiões específicas.

As mais de 1 200 fotos que compõem a imagem foram feitas pelo fotógrafo francês especializado em espaço Serge Brunier. Ele passou semanas entre agosto de 2008 e fevereiro de 2009 nos observatórios do ESO no Chile, La Silla e Paranal, e em La Palma, nas Ilhas Canárias, para registrar o hemisfério norte.

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Com as fotos brutas em mãos, o francês Frédéric Tapissier e especialistas do ESO recriaram o céu exatamente como nossos olhos o enxergariam do melhor ponto de observação do planeta, montando um panorama de 360º que abrange toda a abóboda celeste. A imagem final possui 800 milhões de pixels – no entanto, a versão disponibilizada na internet para o público está com “apenas” 18 milhões. Você pode baixá-la no site do ESO em TIFF ou JPEG.

14/09/2009

Astrônomos dizem ter identificado provas de 'canibalismo galáctico'

Astrônomos canadenses sugerem que a galáxia Andrômeda, vizinha da Via Láctea, parece ter expandido por “canibalismo”, isto é, digerindo estrelas de outras galáxias.

Em um estudo publicado na edição mais recente da revista cientifica Nature, a equipe da Universidade de Western Ontário, no Canadá, mapeou a Andrômeda e afirmou que identificou restos de galáxias anãs absorvidas ou desmembradas.

A equipe internacional de astrônomos utilizou um telescópio Canadá-França-Havaí para observar os arredores de Andrômeda, situada a 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea.

O mapeamento realizado pela equipe foi o mais detalhado já feito da galáxia e revelou estrelas que, segundo os cientistas, não poderiam ter se formado dentro da Andrômeda por falta de densidade suficiente.

A partir desta análise, os astrônomos sugerem que as estrelas só poderiam ter sido “engolidas” de galáxias anãs.

image A Andrômeda continua se expandindo, dizem os astrônomos

Modelo hierárquico

De acordo com a equipe, os resultados “confirmam os princípios de base do modelo hierárquico de formação de galáxias”.

O modelo prevê que galáxias grandes devem ser cercadas por restos de galáxias menores consumidas pela maior.

Segundo a astrônoma Pauline Barmby, uma das autoras do estudo, o padrão da órbita das estrelas identificadas pela equipe revelou a origem das mesmas.

“A Andrômeda está tão perto que podemos mapear todas as estrelas”, disse ela à BBC.

“Quando observamos um grupo de estrelas tão distantes e com a mesma órbita, sabemos que elas não estiveram lá sempre”, afirmou.

Aproximação

A equipe identificou ainda uma fila de estrelas da galáxia chamada de Triângulo que estaria se aproximando da Andrômeda, o que pode significar que estas podem estar “alimentando” a galáxia vizinha.

Segundo o astrofísico Scott Chapman, da Universidade de Cambridge, também envolvido na pesquisa, “as duas galáxias podem se fundir completamente”.

“Ironicamente, a formação das galáxias caminha lado a lado com a destruição delas”, afirmou.

De acordo com o astrofísico Nickolay Gnedin, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, o estudo canadense mostra “a arqueologia galática em ação”.