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05/01/2010

Planetas Gigantes Descobertos

O telescópio Kepler, da Nasa, detectou pela primeira vez desde que entrou em operação cinco planetas fora do nosso Sistema Solar. O tamanho dos planetas varia de um raio quatro vezes maior do que o da Terra até planetas muito maiores do que Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar.

O telescópio, que foi lançado no ano passado para procurar planetas com características semelhantes às da Terra, fez as descobertas poucas semanas depois de entrar em funcionamento.
A agência espacial americana afirma que as descobertas mostram que o telescópio está funcionando bem e tem alta sensibilidade.
Os novos planetas receberam os nomes Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b e foram anunciados em um encontro da Sociedade Astronômica Americana (AAS, na sigla em inglês), em Washington, a capital dos Estados Unidos.

image Novos planetas receberam os nomes Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b


Todos os planetas circulam muito proximamente às suas estrelas principais - seu sol - seguindo órbitas que variam ente 3.2 até 4.9 dias.
Esta proximidade e o fato de suas estrelas principais serem muito mais quentes do que o nosso sol significa que os novos planetas tem temperaturas extremamente elevadas, estimadas entre 1.200ºC e 1.650º C.

Densidade intrigante

"Os planetas encontrados são todos mais quentes do que lava derretida; eles simplesmente brilham de tão quentes", disse Bill Borucki, o cientista da Nasa que lidera a missão do Kepler no centro de pesquisas Ames, em Moffett Field, Califórnia.

"De fato, os dois maiores são mais quentes do que ferro fundido e olhar para eles é como olhar para uma fornalha. Eles são muito brilhantes por si só e, certamente, não são lugares para procurarmos vida."

O Kepler 7b vai intrigar muitos cientistas. Este é um dos planetas de mais baixa densidade já encontrado fora do sistema solar (cerca de 0,17 gramas por centímetro cúbico) já descoberto.

Segundo Borucki, a densidade média deste planeta é equivalente a do isopor, e os cientistas devem se deliciar em estudá-la para tentar entender sua estrutura.

O Kepler foi lançado da estação espacial de Cabo Canaveral em 6 de março do ano passado. Ele está equipado com a maior câmera já lançada ao espaço.

A missão do telescópio é observar mais de 100 mil estrelas de forma contínua e simultânea.
Ele percebe a presença de planetas ao observar variações de sombra quando um desses planetas passa em frente ao seu sol.
'Mundos de água'

Os detectores do Kepler têm sensibilidade extraordinária - segundo a Nasa, se o telescópio fosse voltado para uma pequena cidade na Terra, à noite, seria capaz de detectar a luz automática na entrada de uma casa quando alguém passa por ela.

A Nasa espera que tamanha sensibilidade leve à descoberta de planetas não apenas de tamanho semelhante ao da Terra, mas que orbitem em torno de seus sóis a uma distância mais favorável à existência de vida, onde haja também potencial existência de água em sua superfície.

Os cientistas da missão disseram no encontro da AAS que o Kepler mediu a existência de centenas de possíveis planetas, mas são necessárias mais investigações para estabelecer sua real natureza.
Os cientistas advertiram ainda que podem se passar anos até que seja confirmada a existência de planetas semelhantes à Terra, mas enquanto isso, as descobertas do Kepler vão ajudá-los a melhorar suas estatísticas sobre as distribuições dos tamanhos dos planetas e períodos de órbita.

A existência dos planetas identificados primariamente pelo telescópio Kepler foi confirmada por telescópios baseados na Terra, entre eles o Keck I, no Havaí.

Fonte: (1)

23/11/2009

Identificando Estrelas com softwares

Com a tecnologia, observar o céu se tornou mais fácil. A identificação das estrelas, constelações e planetas pode ser feita com a ajuda de programas gratuitos com os quais o internauta faz o download e simula como se estivesse olhando através das lentes das melhores lunetas.

E para facilitar a observação, quem tem um laptop pode deixá-lo ligado e observar o céu de verdade a partir das movimentações e informações vistas na tela do computador.

O Stellarium é um programa (clique aqui para fazer o download) que pode ser usado em português e tem uma grande vantagem: deixar o usuário escolher o país, cidade,l data e hora e conferir como está ou estava o céu para a seleção marcada. Trata-se de um recurso divertido porque mostra, por exemplo, como estava o céu no dia em que você nasceu, no dia do seu aniversário, agora, daqui algum tempo, etc.

Para facilitar a visualização de constelações o programa tem um recurso artístico bem interessante. Sobre a constelação de capricórnio há o desenho desse animal, a de microscópio é ilustrada com o objeto. Para iniciantes, esse recurso ajuda bastante.

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Já o Google Earth não tem essa facilidade de escolher a cidade, dia e hora para observar o céu, mas em por isso é menos interessante. O programa também está disponível em português e foi feito para acesso às imagens via satélite da Terra.

imageGoogle Earth tem recurso para ver o céu com boa aproximação das constelações, como a Crux, popularmente conhecida como Cruzeiro do Sul

Na barra de ferramentas há o botão "Visualizar" e dentro dele a opção "Explorar > Céu". Depois, basta clicar em "Camadas" na barra lateral e selecionar o que você quer ver.
Para baixar qualquer um dos programas é fundamental ter um computador com uma placa de vídeo potente porque os softwares lidam com milhares de imagens e ao serem usados deixam o PC mais lento.

25/09/2009

Formação incomum

Observando a estrela LRLL 31 - localizada na região da constelação de Perseus, a cerca de mil anos-luz - com a visão infravermelha do telescópito espacial Spitzer, astrônomos da Nasa encontraram um padrão incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca. Segundo os cientistas, esse padrão diferenciado poderia significar que a estrela tem um pequeno planeta - ou outra estrela - como companheiro.

Os dados mostram também que o comprimento de onda da luz emanada pelo disco de poeira se altera de semana a semana, o que é considerado um curtíssimo espaço de tempo para os fenômenos espaciais e que, segundo os astrônomos, é muito incomum.

Os cientistas afirmam que essa alteração poderia ser causada pelo 'companheiro' da estrela (representado na imagem como um pequeno planeta). Se o companheiro girasse em torno da estrela, a gravidade dele poderia empurrar a parte interna do disco e formar uma deformação como uma parede.

Essa parede também giraria em torno da estrela, provocando uma sombra na parte externa do disco. Quando a parede está na parte do disco mais próxima ao Telescópio, mais luz infravermelha de curto comprimento de onda deve ser observada. E foi esta variação que o Spitzer observou.

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  Nesta imagem, especialistas da Nasa reproduzem a formação incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca a estrela LRLL 31 - localizada na região da constelação de Perseus.

17/09/2009

Cientistas descobrem planeta primo da Terra

Dados detalhados sobre o menor planeta já encontrado fora do nosso sistema solar sugerem que se trata de uma "super-Terra" com superfície rochosa, muito parecida com a nossa.

O chamado exoplaneta, cuja descoberta foi anunciada em fevereiro, tem cinco vezes a massa da Terra, o que, combinado com seu raio, sugere que tenha uma superfície sólida e uma densidade semelhante ao do nosso planeta.

"Isso é ciência no que ela tem de mais excitante e incrível", disse o astrônomo suíço Didier Queloz, chefe da equipe que fez as observações.

Cerca de 330 exoplanetas já foram achados orbitando outras estrelas além do Sol. A maioria são gigantes gasosos com características semelhantes a Netuno, que tem 17 vezes a massa da Terra.

Mas o planeta citado no estudo de quarta-feira, chamado CoRoT-7b - é diferente. Ele completa uma órbita a cada 20 horas, a uma distância de apenas 2,5 milhões de quilômetros da sua estrela. Sua temperatura oscila entre 1.000C e 1.500C, o que significa que não pode abrigar vida. Seu raio é cerca de 80 por cento maior que o da Terra.

imageImagem artística do planeta CoRoT-7b: é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno.

Em artigo na revista Astronomy and Astrophysics, os cientistas disseram que suas conclusões colocam o CoRoT-7b na categoria das "super-Terras". Cerca de 12 delas já foram localizadas, mas é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno, disseram eles.

Para fazer essas medições, eles usaram um dispositivo chamado "procurador de planetas por velocidade radial de alta precisão" (Harps, na sigla em inglês), que é um espectrógrafo ligado ao telescópio do Observatório Europeu Meridional, em La Silla, no Chile.

De acordo com os cientistas, esse é "o melhor dispositivo caçador de exoplanetas no mundo." "Embora o Harps seja certamente imbatível quando se trata de detectar exoplanetas pequenos, as medições do CoRoT-7b se mostraram tão exigentes que tivemos de reunir 70 horas de observações," disse François Bouchy, outro integrante da equipe europeia de astrônomos.

Artiz Hatzes, que também faz parte da equipe, disse que o trabalho representou um "tour de force" das medições astronômicas.

Fonte: (1)

15/09/2009

A Via Láctea em 800 milhões de pixels

Uma imagem de 800 milhões de pixels traz um panorama de 360º de todo o céu noturno visto da Terra.

Ela foi divulgada pelo ESO - Observatório do Sudoeste Europeu (European Southern Observatory), como primeira parte do GigaGalaxy Zoom, projeto lançado em comemoração ao Ano Internacional da Astronomia (2009).

Nesta etapa inicial, o ESO disponibiliza na página do GigaGalaxy uma ferramenta na qual os usuários podem aprender mais sobre a Via Láctea clicando sobre o grande panorama divulgado, obtendo informações e imagens detalhadas de regiões específicas.

As mais de 1 200 fotos que compõem a imagem foram feitas pelo fotógrafo francês especializado em espaço Serge Brunier. Ele passou semanas entre agosto de 2008 e fevereiro de 2009 nos observatórios do ESO no Chile, La Silla e Paranal, e em La Palma, nas Ilhas Canárias, para registrar o hemisfério norte.

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Com as fotos brutas em mãos, o francês Frédéric Tapissier e especialistas do ESO recriaram o céu exatamente como nossos olhos o enxergariam do melhor ponto de observação do planeta, montando um panorama de 360º que abrange toda a abóboda celeste. A imagem final possui 800 milhões de pixels – no entanto, a versão disponibilizada na internet para o público está com “apenas” 18 milhões. Você pode baixá-la no site do ESO em TIFF ou JPEG.

09/08/2009

Telescópio pode enxergar outras "Terras"

O telescópio orbital Kepler observou um planeta do tamanho de Júpiter ao redor de uma outra estrela - sinal de que ele é capaz de enxergar planetas do tamanho da Terra, se eles existirem.

image Gráfico revela localização do HAT-P-7b: Kepler foi lançado em março com o objetivo específico de encontrar planetas do tamanho da Terra que possam abrigar seres vivos fora do sistema solar.

O planeta, chamado HAT-P-7b, está entre os aproximadamente 300 planetas conhecidos como extrassolares, informou a equipe liderada pela NASA, agência espacial dos Estados Unidos. A medição da órbita do corpo celeste pelo Kepler mostra que o telescópio é capaz de ver planetas menores, afirmaram na revista Science.

"O Kepler está operando no nível exigido para a detecção de planetas do tamanho da Terra", disse a equipe liderada por William Borucki, do centro de pesquisa da Nasa em Moffett Field, na Califórnia.

O Kepler foi lançado em março com o objetivo específico de encontrar planetas do tamanho da Terra que possam abrigar seres vivos fora do sistema solar. Ele orbita o Sol por trás da Terra, e em teoria é capaz de enxergar objetos que observatórios na superfície da Terra ou mesmo o telescópio orbital Hubble não podem.

Ele usa o método padrão de busca: os cientistas procuram uma diminuição suave na luz de uma estrela, provocada pela passagem de um planeta na frente do astro.

A equipe de Borucki trabalha sobre dados observados pelo Kepler em mais de 50 mil estrelas.

Fonte: (1)

Foto do Centro da Via Láctea

O telescópio espacial Spitzer conseguiu registrar o centro da Via Láctea, uma região escondida por nuvens de gás e poeira.

Com suas lentes infra vermelhas, ele fotografou o coração da nossa galáxia, um local há cerca de 26 mil anos luz de distância da Terra, em direção à constelação de Sagitário.

O amontoado de pequenos pontos é falsamente colorido pelo efeito da câmera, e mostra estrelas mais velhas e frias em tons azulados. As nuvens de poeira brilhantes e vermelhas indicam estrelas mais jovens e quentes nos berçários estelares.

A imagem tem um alcance de cerca de 900 anos luz.

image Centro da Via Láctea é fotografado pelo telescópio espacial Spitzer

Fonte: (1)

28/07/2009

Hubble fotografa vestígios de impacto na atmosfera de Júpiter

O diâmetro do objeto que se chocou com Júpiter seria de várias centenas de metros, diz astrônoma da Nasa .

Cientistas da Nasa interromperam o processo de calibragem do Telescópio Espacial Hubble, em andamento desde a reforma do telescópio, realizada por astronautas meses atrás, para fazer imagens da cicatriz deixada no planeta Júpiter pelo impacto de um corpo ainda desconhecido, no último dia 19. As fotos do Hubble foram feitas na quinta-feira, 23.

Descoberta pelo astrônomo amador australiano Anthony Wesley, a nova mancha no maior planeta do sistema solar foi criada quando um cometa ou asteroide chocou-se com atmosfera. A única oportunidade anterior onde algo assim foi observado ocorreu há 15 anos, quando fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 chocaram-se com Júpiter.

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A mancha escura deixada pelo impacto do corpo desconhecido aparece na imagem do telescópio espacial

"Como acreditamos que um impacto dessa magnitude é um evento raro, temos muita sorte de poder vê-lo com o Hubble", disse, em nota, a astrônoma Amy Simon-Miller, do Centro de Voo Espacial Goddard, da Nasa. "Detalhes que aparecem na imagem do Hubble mostram uma textura na pluma de destroços causada pela turbulência na atmosfera de Júpiter".

Telescópios baseados na Terra vêm seguindo Júpiter há dias, desde que Wesley alertou a comunidade astronômica para os sinais de um novo impacto no planeta.

Amy estima que o diâmetro do objeto que se chocou com Júpiter seria de várias centenas de metros. A força da explosão provocada foi milhares de vezes maior do que a do impacto causado por um cometa ou asteroide na atmosfera da Terra em 1908, sobre Tunguska, na Sibéria.

A imagem de Júpiter foi feita pela Câmera de Campo Aberto 3. Essa nova câmera, instalada pelos astronautas do ônibus espacial Atlantis em maio, ainda não está totalmente calibrada. Embora já possa ser usada, seu potencial completo ainda não foi revelado.

Fonte: (1)

Maior telescópio do mundo é inaugurado na Espanha

O Gran Telescopio Canarias, um investimento de US$ 185 milhões é dotado de um espelho de 10,4 metros

Um dos mais potentes telescópios da Terra abriu sua cúpula pela primeira vez nesta sexta-feira, 24, para iniciar a exploração da luz tênue das partes mais distantes do Universo.

O Gran Telescopio Canarias, um investimento de US$ 185 milhões, dotado de um espelho de 10,4 metros, fica no topo de um vulcão extinto. Sua localização, acima das nuvens, beneficia-se dos céus claros do Oceano Atlântico.

image Vista da cúpula do Gran Telescopio Canarias, durante a festa de sua inauguração.

Planos para o telescópio tiveram início em 1987, e envolveram mais de mil empresas. A inauguração desta sexta-feira foi realizada pelo rei Juan Carlos.

O observatório fica 2,4 km acima do nível do mar, onde os ventos predominantes mantêm a atmosfera estável e transparente, diz o Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias.

O instituto, que administra o telescópio, disse que o instrumento vai capturar o nascimento de estrelas, estudar buracos negros e decifrar a química do início do Universo.

O telescópio é composto de 36 espelhos separados, que começaram a ser focalizados em julho de 2007 para, finalmente, operar como um único espelho, dirigindo a luz para um ponto central.

image O Gran Telescopio Canarias, maior telescópio do mundo, visto de perto, com nuvens ao fundo.

Entre os cientistas que já realizaram pesquisas em La Palma está Brian May, guitarrista do grupo musical Queen, que fez parte dos estudos para seu doutorado em astrofísica no instituto.

Visite o web site oficial em: http://www.gtc.iac.es/

Acesse as webcam do observatório em: http://www.gtc.iac.es/pages/multimedia/webcams-en-el-orm.php

Fonte: (1)

15/04/2009

"Show de Luzes" em buraco negro

Telescópio Hubble registra 'show de luzes' em buraco negro

A explosão veio de uma bolha de matéria num buraco negro no centro da galáxia elíptica de M87.

O telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), testemunhou um verdadeiro show de luzes vindo de um buraco negro no centro de uma galáxia.

A explosão de luz veio de uma bolha de matéria chamada HST-1, embutida em um jato de matéria, um poderoso e estreito raio de gás quente produzido por um buraco negro que fica no centro de uma galáxia elíptica e gigantesca, a M87.

O HST-1 é tão brilhante que está ofuscando até o centro brilhante da galáxia M87, cujo buraco negro é um dos maiores já descobertos.

Sequência de perda e ganho de brilho no jato d e matéria HST-1. Imagem: Hubble Space Telescope

A massa de gás brilhante tem dado um espetáculo para astrônomos. Os cientistas observaram o brilho estável do HST-1 por vários anos, até que ele se apagasse. E então o HST-1 se reacendeu e agora os astrônomos afirmam que é difícil prever o que vai acontecer.

O telescópio Hubble está observando esta atividade nos últimos sete anos, fornecendo imagens detalhadas dos eventos. O telescópio dá aos astrônomos uma visão única, próxima do ultravioleta do jato de luz que os telescópios na Terra não conseguem alcançar.

"A visão precisa do Hubble permite definir o HST-1 e separar do buraco negro", afirmou o o astrônomo Juan Madrid, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá.

Madrid reuniu sete anos de imagens de arquivo do jato de luz, capturadas pelo Hubble, incluindo as mudanças no comportando do HST-1 durante o tempo.

O jato de luz pode fornecer dados sobre a variação de jatos em buracos negros de galáxias distantes, que são difíceis de estudar por estarem tão longe da Terra.

A galáxia M87, por exemplo, está a 54 milhões de anos-luz da Terra, no Grupo de Virgem, uma região próxima no universo, com a maior densidade de galáxias.

"Não esperava que o jato na M87, ou que qualquer outro jato em um buraco negro, aumentasse o brilho da maneira que este jato faz", disse Madrid.

"Ficou 90 vezes mais brilhante que o normal. A questão é: isto ocorre com todos os jatos ou núcleos ativos, ou estamos observando um comportamento incomum da (galáxia) M87?", questionou o astrônomo.

Razões para o brilho

Apesar das muitas observações feitas pelo Hubble e outros telescópios, os astrônomos não tem certeza da causa do brilho.

Uma das explicações mais simples é que o jato atingiu uma linha de poeira ou nuvem de gás e então está brilhando devido à colisão.

Outra possibilidade é que as linhas do campo magnético do jato estão espremidas, juntas, o que libera uma grande quantidade de energia.

Este fenômeno é semelhante à maneira como se desenvolvem as explosões solares e é até um mecanismo de criação das auroras na Terra.

Agora, o astrônomo Juan Madrid espera que as observações futuras do HST-1 revelem a causa da atividade misteriosa.

"Esperamos que as observações nos forneçam algumas teorias com boas explicações sobre os mecanismos que estão causando os jatos de luz", afirmou.

"Os astrônomos querem saber se esta é uma instabilidade intrínseca ao jato quando abre caminho para fora da galáxia ou se pode ser outra coisa", acrescentou.

Fonte: (1)

08/04/2009

Anel de Poeira

Hubble revela anel de poeira no interior de galáxia brilhante

Galáxia NGC 7049 fica em constelação do hemisfério sul e contém vários aglomerados de estrelas
Os aglomerados de estrelas aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico

Os aglomerados de estrelas aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico

Uma nova imagem do Telescópio Espacial Hubble destaca anéis de poeira e aglomerados de estrelas na estranha galáxia NGC 7049. Essa galáxia tem uma aparência peculiar, que a coloca na divisa entre galáxias espirais e elípticas. Fica na constelação de Indus, ou Índio, e é mais brilhante de um aglomerado de galáxias, o que a coloca numa categoria chamada BCG.

As BCGs típicas estão entre as mais massivas e mais antigas galáxias conhecidas, e oferecem aos cientistas a oportunidade de estudar os aglomerados globulares que têm em seu interior.

Os aglomerados contidos em NGC 7049 aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico. Esse halo - a região de luz difusa que cerca a galáxia - é composto de milhares de estrelas, fornece o fundo luminoso que põe em evidência o notável anel de poeira que cerca o núcleo da galáxia.

Aglomerados globulares são agrupamentos muito densos de centenas de milhares de estrelas, mantidas juntas pela força da gravidade. Contêm algumas das primeiras estrelas produzidas em uma galáxia. NGC 7049 tem muito menos aglomerados que outras galáxias semelhantes.

A constelação de Indus é uma das menos notáveis do céu do hemisfério sul. Foi batizada pelo astrônomo holandês Petrus Plancius no século 16, a partir de observações feitas pelo navegador Pieter Dirkszoon Keyser e pelo explorador Frederick de Houtman.

Fonte: (1)

06/02/2009

Galáxia Espiral Anêmica

Telescópio Hubble faz nova imagem de galáxia espiral "anêmica"

O telescópio espacial Hubble, que "luta" para se manter ativo, fez uma nova imagem da galáxia NGC 4921, localizada na constelação Cabeleira de Berenice, a 320 milhões de anos-luz da Terra.


A NGC 4921 é um tipo de galáxia pouco comum nessa constelação é classificada como "espiral anêmica", porque as formações estelares em seus braços são muito menos intensas. Com isso, há um espiral de poeira bastante fino ao redor da galáxia, acompanhado de estrelas jovens e brilhantes.
Fonte: (1)

29/01/2009

Satélites e Telescópios

Queres saber a exata localização do Hubble, Chandra e outros satélites, com as coordenadas e altitude, atualizadas a cada minuto?

Acessem o seguinte site da NASA: Satellite Tracking, divirta-se e informe-se.

Real time do Hubble e Chandra e muito mais.

Hubble, Chandra e outros.

Hubble