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22/04/2010

Maior Erupção Captada do Sol

Um observatório espacial da Solar Terrestrial Relations Observatory (STEREO), missão da Nasa que monitora a atividade solar, captou no último dia 13 a maior erupção já registrada do Sol.

Para captar essa rara imagem, o observatório filmou a erupção por 19 horas.

Segundo os cientistas da agência espacial norte-americana, a labareda de plasma se estendeu a uma distância de 800 mil quilômetros da superfície solar.

image Imagem da erupção que criou uma labareda de 800 mil km (Foto: STEREO / NASA)

23/11/2009

Identificando Estrelas com softwares

Com a tecnologia, observar o céu se tornou mais fácil. A identificação das estrelas, constelações e planetas pode ser feita com a ajuda de programas gratuitos com os quais o internauta faz o download e simula como se estivesse olhando através das lentes das melhores lunetas.

E para facilitar a observação, quem tem um laptop pode deixá-lo ligado e observar o céu de verdade a partir das movimentações e informações vistas na tela do computador.

O Stellarium é um programa (clique aqui para fazer o download) que pode ser usado em português e tem uma grande vantagem: deixar o usuário escolher o país, cidade,l data e hora e conferir como está ou estava o céu para a seleção marcada. Trata-se de um recurso divertido porque mostra, por exemplo, como estava o céu no dia em que você nasceu, no dia do seu aniversário, agora, daqui algum tempo, etc.

Para facilitar a visualização de constelações o programa tem um recurso artístico bem interessante. Sobre a constelação de capricórnio há o desenho desse animal, a de microscópio é ilustrada com o objeto. Para iniciantes, esse recurso ajuda bastante.

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Já o Google Earth não tem essa facilidade de escolher a cidade, dia e hora para observar o céu, mas em por isso é menos interessante. O programa também está disponível em português e foi feito para acesso às imagens via satélite da Terra.

imageGoogle Earth tem recurso para ver o céu com boa aproximação das constelações, como a Crux, popularmente conhecida como Cruzeiro do Sul

Na barra de ferramentas há o botão "Visualizar" e dentro dele a opção "Explorar > Céu". Depois, basta clicar em "Camadas" na barra lateral e selecionar o que você quer ver.
Para baixar qualquer um dos programas é fundamental ter um computador com uma placa de vídeo potente porque os softwares lidam com milhares de imagens e ao serem usados deixam o PC mais lento.

01/11/2009

Happy Halloween


26/10/2009

Descoberto o mais distante aglomerado de galáxias

A luz que partiu do aglomerado passou três quartos da idade do Universo viajando antes de chegar à Terra.

O mais distante aglomerado de galáxias já descoberto foi encontrado a 10,2 bilhões de anos-luz, graças a uma combinação de dados do Observatório de Raios-X Chandra, da Nasa, e de telescópios de infravermelho e de luz visível. A luz que partiu do aglomerado e foi captada por esses instrumentos passou três quartos da idade do Universo viajando antes de chegar à Terra.

O aglomerado, chamado JKCS041, bate o detentor anterior do recorde por 1 bilhão de anos-luz. Aglomerados de galáxias são os maiores objetos existentes que mantêm coesão graças à gravidade. A descoberta de uma estrutura desse tamanho nos estágios iniciais do Universo pode revelar informações importantes sobre a evolução do cosmo.

Mancha azul marca assinatura de raios-X do aglomerado; pontos brancos são galáxias.

JKCS041 encontra-se no limite da parte da história do Universo em que cientistas imaginam que os aglomerados podem existir, a partir de estimativa do tempo necessário para que consigam se formar.

"Este objeto está perto da distância limite esperada para um aglomerado de galáxias", disse Stefano Andreon, do Instituto Nacional de Astrofísica de Milão, na Itália. "Não achamos que a gravidade possa trabalhar rápido o suficiente para produzir aglomerados muito antes disso".

JKCS041 foi detectado inicialmente em 2006, numa varredura feita pelo Telescópio Infravermelho do Reino Unido (conhecido pela sigla "Ukrit"). A distância foi determinada a partir de observações ópticas e infravermelhas do Ukrit, do Telescópio Franco-Canadense-Havaiano, no Havaí, e pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa.

As observações em infravermelho são importantes porque a luz das galáxias muito distantes acaba desviada para comprimentos de onda maiores - em direção à parte infravermelha do espectro - pela expansão do Universo.

Os dados do Chandra proporcionaram a última peça de evidência ao mostrar que o objeto era, de fato, um aglomerado de galáxias. As emissões de raios-X captadas pelo telescópio mostram a detecção de gás aquecido entre as galáxias, como esperado no caso de um aglomerado.
Fonte: (1)

28/09/2009

Conheça os 8 planetas do Sistema Solar

 

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Mercúrio é um planeta seco, quente e quase não tem ar. O planeta fica a quase 58 milhões de quilômetros do Sol e não tem lua nem atmosfera. Fica tão perto do Sol que as temperaturas da superfície podem chegar a 430oC. Assim como a Lua, o planeta é coberto por uma camada fina de minerais. Mercúrio também tem áreas de terra amplas e planas, precipícios e muitas crateras profundas como as da Lua. Cientistas dizem que o interior de Mercúrio e da Terra é feito de ferro.

 

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Vênus é o segundo planeta mais próximo do Sol e é quase do mesmo tamanho da Terra. A superfície do planeta é cheia de montanhas, vulcões, cânions e crateras. O planeta é coberto por nuvens de ácido sulfúrico, uma substância mortal. Vênus também é um planeta muito quente: a temperatura na superfície é de 460oC. Os cientistas enviaram uma nave para explorar o planeta. A primeira a sonda passar perto do planeta foi a Mariner 2, em 1962.

 

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A Terra é o terceiro mais próximo do Sol e o maior dos quatro planetas rochosos. É uma esfera gigantesca (achatada nos polos norte e sul), formada por água (70% do planeta), rochas e solo e envolvida pela atmosfera. A atmosfera da Terra é formada principalmente por nitrogênio e um pouco de oxigênio. Entre os planetas do sistema, a Terra tem condições únicas: mantém grandes quantidades de água em estado líquido, tem placas tectônicas e um forte campo magnético.

 

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Marte é um planeta avermelhado, coberto por rochas e crateras (grandes buracos). O planeta se move ao redor do Sol em uma órbita elíptica (oval) e leva cerca de 687 dias para dar uma volta completa. Marte tem duas luas: Fobos e Deimos. O solo de Marte é muito frio: geralmente fica abaixo de zero grau Celsius. A atmosfera do p´laneta vermelho não tem oxigênio. Alguns cientistas dizem que talvez tenha existido no planeta há bilhões de anos, mas hoje não há prova de qualquer ser vivo no planeta.

 

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Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar e tem mais massa do que todos os outros planetas juntos. O planeta tem camadas de gás e as quatro maiores luas do Sistema Solar – Io, Europa, Ganimedes e Calisto – que são maiores que Plutão. Em volta do equador de Júpiter existem três anéis finos, formados principalmente por partículas de poeira. Duas sondas Voyager foram enviadas a Júpiter em 1979 e enviaram fotos do planeta. De 1995 a 2003, a sonda Galileo ficou na órbita de Júpiter.

 

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Saturno é outro planeta gigante, que tem anéis brilhantes. A atmosfera gasosa de Saturno não é tão colorida quanto a de Júpiter. É o segundo maior planeta depois de s Júpiter. A característica mais famosa de Saturno é o brilhante sistema de anéis, o único visível da Terra.Titã, a lua de Saturno, é maior do que Plutão e Mercúrio. Titã tem uma atmosfera compacta de nitrogênio e metano

 

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Urano foi o primeiro planeta a ser descoberto com um telescópio. Urano é o planeta mais distante do Sol – só Netuno fica mais longe do Sol do que ele. O planeta é quase quatro vezes maior do que a Terra. Os cientistas dizem que a superfície de Urano é feita de nuvens azul-esverdeadas de gás metano. Abaixo da superfície do planeta existem camadas de água misturadas com o gás amônia. O centro do planeta é rochoso, como o da Terra. Urano leva 84 anos terrestres para fazer uma volta completa

 

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Netuno é coberto por luzes azuis brilhantes. Como essas nuvens se parecem com a água, o planeta foi chamado em homenagem ao deus romano dos mares. Os cientistas dizem que a maior parte do planeta é formada por gases, água e minerais. Netuno é muito frio e sua atmosfera não tem oxigênio. O planeta leva 165 anos para dar a volta em torno do Sol. Netuno é quatro vezes maior do que a Terra. O planeta tem pelo menos 13 luas (satélites naturais) e vários anéis

Fonte: (1)

17/09/2009

Cientistas descobrem planeta primo da Terra

Dados detalhados sobre o menor planeta já encontrado fora do nosso sistema solar sugerem que se trata de uma "super-Terra" com superfície rochosa, muito parecida com a nossa.

O chamado exoplaneta, cuja descoberta foi anunciada em fevereiro, tem cinco vezes a massa da Terra, o que, combinado com seu raio, sugere que tenha uma superfície sólida e uma densidade semelhante ao do nosso planeta.

"Isso é ciência no que ela tem de mais excitante e incrível", disse o astrônomo suíço Didier Queloz, chefe da equipe que fez as observações.

Cerca de 330 exoplanetas já foram achados orbitando outras estrelas além do Sol. A maioria são gigantes gasosos com características semelhantes a Netuno, que tem 17 vezes a massa da Terra.

Mas o planeta citado no estudo de quarta-feira, chamado CoRoT-7b - é diferente. Ele completa uma órbita a cada 20 horas, a uma distância de apenas 2,5 milhões de quilômetros da sua estrela. Sua temperatura oscila entre 1.000C e 1.500C, o que significa que não pode abrigar vida. Seu raio é cerca de 80 por cento maior que o da Terra.

imageImagem artística do planeta CoRoT-7b: é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno.

Em artigo na revista Astronomy and Astrophysics, os cientistas disseram que suas conclusões colocam o CoRoT-7b na categoria das "super-Terras". Cerca de 12 delas já foram localizadas, mas é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno, disseram eles.

Para fazer essas medições, eles usaram um dispositivo chamado "procurador de planetas por velocidade radial de alta precisão" (Harps, na sigla em inglês), que é um espectrógrafo ligado ao telescópio do Observatório Europeu Meridional, em La Silla, no Chile.

De acordo com os cientistas, esse é "o melhor dispositivo caçador de exoplanetas no mundo." "Embora o Harps seja certamente imbatível quando se trata de detectar exoplanetas pequenos, as medições do CoRoT-7b se mostraram tão exigentes que tivemos de reunir 70 horas de observações," disse François Bouchy, outro integrante da equipe europeia de astrônomos.

Artiz Hatzes, que também faz parte da equipe, disse que o trabalho representou um "tour de force" das medições astronômicas.

Fonte: (1)

15/09/2009

A Via Láctea em 800 milhões de pixels

Uma imagem de 800 milhões de pixels traz um panorama de 360º de todo o céu noturno visto da Terra.

Ela foi divulgada pelo ESO - Observatório do Sudoeste Europeu (European Southern Observatory), como primeira parte do GigaGalaxy Zoom, projeto lançado em comemoração ao Ano Internacional da Astronomia (2009).

Nesta etapa inicial, o ESO disponibiliza na página do GigaGalaxy uma ferramenta na qual os usuários podem aprender mais sobre a Via Láctea clicando sobre o grande panorama divulgado, obtendo informações e imagens detalhadas de regiões específicas.

As mais de 1 200 fotos que compõem a imagem foram feitas pelo fotógrafo francês especializado em espaço Serge Brunier. Ele passou semanas entre agosto de 2008 e fevereiro de 2009 nos observatórios do ESO no Chile, La Silla e Paranal, e em La Palma, nas Ilhas Canárias, para registrar o hemisfério norte.

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Com as fotos brutas em mãos, o francês Frédéric Tapissier e especialistas do ESO recriaram o céu exatamente como nossos olhos o enxergariam do melhor ponto de observação do planeta, montando um panorama de 360º que abrange toda a abóboda celeste. A imagem final possui 800 milhões de pixels – no entanto, a versão disponibilizada na internet para o público está com “apenas” 18 milhões. Você pode baixá-la no site do ESO em TIFF ou JPEG.

04/08/2009

28/07/2009

Astrônomos americanos descobrem supernova de 11 bi de anos

Um grupo de astrônomos americanos descobriu as mais distantes supernovas já observadas: explosões de estrelas gigantes que ocorreram há 11 bilhões de anos, segundo um estudo publicado na revista científica britânica Nature.

Para conseguir identificar estas explosões de estrelas muito grandes (entre 50 e 100 vezes a massa do Sol) no final de sua vida, Jeff Cooke e seus colegas da Universidade da Califórnia (Estados Unidos) utilizaram uma nova técnica que pode contribuir para a descoberta de outras estrelas mortas nos confins do universo.

Estas supernovas ocorreram há 11 bilhões de anos (tempo necessário para que a luz produzida por estas gigantescas explosões chegue até nós) quando o universo tinha apenas 2,7 bilhões de anos. Os astrônomos californianos detectaram as supernovas ao comparar imagens de um mesmo setor de céu obtidas entre 2003 e 2006, em busca de galáxias que se tornaram mais brilhantes, sinal que pode indicar a enorme quantidade de energia liberada por uma supernova.

Para aumentar a luminosidade de cada detalhe na tela do computador, Jeff Cooke teve a ideia de superpor as imagens captadas durante toda a temporada de observação e compará-las às imagens superpostas dos outros anos. "É como se faz para aumentar a duração da abertura do obturador na fotografia: uma pose mais longa permite coletar mais luz", explicou o astrônomo em um comunicado.

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Técnica inovadora pode contribuir para a descoberta de novas estrelas mortas nos confins do universo, como foi o caso da supernova RCW 86

Novas observações com o telescópio Keck, instalado no Havaí, permitiram confirmar que os rastros luminosos deixados pelas "candidatas" eram compatíveis com uma supernova - as supernovas deixam rastros de matéria detectáveis até cinco anos depois da explosão. Quando uma estrela gigante que chega ao fim de sua vida consumiu todo o seu combustível, se expande e se contrai, provocando uma enorme onda de choque que expulsa sua camada superficial para o meio interestelar. A estrela começa então a brilhar intensamente, mas se apagará de vez em breve.

As supernovas enriquecem o universo com elementos químicos que contribuirão para a formação de novas estrelas e planetas. Os cientistas esperam que o estudo das primeiras supernovas ajudem a entender melhor a formação e a evolução das galáxias.
Fonte: (1)

15/04/2009

"Show de Luzes" em buraco negro

Telescópio Hubble registra 'show de luzes' em buraco negro

A explosão veio de uma bolha de matéria num buraco negro no centro da galáxia elíptica de M87.

O telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), testemunhou um verdadeiro show de luzes vindo de um buraco negro no centro de uma galáxia.

A explosão de luz veio de uma bolha de matéria chamada HST-1, embutida em um jato de matéria, um poderoso e estreito raio de gás quente produzido por um buraco negro que fica no centro de uma galáxia elíptica e gigantesca, a M87.

O HST-1 é tão brilhante que está ofuscando até o centro brilhante da galáxia M87, cujo buraco negro é um dos maiores já descobertos.

Sequência de perda e ganho de brilho no jato d e matéria HST-1. Imagem: Hubble Space Telescope

A massa de gás brilhante tem dado um espetáculo para astrônomos. Os cientistas observaram o brilho estável do HST-1 por vários anos, até que ele se apagasse. E então o HST-1 se reacendeu e agora os astrônomos afirmam que é difícil prever o que vai acontecer.

O telescópio Hubble está observando esta atividade nos últimos sete anos, fornecendo imagens detalhadas dos eventos. O telescópio dá aos astrônomos uma visão única, próxima do ultravioleta do jato de luz que os telescópios na Terra não conseguem alcançar.

"A visão precisa do Hubble permite definir o HST-1 e separar do buraco negro", afirmou o o astrônomo Juan Madrid, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá.

Madrid reuniu sete anos de imagens de arquivo do jato de luz, capturadas pelo Hubble, incluindo as mudanças no comportando do HST-1 durante o tempo.

O jato de luz pode fornecer dados sobre a variação de jatos em buracos negros de galáxias distantes, que são difíceis de estudar por estarem tão longe da Terra.

A galáxia M87, por exemplo, está a 54 milhões de anos-luz da Terra, no Grupo de Virgem, uma região próxima no universo, com a maior densidade de galáxias.

"Não esperava que o jato na M87, ou que qualquer outro jato em um buraco negro, aumentasse o brilho da maneira que este jato faz", disse Madrid.

"Ficou 90 vezes mais brilhante que o normal. A questão é: isto ocorre com todos os jatos ou núcleos ativos, ou estamos observando um comportamento incomum da (galáxia) M87?", questionou o astrônomo.

Razões para o brilho

Apesar das muitas observações feitas pelo Hubble e outros telescópios, os astrônomos não tem certeza da causa do brilho.

Uma das explicações mais simples é que o jato atingiu uma linha de poeira ou nuvem de gás e então está brilhando devido à colisão.

Outra possibilidade é que as linhas do campo magnético do jato estão espremidas, juntas, o que libera uma grande quantidade de energia.

Este fenômeno é semelhante à maneira como se desenvolvem as explosões solares e é até um mecanismo de criação das auroras na Terra.

Agora, o astrônomo Juan Madrid espera que as observações futuras do HST-1 revelem a causa da atividade misteriosa.

"Esperamos que as observações nos forneçam algumas teorias com boas explicações sobre os mecanismos que estão causando os jatos de luz", afirmou.

"Os astrônomos querem saber se esta é uma instabilidade intrínseca ao jato quando abre caminho para fora da galáxia ou se pode ser outra coisa", acrescentou.

Fonte: (1)

27/03/2009

Meteorito

Cientistas acham pedaços de meteorito rastreado antes de cair na Terra


Fragmento do meteorito encontrado no Sudão

Cientistas americanos recolheram, pela primeira vez, destroços de um meteorito que havia sido detectado antes de cair na Terra, segundo um estudo publicado na revista científica Nature.

Cerca de 50 fragmentos do asteroide 2008 TC3 foram recolhidos do deserto da Núbia, no Sudão, onde caíram em outubro do ano passado.

Cientistas acreditam que a descoberta oferece uma oportunidade única de analisar a rota do asteroide e seus componentes.

O meteorito do tamanho de um carro foi detectado por astrônomos da Universidade Estadual do Arizona em outubro do ano passado.

O corpo celeste foi acompanhado por telescópios em volta da Terra até se desintregar na atmosfera terrestre acima do do Sudão.

Único

Peter Jenniskens, autor do estudo e cientista no Seti Institute of California, viajou ao Sudão com uma equipe de pesquisadores para tentar localizar o que havia sobrado do asteróide.

Após uma extensa pesquisa de campo, os pesquisadores localizaram 47 fragmentos do meteorito que juntos pesavam pouco mais de três quilos.

"Este asteróide era feito de um material frágil que o fez se desintegrar a 37 quilômetros de altura antes de ter sua velocidade reduzida significativamente", disse Jenniskens.

"É um tipo de meteorito diferente dos que integram nossa coleção".

O co-autor do estudo, Douglas Rumble, do Carnegie Institution, disse que muitos meteoritos já haviam sido traçados antes de explodir ao entrar na atmosfera terrestre.

"Isto vem acontecendo durante anos", disse ele. "Mas ver o objeto antes de entrar na Terra e depois segui-lo é algo único".

Quando meteoritos que caem na Terra são estudados, os pesquisadores raramente têm informações sobre de onde vieram ou de que tipo são.

Após comparar informações sobre o asteroide e comparar com os fragmentos encontrados no Sudão, os astrônomos concluíram que o 2008 TC 3 era relativamente jovem, tendo existido por poucos milhões de anos antes de entrar na órbita terrestre.

Fonte: (1)

25/03/2009

Limites do Universo

Os limites do universo ... visível

Imagine só: Nós vivemos no planeta Terra, que está dentro do sistema solar, que está dentro da Via-Láctea, que está dentro universo, que está dentro ... (pausa longa para pensar) ... bem, o universo também deve estar dentro de alguma coisa. Ou não? A verdade é que ninguém sabe. "Dentro de sei lá o que", talvez seja a melhor (e única) maneira de completar essa frase.

Eis aí uma pergunta capaz de tirar o sono de muita gente inteligente: O universo tem fim? Ou é infinito?

Se ele tem fim, então ele deve estar contido em alguma coisa, certo? Não podemos estar simplesmente flutuando no nada! Isso não parece fazer muito sentido.... Tem de haver alguma coisa "do outro lado" de onde ele acaba. Por outro lado, se ele não tem fim, como pode ser infinito? Tudo tem de ter um fim, não é verdade?! Só que isso nos leva de volta ao problema inicial ...

Resumindo: Se você sair voando numa nave espacial em linha reta no espaço, será que um dia você vai bater numa parede (o fim) ou vai continuar voando para sempre (o infinito)?

Depois de muito quebrar cabeça, lancei essa pergunta para o cosmólogo Amâncio Friaça, do Instituto de Astronomia (IAG) da Universidade de São Paulo. A resposta é difícil de ser resumida em poucas palavras, mas vou arriscar uma síntese mesmo assim. Pelo que eu entendi, se você sair voando numa nave espacial em linha reta no espaço, nunca vai chegar ao final dele, mas isso também não significa que ele seja infinito.

"O universo não tem um limite", explicou-me Friaça. "A melhor analogia é pensar na superfície de uma esfera, que é finita, porém não tem limites, não tem fronteiras."

Uma maneira mais complexa de dizer isso é que o espaço-tempo do universo dobra-se sobre si mesmo. Resultado: sua nave espacial vai provavelmente acabar voltando ao ponto de partida, mesmo voando em linha reta, sem nunca ter batido em nada. Tentar chegar ao limite do universo seria como tentar construir uma estrada para chegar ao horizonte da Terra. A estrada nunca teria fim! Ela daria uma volta ao mundo e chegaria de volta no mesmo lugar.

Ok, tudo bem, mas a minha pergunta inicial continua de pé: Se o universo é como uma esfera, essa esfera está dentro do que? (E esse o que está dentro do que?) Se eu conseguisse olhar para além dessa esfera, ou pular para fora dela, o que eu veria, ou onde eu cairia?


Os astrônomos costumam falar do universo com uma palavra a mais: o chamado "universo visível". Esse é, na verdade, o termo mais correto, porque ninguém sabe o que existe além daquilo que conseguimos enxergar. Hoje, o horizonte do universo visível fica a aproximadamente 13,5 bilhões de anos-luz de nós, que é o ponto mais distante de onde a luz já teve tempo de chegar até os nossos telescópios (e é também a idade do universo, contada a partir do Big Bang).

Só que esse horizonte está em constante expansão. Desde que o universo "explodiu" 13,5 bilhões de anos atrás, ele nunca parou de crescer. Se você olhar para qualquer outra galáxia a nossa volta, todas estão se distanciando de nós e também umas das outras, como se fossem azeitonas dentro de um massa que está crescendo no forno. O horizonte do universo visível, portanto, está se expandindo.

"Quanto mais tempo você olha, mais longe você enxerga", explica Friaça. Segundo ele, é possível que haja coisas no universo além do nosso horizonte atual, que não são visíveis hoje, mas se tornarão visíveis em algum futuro remoto, à medida que o universo se expande.

Por enquanto, diz ele, tudo que enxergamos já esteve conectado no passado, quando toda a matéria e energia do universo estavam espremidas num espaço subatômico (antes do Big Bang). Mas vai que aparece no horizonte do futuro alguma coisa que não está conectada com o universo como o conhecemos hoje...... aí surgirá uma outra pergunta de tirar o sono: Será que nosso universo é o único, ou será que há outros universos por aí, cujos horizontes um dia vão se cruzar com o do nosso?

"Ainda temos muitos mistérios para resolver", afirma Friaça. Ainda bem, professor, pois são os mistérios que fazem a ciência tão interessante.

Pense nisso a próximo vez que olhar para o espaço. E durma bem!

Fonte: (1)

22/02/2009

Cometa Lulin

Satélite fotografa cometa Lulin a caminho da Terra

Cometa já está no céu e atingirá aproximação máxima no dia 26; é possível vê-lo com binóculos.

O Observatório de Raios Gama Swift, da Nasa, está monitorando o cometa Lulin, que atingirá aproximação máxima da Terra na próxima terça-feira, 24. Pela primeira vez, os astrônomos têm acesso a imagens do cometa nas faixas ultravioleta e de raios X.

Imagem do Lulin feito cas faixas ultravioleta (parte roxa da imagem) e de raios X (vermelha)

"Não conseguiremos mandar uma sonda ao cometa Lulin, mas o Swift nos está dando parte da informação que obteríamos de uma missão assim", disse, em nota, Jenny Carter, da Universidade de Leicester, que lidera o estudo. "O cometa está liberando uma grande quantia de gás, o que o torna ideal para observações de raios X", diz outro pesquisador da Leicester, Andrew Read.

Cometas são aglomerados de gás congelado e poeira. Essas "bolas de neve suja" emitam gases sempre que se aventuram mais perto do Sol. Conhecido oficialmente como C/2007 N3, o Lulin foi descoberto por astrônomos do observatório de Lulin, em Taiwan. Atualmente, ele é fracamente visível no céu noturno, desde que observado de um lugar isolado da poluição luminosa das grandes cidades. Astrônomos recomendam o uso de um bom binóculo.

Na cidade de São Paulo, no dia 26, o professor Oscar Matsuura, da USP, fará palestra no planetário de São Paulo sobre cometas. A palestra será seguida por observações do Lulin com telescópio, se o tempo ajudar.

Em 28 de janeiro, o Swift apontou seus instrumentos de ultravioleta e raios X para o cometa. "Ele está bem ativo", disse o pesquisador Dennis Bodewits, da Nasa. "Os dados mostram que o Lulin está eliminando cerca de 800 galões de água por segundo". Segundo a agência espacial, isso é suficiente para encher uma piscina olímpica em menos de 15 minutos.

O Swift não consegue enxergar água diretamente, mas a luz ultravioleta quebra as moléculas de água em átomos de hidrogênio e hidroxilas (grupos de um átomo de hidrogênio e um de oxigênio). O Swift é capaz de detectar a hidroxila, e as imagens do Lulin revelam uma nuvem que cobre quase 400 mil quilômetros, ou pouco mais que a distância entre a Terra e a Lua.

Mais longe do cometa, até as hidroxilas se quebram em átomos individuais. "O vento solar, o fluxo de partículas emitido pelo Sol, interage com essa nuvem expandida de átomos cometa, e isso provoca emissão de raios X, que o Swift vê", diz o cientista Stefan Immler, também da Nasa.
Fonte: (1)

17/02/2009

Galáxia com bilhões de planetas

Até hoje foram descobertos mais de 300 planetas fora do Sistema Solar

A galáxia tem pelo menos 100 bilhões de planetas semelhantes à Terra, afirmou no sábado um cientista dos Estados Unidos durante a conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência, em Chicago.

O PALHEIRO E A AGULHA
A primeira foto de um planeta (o ponto, no detalhe) de outra estrela, a Fomalhaut (em negro, no centro)

Alan Boss, do Carnegie Institution of Science, de Washington, disse ainda que muitos desses astros podem ser habitados por formas de vida simples.

Até hoje, os telescópios disponíveis conseguiram detectar pouco mais de 300 planetas fora do nosso Sistema Solar. No entanto, apenas alguns deles seriam capazes de abrigar a vida.

A maioria são "gigantes de gases", como Júpiter, enquanto outros orbitam tão perto de seu "Sol" que qualquer organismo teria que sobreviver a temperaturas elevadíssimas.

Galáxia tem bilhões de planetas como a Terra, diz cientista
Estrela Fomalhaut e planeta

'Bactérias'

Baseado na quantidade limitada de planetas descobertos até agora, Boss estimou que todos os corpos celestes semelhantes ao nosso Sol têm em média, em sua órbita, um astro com características semelhantes às da Terra.

"Não só esses planetas são provavelmente habitáveis, como também eles provavelmente serão habitados", disse o cientista à BBC.

"Mas creio que o mais provável é que essas 'Terras' próximas de nós sejam habitadas por seres que eram mais comuns na Terra há 3 ou 4 bilhões de anos, como as bactérias."

Segundo Boss, a missão Kepler da Nasa, prevista para ser lançada em março, deve começar a encontrar alguns desses planetas dentro de poucos anos.

Recentemente, um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, tentou quantificar quantas civilizações inteligentes viveriam no espaço e chegou à conclusão de que pode haver milhares delas.
Fonte: (1, 2)

13/02/2009

Nebulosa de Carina

Nova imagem revela detalhes da Nebulosa de Carina

O brilho da nebulosa vem, principalmente, do hidrogênio aquecido pela radiação das gigantescas estrelas-bebês

A nebulosa de Carina, em imagem obtida por telescópio baseado no Chile

O Observatório Europeu Sul (ESO) divulga uma nova imagem da Nebulosa de Carina, a maior e mais brilhante do céu. A nebulosa é composta por uma grande nuvem de poeira e gás onde nascem estrelas. A radiação e o vento desses astros jovens, por sua vez, iluminam, sopram e distorcem a nuvem circundante.

A imagem produzida pelo ESO, no Chile, mostra aglomerados de estrelas jovens, grandes nuvens de gás, pilares de poeira, glóbulos e uma impressionante estrela dupla.

A Nebulosa de Carina fica a 7.500 anos-luz, na constelação do mesmo nome - Carina, ou a quilha. Ela se estende por cerca de 100 anos-luz, sendo quatro vezes maior que a famosa Nebulosa de Órion, e muito mais brilhante. Trata-se de uma zona de intensa formação de estrelas, com avenidas escuras de poeira fria partindo nuvens de gás que circundam os aglomerados de estrelas.

O brilho da Nebulosa de Carina vem, principalmente, do hidrogênio aquecido pela radiação das gigantescas estrelas-bebês. A interação do hidrogênio com a luz ultravioleta resulta numa cor roxa e vermelha característica. A nebulosa contém mais de uma dezena de estrelas com, pelo menos, de 50 a 100 vezes a massa do Sol. Essas estrelas têm vidas curtas, de poucos milhões de anos.

Uma das mais impressionantes estrelas conhecidas, Eta Carinae, fica na nebulosa. Trata-se de uma das estrelas mais pesadas da Via-Láctea, com mais de 100 vezes a massa do Sol e é cerca de quatro milhões de vezes mais brilhante. Acredita-se que a estrela tenha uma companheira em órbita elíptica.
Fonte: (1)

12/02/2009

Formação das Galáxias

Cientistas desvendam história da formação das galáxias

Quase todas as grandes galáxias passaram por pelo menos uma fusão importante desde que o universo tinha seis bilhões de anos, segundo o maior estudo sobre sua forma e estrutura até hoje.

O estudo utilizou dados do Telescópio Espacial Hubble para analisar como teria sido a aparência de 21.092 galáxias quando o universo - hoje com cerca de 13,7 bilhões de anos - tinha entre 5,2 bilhões e 11,2 bilhões de anos.

As fusões tendem a deixar as galáxias com uma aparência assimétrica e maciça, e com base em análises de computador dessas características, o astrofísico Christopher Conselice da Universidade de Nottingham, Reino Unido, e seus colegas encontraram indícios de pelo menos duas mil fusões durante essa época.

Eles também encontraram uma correspondência entre o período de fusões e os episódios de explosões estelares. Conselice acrescenta que uma redução significativa das fusões, na época em que o universo tinha cerca de sete bilhões de anos, coincide com o período de diminuição na formação de estrelas previamente identificado. Como as imagens de cada galáxia representam apenas um momento de sua evolução, a equipe extrapolou suas descobertas para concluir que quase todas as galáxias teriam passado por uma fusão até os dias de hoje.


As fusões tendem a deixar as galáxias com uma aparência assimétrica e maciça

Fábricas de estrelas

Galáxias podem construir estrelas a partir de suas próprias reservas de gás, ou através do recebimento de uma nova injeção de gás e energia cinética quando uma grande galáxia se choca com outra. No universo de hoje, essas fusões massivas são raras. Mas no passado, diz Conselice, essas fusões criaram condições para explosões estelares que geraram estrelas a um ritmo de cerca de 200 massas solares por ano - 100 vezes o ritmo da formação estelar de nossa atual Via Láctea.

"As fusões transformam fundamentalmente a estrutura dessas galáxias e sua maneira de desenvolvimento," diz Conselice. "Duas galáxias ricas em gás se chocam e as nuvens gasosas colidem, formando estrelas."

Os resultados se baseiam em mais de sete vezes o número de galáxias do estudo comparável mais recente.

No entanto, alguns astrônomos dizem que ainda não está claro se as fusões são a raiz das explosões estelares. "É difícil determinar se a aparência irregular das galáxias distantes se deve a fusões ou a locais irregularmente distribuídos de formação altamente ativa de estrelas," diz o astrônomo Pieter van Dokkum da Universidade Yale.

Mark Dickinson, um astrônomo do Observatório Nacional de Astronomia Óptica de Tucson, Arizona, observa que existe agora evidência de que elevados ritmos de formação de estrelas acontecem ao longo de centenas de milhões de anos e não em explosões de 10 milhões de anos. "Se as explosões estelares fossem causadas pelas fusões, você esperaria a segunda opção," diz Dickinson.

Conselice espera que mais dados fortaleçam sua hipótese. Ele diz que o próximo passo será uma análise similar usando dados futuros da Câmera 3 de Campo Largo do Telescópio Espacial Hubble, que deve ser instalada em maio. Operando em um espectro infravermelho, a câmera vai coletar luz de épocas mais antigas da história do universo.

Mas resolver a questão de uma vez por todas deve exigir observações tanto de uma nova classe de telescópios terrestres de 30 metros quanto do Telescópio Espacial James Webb, que deve ser lançado em 2013.
Fonte: (1)

07/02/2009

Um olhar pela lente

Galáxia Centaurus A

Imagem da galáxia Centaurus A mostra, de forma inédita, seu buraco negro central, supermassivo. O registro foi feito pelo telescópio Apex, no Chile, e com informações processadas pelo observatório de raios-x Chandra. O jato de raios-x acima e à esquerda estende-se por cerca de 13 mil anos-luz do buraco negro . Os dados indicam que o material viaje a uma rapidez equivalente à metade da velocidade da luz.

06/02/2009

Galáxia Espiral Anêmica

Telescópio Hubble faz nova imagem de galáxia espiral "anêmica"

O telescópio espacial Hubble, que "luta" para se manter ativo, fez uma nova imagem da galáxia NGC 4921, localizada na constelação Cabeleira de Berenice, a 320 milhões de anos-luz da Terra.


A NGC 4921 é um tipo de galáxia pouco comum nessa constelação é classificada como "espiral anêmica", porque as formações estelares em seus braços são muito menos intensas. Com isso, há um espiral de poeira bastante fino ao redor da galáxia, acompanhado de estrelas jovens e brilhantes.
Fonte: (1)

Vida em 38 mil planetas

Cientista estima que exista vida inteligente em 38 mil planetas


Vida inteligente poderia existir em outros sistemas solares

Há civilizações inteligentes fora da Terra e elas poderiam estar presentes em até quase 40 mil planetas, segundo novos cálculos feitos por Duncan Forgan, um astrofísico da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

A descoberta de mais de 330 planetas fora de nosso sistema solar nos últimos anos, ajudou a redefinir o provável número de planetas habitados por alguma forma de vida, segundo um artigo de Forgan publicado na revista especializada International Journal of Astrobiology.

As atuais pesquisas estimam que haja pelo menos 361 civilizações inteligentes em nossa galáxia, e possivelmente 38 mil fora dela.

Mesmo que haja quase 40 mil planetas com vida, no entanto, é muito pouco provável que seja estabelecido qualquer contato com vida alienígena.

Pesquisadores apresentam estimativas de vida inteligente fora da Terra com frequência, mas é um processo quase que de adivinhação - estimativas recentes variam entre um milhão e menos de um planeta com alguma forma de vida.

"É um processo para quantificar nossa ignorância", disse Forgan.

Simulações

Em seu artigo, Forgan conta que criou uma simulação de uma galáxia parecida com a nossa, permitindo que ela desenvolva sistemas solares baseados no que se conhece a partir da existência dos planetas fora do nosso sistema solar - os chamados exoplanetas.

Esses mundos alienígenas simulados foram então submetidos a três cenários diferentes.

O primeiro cenário parte da premissa de que o surgimento da vida é difícil, mas sua evolução é fácil. Neste caso, haveria 361 civilizações inteligentes na galáxia.

O segundo parte do princípio de que a vida pode surgir facilmente, mas sua evolução para vida inteligente seria difícil. Nessas condições, a estimativa é de que haveria 31.513 outros planetas com alguma forma de vida.

O terceiro caso examina a possibilidade de que a vida poderia ter passado de um planeta para outro durante colisões de asteroides - uma teoria popular de como a vida surgiu na Terra.

Neste caso, a estimativa é de que haveria 37.964 civilizações inteligentes.

Suposições

Se, por um lado, a descoberta de novos planetas distantes e desconhecidos pode ajudar em uma estimativa mais precisa sobre o número de planetas semelhantes à Terra, algumas variáveis nesses cálculos continuarão sendo meras suposições.

Por exemplo, o tempo entre a formação de um planeta e o surgimento das primeiras formas de vida, ou deste momento até a existência de vida inteligente, são grandes variáveis em uma suposição geral.

Nesses casos, afirma Forgan, teremos que continuar partindo do princípio de que a Terra não é uma exceção.

"É importante nos darmos conta de que o quadro que construímos ainda está incompleto", disse o astrofísico.

"Mesmo que existam formas de vida alienígenas, nós não necessariamente conseguiremos fazer contato com elas, e não temos nenhuma ideia de sua forma."

"A vida em outros planetas pode ser tão variada como na Terra e não podemos prever como são as formas de vida inteligente de outros planetas, ou como elas se comportam", conclui.
Fonte: (1)

04/02/2009

Geleiras Marcianas

Geleiras massivas no subsolo marciano

Radar de penetração revela estruturas formadas por gelo e não rocha, sob a superfície de Marte.

Gelo marciano
Montanha (à direita), localizada em latitudes médias sul, cercada por um depósito de gelo glacial.

Quanto mais aprendemos sobre Marte, mais gelo ele parece conter. A sonda americana Phoenix descobriu água na forma de gelo e ainda identificou neve caindo nas planícies do Pólo Norte, onde se encontra. Dados fornecidos pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter apontam para vastas geleiras enterradas sob finas camadas da crosta próximas ao equador.

As descobertas, publicadas na revista Science, foram reveladas pelo sonar de pouca profundidade da sonda, ou Sharad, capaz de penetrar a superfície e examinar o subsolo. O Sharad revelou duas estruturas extensas localizadas em latitudes médias formadas quase completamente de gelo. Essas prováveis geleiras são cobertas por detritos que dificultam sua visualização, mas que também isolam o gelo, impedindo que sublime e forme vapor de água.

Pesquisadores acreditavam que as estruturas comuns em latitudes médias de Marte eram constituídas principalmente de rochas cobertas por uma quantidade relativamente pequena de gelo, explica o co-autor do estudo Roger Phillips, cientista planetário do Southwest Research Institute, em Boulder, Colorado. Mas os resultados do Sharad sugerem uma geleira homogênea geral, sem fragmentos internos de rocha. “Fiquei surpreso com o fato de o gelo parecer tão puro nos dados do radar e de a camada superficial ser tão fina,” comenta o principal autor do estudo Jack Holt, geofísico da University of Texas, em Austin. Victor Baker, cientista planetário da University of Arizona, em Tucson, não participou do estudo, mas avalia que há fortes indícios de geleiras compostas exclusivamente por gelo. “Esta ainda é uma medição indireta, mas estou convencido de que é gelo,” argumenta.

Baker observa que estudos da superfície de Marte indicam uma história de estruturas glaciais no passado distante do planeta. “Agora, é um pouco surpreendente,” complementa, “que o gelo ainda esteja lá”. De fato, o clima de Marte não é propício para a formação de gelo nas proximidades do equador. Os pesquisadores se concentraram na faixa de latitudes entre 30 e 60° ao sul. Para se ter uma idéia, no Brasil, Porto Alegre localiza-se aproximadamente a 30° de latitude sul e a Estação Brasileira Comandante Ferraz na Península Antártica está a 62º de latitude sul.
Fonte: (1)