Mostrando postagens com marcador ESA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESA. Mostrar todas as postagens

06/01/2010

Cometa encontra o Sol pela frente

Uma imagem capturada pela sonda SOHO mostra o surpreendente encontro de um cometa chamado “sun grazer” com o Sol, acontece muito rápido, mas no vídeo a seguir, mostra o encontro de forma bem nítida.

Visite a página do SOHO em http://sohowww.nascom.nasa.gov/ Enjoy!

14/07/2009

Vênus já teve continentes e oceano

Mapa de Vênus sugere que planeta teve continentes e oceano

Missões anteriores já haviam utilizado sistemas de radar para obter mapas de alta resolução da superfície



Mapa térmico, centrado no polo sul; a temperatura segue o relevo, caindo com a elevação do terreno

Vênus pode ter sido mais parecido com a Terra, com um oceano e um sistema de placas tectônicas que deu lugar à formação de continentes, segundo o primeiro mapa do hemisfério sul desse planeta elaborado com as câmeras de infravermelho da nave europeia Venus Express.

Sonda européia mostra que Vênus e a Terra nasceram iguais

O mapa é o resultado de mais de mil imagens obtidas entre maio de 2006 e dezembro de 2007 por equipamentos com infravermelho que permitem ver através das densas nuvens que cobrem Vênus, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA).

Missões anteriores já haviam utilizado sistemas de radar para obter mapas de alta resolução da superfície de Vênus, mas esta é a primeira vez que se obtém um mapa que indica qual poderia ser a composição química das rochas.

Os novos dados são compatíveis com as suspeitas de que os dois planaltos montanhosos de Vênus são antigos continentes produzidos por atividade vulcânica, e que já estiveram cercados por um oceano.

"Não é uma prova, mas é compatível. Tudo o que podemos dizer, por enquanto, é que as rochas do planalto parecem diferentes das encontradas em outros lugares", afirma, em uma nota da ESA, o cientista alemão Nils Müller, que dirigiu os trabalhos cartográficos.

Na opinião do cientista, a única maneira de ter certeza de que os dois planaltos de Vênus são continentes será enviando uma sonda a essas áreas.

Embora a água de Vênus tenha desaparecido, ainda pode haver atividade vulcânica, afirma.

"Vênus é um planeta grande, aquecido por elementos radioativos em seu interior. Deve ter a mesma atividade vulcânica que a Terra", afirma Müller.

O mapa oferece aos astrônomos uma nova ferramenta para entender por que Vênus é tão semelhante em tamanho à Terra e, no entanto, evoluiu de forma tão diferente, afirma a ESA.

A nave Venus Express foi lançada em 9 de novembro de 2005 e levou 155 dias para chegar a sua órbita operacional.
Fonte: (1)

08/07/2009

Espetáculo de Cores

ESO divulga nova imagem de espetáculo de cores em nebulosa

O Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta terça-feira em seu site uma nova imagem da nebulosa Ômega - uma das mais brilhantes e massivas da Via Láctea - que registra o espetáculo de cores produzido no interior da formação de poeira e gás. A ômega, que também é chamada de nebulosa Cisne, é um grande berçário de estrelas jovens que se localiza entre 5 e 6 mil anos-luz da Terra.

O telescópio NTT, em La Silla, no Chile, captou nova imagem em cores da nebulosa Ômega

A foto foi captada pelos equipamentos do telescópio NTT em La Silla, no Chile. Em 2000, o ESO já havia obtido uma outra imagem da nebulosa Ômega que impressionou os cientistas por penetrar no interior da poeira cósmica, revelando estrelas que estiveram ocultas em observações anteriores.

A nebulosa, que tem diâmetro estimado em 15 anos-luz, é composta por cerca de 10 mil estrelas jovens. Um forte brilho e ventos de alta intensidade são gerados a partir da interação dessas estrelas, formando linhas de gás e poeira em toda a extensão da Ômega.

Alguns astrônomos dizem que, quando vista de um pequeno telescópio, a nebulosa tem um formato que lembra a última letra do alfabeto grego (ômega), enquanto outros acreditam que a forma dela seja a de um cisne. Ainda assim a nebulosa também é chamada de nebulosa Ferradura ou Lagosta.

O astrônomo suíço Jean-Philippe Loys observou pela primeira vez a região de formação estelar em 1745. Vinte anos depois, o famoso caçador de cometas, o francês Charles Messier, redescobriu-a independentemente. Em 1866, o astrônomo britânico William Huggins concluiu em novas observações que o fenômeno espacial era uma nuvem brilhante composta por gases distintos.

Nebulosas

As nebulosas são espécies de nuvens de gás, poeira e plasma geradas pelos resquícios da morte de uma estrela. Possuem uma intensa formação de estrelas e desaparecem gradualmente ao longos de dezenas de milhares de anos.
Fonte: (1)

02/07/2009

Buraco Negro "médio"

Pesquisadores encontram primeiro buraco negro "médio"

Um buraco negro com 500 vezes a massa do Sol, de tamanho intermediário entre os outros dois tipos de buracos negros conhecidos, foi descoberto pelo satélite XMM-Newton, da ESA (Agência Espacial Europeia).

Este novo tipo de buraco negro seria "o elo perdido" entre os buracos negros gigantes, com bilhões de vezes a massa solar (situados no centro da maior parte das galáxias), e os buracos negros com entre três e 20 vezes a massa do Sol, vestígios da morte de estrelas.

Ilustração mostra galáxia com primeiro buraco negro "médio" conhecido

"Não sabemos como se formam os buracos negros gigantes no centro das galáxias. Uma das hipóteses é que estes buracos negros sejam criados pela aglomeração de buracos negros de menor tamanho, com massa intermediária", explicou um dos autores do estudo, Didier Barret, astrofísico do Centro de Estudos Espaciais de Toulouse.

Barret participou da descoberta do HLX-1, considerado o "maior candidato" a integrar esta nova categoria de buracos negros, de massa intermediária, revela o estudo publicado na revista britânica "Nature". HLX-1 foi detectado como uma fonte ultraluminosa de raios X, a 290 milhões de anos-luz da Terra, na periferia da galáxia ESO 243-49.

"Sua luminosidade em raios X é excepcional: algo 260 milhões de vezes a luminosidade total do Sol", destacam o Centro Nacional de Estudos Espaciais da França e a Universidade britânica de Leicester. Ao cair no buraco negro, a matéria se aquece e emite raios X antes de ser "engolida" por este sorvedouro espacial.

Graças às observações realizadas entre novembro de 2004 e novembro de 2008 pelo telescópio espacial XMM-Newton, uma equipe internacional pode detectar o HLX-1 e mostrar que se trata de uma fonte única de raios X, e não uma sobreposição de objetos menos luminosos.

"Sua extrema luminosidade, assim como as propriedades de emissão de raios X observadas só podem ser explicadas pela presença de um buraco negro de massa superior a 500 massas solares", destacam CNES e Universidade de Leicester.
Fonte: (1)