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06/11/2009

Formação de Novas Estrelas

O telescópio espacial Hubble, que está de câmeras novas, flagrou o processo de nascimento de estrelas na galáxia M83, que tem o apelido de Catavento de Papel do Sul. Essa galáxia passa por um processo de formação de estrelas muito mais rápido do que o existente na Via Láctea, onde fica a Terra.
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Em maio deste ano, o Hubble passou por uma reforma que custou US$ 1,1 bilhão (R$ 2 bilhões) incluiu a instalação de duas novas câmeras e a troca de outros instrumentos científicos. Sete astronautas foram ao espaço a bordo do ônibus espacial Atlantis para fazer o trabalho, em uma missão que durou 11 dias.

Colocado no espaço em 1990, o Hubble tem um papel importante na observação do espaço, já que fica acima da atmosfera da Terra, reduzindo distorções da luz. Com isso, ele consegue imagens melhores do que os telescópios instalados na superfície da Terra.

Fonte: (1)

26/10/2009

Descoberto o mais distante aglomerado de galáxias

A luz que partiu do aglomerado passou três quartos da idade do Universo viajando antes de chegar à Terra.

O mais distante aglomerado de galáxias já descoberto foi encontrado a 10,2 bilhões de anos-luz, graças a uma combinação de dados do Observatório de Raios-X Chandra, da Nasa, e de telescópios de infravermelho e de luz visível. A luz que partiu do aglomerado e foi captada por esses instrumentos passou três quartos da idade do Universo viajando antes de chegar à Terra.

O aglomerado, chamado JKCS041, bate o detentor anterior do recorde por 1 bilhão de anos-luz. Aglomerados de galáxias são os maiores objetos existentes que mantêm coesão graças à gravidade. A descoberta de uma estrutura desse tamanho nos estágios iniciais do Universo pode revelar informações importantes sobre a evolução do cosmo.

Mancha azul marca assinatura de raios-X do aglomerado; pontos brancos são galáxias.

JKCS041 encontra-se no limite da parte da história do Universo em que cientistas imaginam que os aglomerados podem existir, a partir de estimativa do tempo necessário para que consigam se formar.

"Este objeto está perto da distância limite esperada para um aglomerado de galáxias", disse Stefano Andreon, do Instituto Nacional de Astrofísica de Milão, na Itália. "Não achamos que a gravidade possa trabalhar rápido o suficiente para produzir aglomerados muito antes disso".

JKCS041 foi detectado inicialmente em 2006, numa varredura feita pelo Telescópio Infravermelho do Reino Unido (conhecido pela sigla "Ukrit"). A distância foi determinada a partir de observações ópticas e infravermelhas do Ukrit, do Telescópio Franco-Canadense-Havaiano, no Havaí, e pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa.

As observações em infravermelho são importantes porque a luz das galáxias muito distantes acaba desviada para comprimentos de onda maiores - em direção à parte infravermelha do espectro - pela expansão do Universo.

Os dados do Chandra proporcionaram a última peça de evidência ao mostrar que o objeto era, de fato, um aglomerado de galáxias. As emissões de raios-X captadas pelo telescópio mostram a detecção de gás aquecido entre as galáxias, como esperado no caso de um aglomerado.
Fonte: (1)

15/09/2009

A Via Láctea em 800 milhões de pixels

Uma imagem de 800 milhões de pixels traz um panorama de 360º de todo o céu noturno visto da Terra.

Ela foi divulgada pelo ESO - Observatório do Sudoeste Europeu (European Southern Observatory), como primeira parte do GigaGalaxy Zoom, projeto lançado em comemoração ao Ano Internacional da Astronomia (2009).

Nesta etapa inicial, o ESO disponibiliza na página do GigaGalaxy uma ferramenta na qual os usuários podem aprender mais sobre a Via Láctea clicando sobre o grande panorama divulgado, obtendo informações e imagens detalhadas de regiões específicas.

As mais de 1 200 fotos que compõem a imagem foram feitas pelo fotógrafo francês especializado em espaço Serge Brunier. Ele passou semanas entre agosto de 2008 e fevereiro de 2009 nos observatórios do ESO no Chile, La Silla e Paranal, e em La Palma, nas Ilhas Canárias, para registrar o hemisfério norte.

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Com as fotos brutas em mãos, o francês Frédéric Tapissier e especialistas do ESO recriaram o céu exatamente como nossos olhos o enxergariam do melhor ponto de observação do planeta, montando um panorama de 360º que abrange toda a abóboda celeste. A imagem final possui 800 milhões de pixels – no entanto, a versão disponibilizada na internet para o público está com “apenas” 18 milhões. Você pode baixá-la no site do ESO em TIFF ou JPEG.

14/09/2009

Astrônomos dizem ter identificado provas de 'canibalismo galáctico'

Astrônomos canadenses sugerem que a galáxia Andrômeda, vizinha da Via Láctea, parece ter expandido por “canibalismo”, isto é, digerindo estrelas de outras galáxias.

Em um estudo publicado na edição mais recente da revista cientifica Nature, a equipe da Universidade de Western Ontário, no Canadá, mapeou a Andrômeda e afirmou que identificou restos de galáxias anãs absorvidas ou desmembradas.

A equipe internacional de astrônomos utilizou um telescópio Canadá-França-Havaí para observar os arredores de Andrômeda, situada a 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea.

O mapeamento realizado pela equipe foi o mais detalhado já feito da galáxia e revelou estrelas que, segundo os cientistas, não poderiam ter se formado dentro da Andrômeda por falta de densidade suficiente.

A partir desta análise, os astrônomos sugerem que as estrelas só poderiam ter sido “engolidas” de galáxias anãs.

image A Andrômeda continua se expandindo, dizem os astrônomos

Modelo hierárquico

De acordo com a equipe, os resultados “confirmam os princípios de base do modelo hierárquico de formação de galáxias”.

O modelo prevê que galáxias grandes devem ser cercadas por restos de galáxias menores consumidas pela maior.

Segundo a astrônoma Pauline Barmby, uma das autoras do estudo, o padrão da órbita das estrelas identificadas pela equipe revelou a origem das mesmas.

“A Andrômeda está tão perto que podemos mapear todas as estrelas”, disse ela à BBC.

“Quando observamos um grupo de estrelas tão distantes e com a mesma órbita, sabemos que elas não estiveram lá sempre”, afirmou.

Aproximação

A equipe identificou ainda uma fila de estrelas da galáxia chamada de Triângulo que estaria se aproximando da Andrômeda, o que pode significar que estas podem estar “alimentando” a galáxia vizinha.

Segundo o astrofísico Scott Chapman, da Universidade de Cambridge, também envolvido na pesquisa, “as duas galáxias podem se fundir completamente”.

“Ironicamente, a formação das galáxias caminha lado a lado com a destruição delas”, afirmou.

De acordo com o astrofísico Nickolay Gnedin, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, o estudo canadense mostra “a arqueologia galática em ação”.

09/08/2009

Foto do Centro da Via Láctea

O telescópio espacial Spitzer conseguiu registrar o centro da Via Láctea, uma região escondida por nuvens de gás e poeira.

Com suas lentes infra vermelhas, ele fotografou o coração da nossa galáxia, um local há cerca de 26 mil anos luz de distância da Terra, em direção à constelação de Sagitário.

O amontoado de pequenos pontos é falsamente colorido pelo efeito da câmera, e mostra estrelas mais velhas e frias em tons azulados. As nuvens de poeira brilhantes e vermelhas indicam estrelas mais jovens e quentes nos berçários estelares.

A imagem tem um alcance de cerca de 900 anos luz.

image Centro da Via Láctea é fotografado pelo telescópio espacial Spitzer

Fonte: (1)

06/07/2009

Localizado acelerador "natural" de partículas no espaço

Cientistas do Instituto de Astrofísica de Canarias (IAC), na Espanha, e um grupo de radioastrônomos, disseram ter descoberto a localização exata no espaço da região onde ocorre uma grande aceleração de partículas. Situado na radiogaláxia elíptica gigante Messier 87, a 55 milhões de anos-luz da Terra, o núcleo ativo acelera partículas em altas energias nas proximidades de um buraco negro supermassivo que tem massa seis milhões de vezes superior a do Sol, segundo o estudo.

A investigação sobre a espécie de "acelerador natural", divulgada na revista científica Science, permitirá estudar condições físicas extremas impossíveis de serem reproduzidas em um laboratório. Ainda assim, cientistas do munto inteiro acreditam que o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), instalado debaixo da terra na fronteira entre a França e a Suíça, no Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), é capaz de acelerar prótons a velocidades próximas à da luz até colidirem, trazendo as respostas sobre a origem do universo.

Imagens da Messier 87 mostram um incremento de brilho no centro da radiogaláxia na primavera de 2008 no hemisfério norte (quadro superior direito), que coincide com o aumento da emissão de raios gama de alta energia

O buraco supermassivo emana jatos de material com partículas carregadas de elétrons e prótons que são aceleradas a velocidades próximas à da luz. Os raios gama, que constituem a maior radiação eletromagnética existente - presente em fenômenos cósmicos violentos, como as supernovas e as explosões de raios gama -, também são produzidos nessa intensa movimentação de partículas em pleno espaço.

O achado foi realizado após 120 horas de observações radioastronômicas coordenadas e de análises de raios gama na Messier 87 em 2008. O estudo foi feito pelos pesquisadores Daniel Mazin, do Instituto de Física de Altas Energias de Barcelona (Ifae), e Robert Wagner, do Instituto Max Planck de Física de Munique; os telescópios Magic, H.E.S.S. e Veritas; e o sistema de radiotelescópios Very Long Baseline Array (VLBA).
Fonte: (1)

02/07/2009

Buraco Negro "médio"

Pesquisadores encontram primeiro buraco negro "médio"

Um buraco negro com 500 vezes a massa do Sol, de tamanho intermediário entre os outros dois tipos de buracos negros conhecidos, foi descoberto pelo satélite XMM-Newton, da ESA (Agência Espacial Europeia).

Este novo tipo de buraco negro seria "o elo perdido" entre os buracos negros gigantes, com bilhões de vezes a massa solar (situados no centro da maior parte das galáxias), e os buracos negros com entre três e 20 vezes a massa do Sol, vestígios da morte de estrelas.

Ilustração mostra galáxia com primeiro buraco negro "médio" conhecido

"Não sabemos como se formam os buracos negros gigantes no centro das galáxias. Uma das hipóteses é que estes buracos negros sejam criados pela aglomeração de buracos negros de menor tamanho, com massa intermediária", explicou um dos autores do estudo, Didier Barret, astrofísico do Centro de Estudos Espaciais de Toulouse.

Barret participou da descoberta do HLX-1, considerado o "maior candidato" a integrar esta nova categoria de buracos negros, de massa intermediária, revela o estudo publicado na revista britânica "Nature". HLX-1 foi detectado como uma fonte ultraluminosa de raios X, a 290 milhões de anos-luz da Terra, na periferia da galáxia ESO 243-49.

"Sua luminosidade em raios X é excepcional: algo 260 milhões de vezes a luminosidade total do Sol", destacam o Centro Nacional de Estudos Espaciais da França e a Universidade britânica de Leicester. Ao cair no buraco negro, a matéria se aquece e emite raios X antes de ser "engolida" por este sorvedouro espacial.

Graças às observações realizadas entre novembro de 2004 e novembro de 2008 pelo telescópio espacial XMM-Newton, uma equipe internacional pode detectar o HLX-1 e mostrar que se trata de uma fonte única de raios X, e não uma sobreposição de objetos menos luminosos.

"Sua extrema luminosidade, assim como as propriedades de emissão de raios X observadas só podem ser explicadas pela presença de um buraco negro de massa superior a 500 massas solares", destacam CNES e Universidade de Leicester.
Fonte: (1)

08/04/2009

Anel de Poeira

Hubble revela anel de poeira no interior de galáxia brilhante

Galáxia NGC 7049 fica em constelação do hemisfério sul e contém vários aglomerados de estrelas
Os aglomerados de estrelas aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico

Os aglomerados de estrelas aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico

Uma nova imagem do Telescópio Espacial Hubble destaca anéis de poeira e aglomerados de estrelas na estranha galáxia NGC 7049. Essa galáxia tem uma aparência peculiar, que a coloca na divisa entre galáxias espirais e elípticas. Fica na constelação de Indus, ou Índio, e é mais brilhante de um aglomerado de galáxias, o que a coloca numa categoria chamada BCG.

As BCGs típicas estão entre as mais massivas e mais antigas galáxias conhecidas, e oferecem aos cientistas a oportunidade de estudar os aglomerados globulares que têm em seu interior.

Os aglomerados contidos em NGC 7049 aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico. Esse halo - a região de luz difusa que cerca a galáxia - é composto de milhares de estrelas, fornece o fundo luminoso que põe em evidência o notável anel de poeira que cerca o núcleo da galáxia.

Aglomerados globulares são agrupamentos muito densos de centenas de milhares de estrelas, mantidas juntas pela força da gravidade. Contêm algumas das primeiras estrelas produzidas em uma galáxia. NGC 7049 tem muito menos aglomerados que outras galáxias semelhantes.

A constelação de Indus é uma das menos notáveis do céu do hemisfério sul. Foi batizada pelo astrônomo holandês Petrus Plancius no século 16, a partir de observações feitas pelo navegador Pieter Dirkszoon Keyser e pelo explorador Frederick de Houtman.

Fonte: (1)

17/02/2009

Galáxia com bilhões de planetas

Até hoje foram descobertos mais de 300 planetas fora do Sistema Solar

A galáxia tem pelo menos 100 bilhões de planetas semelhantes à Terra, afirmou no sábado um cientista dos Estados Unidos durante a conferência anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência, em Chicago.

O PALHEIRO E A AGULHA
A primeira foto de um planeta (o ponto, no detalhe) de outra estrela, a Fomalhaut (em negro, no centro)

Alan Boss, do Carnegie Institution of Science, de Washington, disse ainda que muitos desses astros podem ser habitados por formas de vida simples.

Até hoje, os telescópios disponíveis conseguiram detectar pouco mais de 300 planetas fora do nosso Sistema Solar. No entanto, apenas alguns deles seriam capazes de abrigar a vida.

A maioria são "gigantes de gases", como Júpiter, enquanto outros orbitam tão perto de seu "Sol" que qualquer organismo teria que sobreviver a temperaturas elevadíssimas.

Galáxia tem bilhões de planetas como a Terra, diz cientista
Estrela Fomalhaut e planeta

'Bactérias'

Baseado na quantidade limitada de planetas descobertos até agora, Boss estimou que todos os corpos celestes semelhantes ao nosso Sol têm em média, em sua órbita, um astro com características semelhantes às da Terra.

"Não só esses planetas são provavelmente habitáveis, como também eles provavelmente serão habitados", disse o cientista à BBC.

"Mas creio que o mais provável é que essas 'Terras' próximas de nós sejam habitadas por seres que eram mais comuns na Terra há 3 ou 4 bilhões de anos, como as bactérias."

Segundo Boss, a missão Kepler da Nasa, prevista para ser lançada em março, deve começar a encontrar alguns desses planetas dentro de poucos anos.

Recentemente, um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, tentou quantificar quantas civilizações inteligentes viveriam no espaço e chegou à conclusão de que pode haver milhares delas.
Fonte: (1, 2)

12/02/2009

Formação das Galáxias

Cientistas desvendam história da formação das galáxias

Quase todas as grandes galáxias passaram por pelo menos uma fusão importante desde que o universo tinha seis bilhões de anos, segundo o maior estudo sobre sua forma e estrutura até hoje.

O estudo utilizou dados do Telescópio Espacial Hubble para analisar como teria sido a aparência de 21.092 galáxias quando o universo - hoje com cerca de 13,7 bilhões de anos - tinha entre 5,2 bilhões e 11,2 bilhões de anos.

As fusões tendem a deixar as galáxias com uma aparência assimétrica e maciça, e com base em análises de computador dessas características, o astrofísico Christopher Conselice da Universidade de Nottingham, Reino Unido, e seus colegas encontraram indícios de pelo menos duas mil fusões durante essa época.

Eles também encontraram uma correspondência entre o período de fusões e os episódios de explosões estelares. Conselice acrescenta que uma redução significativa das fusões, na época em que o universo tinha cerca de sete bilhões de anos, coincide com o período de diminuição na formação de estrelas previamente identificado. Como as imagens de cada galáxia representam apenas um momento de sua evolução, a equipe extrapolou suas descobertas para concluir que quase todas as galáxias teriam passado por uma fusão até os dias de hoje.


As fusões tendem a deixar as galáxias com uma aparência assimétrica e maciça

Fábricas de estrelas

Galáxias podem construir estrelas a partir de suas próprias reservas de gás, ou através do recebimento de uma nova injeção de gás e energia cinética quando uma grande galáxia se choca com outra. No universo de hoje, essas fusões massivas são raras. Mas no passado, diz Conselice, essas fusões criaram condições para explosões estelares que geraram estrelas a um ritmo de cerca de 200 massas solares por ano - 100 vezes o ritmo da formação estelar de nossa atual Via Láctea.

"As fusões transformam fundamentalmente a estrutura dessas galáxias e sua maneira de desenvolvimento," diz Conselice. "Duas galáxias ricas em gás se chocam e as nuvens gasosas colidem, formando estrelas."

Os resultados se baseiam em mais de sete vezes o número de galáxias do estudo comparável mais recente.

No entanto, alguns astrônomos dizem que ainda não está claro se as fusões são a raiz das explosões estelares. "É difícil determinar se a aparência irregular das galáxias distantes se deve a fusões ou a locais irregularmente distribuídos de formação altamente ativa de estrelas," diz o astrônomo Pieter van Dokkum da Universidade Yale.

Mark Dickinson, um astrônomo do Observatório Nacional de Astronomia Óptica de Tucson, Arizona, observa que existe agora evidência de que elevados ritmos de formação de estrelas acontecem ao longo de centenas de milhões de anos e não em explosões de 10 milhões de anos. "Se as explosões estelares fossem causadas pelas fusões, você esperaria a segunda opção," diz Dickinson.

Conselice espera que mais dados fortaleçam sua hipótese. Ele diz que o próximo passo será uma análise similar usando dados futuros da Câmera 3 de Campo Largo do Telescópio Espacial Hubble, que deve ser instalada em maio. Operando em um espectro infravermelho, a câmera vai coletar luz de épocas mais antigas da história do universo.

Mas resolver a questão de uma vez por todas deve exigir observações tanto de uma nova classe de telescópios terrestres de 30 metros quanto do Telescópio Espacial James Webb, que deve ser lançado em 2013.
Fonte: (1)

07/02/2009

Um olhar pela lente

Galáxia Centaurus A

Imagem da galáxia Centaurus A mostra, de forma inédita, seu buraco negro central, supermassivo. O registro foi feito pelo telescópio Apex, no Chile, e com informações processadas pelo observatório de raios-x Chandra. O jato de raios-x acima e à esquerda estende-se por cerca de 13 mil anos-luz do buraco negro . Os dados indicam que o material viaje a uma rapidez equivalente à metade da velocidade da luz.

06/02/2009

Galáxia Espiral Anêmica

Telescópio Hubble faz nova imagem de galáxia espiral "anêmica"

O telescópio espacial Hubble, que "luta" para se manter ativo, fez uma nova imagem da galáxia NGC 4921, localizada na constelação Cabeleira de Berenice, a 320 milhões de anos-luz da Terra.


A NGC 4921 é um tipo de galáxia pouco comum nessa constelação é classificada como "espiral anêmica", porque as formações estelares em seus braços são muito menos intensas. Com isso, há um espiral de poeira bastante fino ao redor da galáxia, acompanhado de estrelas jovens e brilhantes.
Fonte: (1)