02/07/2009

Buraco Negro "médio"

Pesquisadores encontram primeiro buraco negro "médio"

Um buraco negro com 500 vezes a massa do Sol, de tamanho intermediário entre os outros dois tipos de buracos negros conhecidos, foi descoberto pelo satélite XMM-Newton, da ESA (Agência Espacial Europeia).

Este novo tipo de buraco negro seria "o elo perdido" entre os buracos negros gigantes, com bilhões de vezes a massa solar (situados no centro da maior parte das galáxias), e os buracos negros com entre três e 20 vezes a massa do Sol, vestígios da morte de estrelas.

Ilustração mostra galáxia com primeiro buraco negro "médio" conhecido

"Não sabemos como se formam os buracos negros gigantes no centro das galáxias. Uma das hipóteses é que estes buracos negros sejam criados pela aglomeração de buracos negros de menor tamanho, com massa intermediária", explicou um dos autores do estudo, Didier Barret, astrofísico do Centro de Estudos Espaciais de Toulouse.

Barret participou da descoberta do HLX-1, considerado o "maior candidato" a integrar esta nova categoria de buracos negros, de massa intermediária, revela o estudo publicado na revista britânica "Nature". HLX-1 foi detectado como uma fonte ultraluminosa de raios X, a 290 milhões de anos-luz da Terra, na periferia da galáxia ESO 243-49.

"Sua luminosidade em raios X é excepcional: algo 260 milhões de vezes a luminosidade total do Sol", destacam o Centro Nacional de Estudos Espaciais da França e a Universidade britânica de Leicester. Ao cair no buraco negro, a matéria se aquece e emite raios X antes de ser "engolida" por este sorvedouro espacial.

Graças às observações realizadas entre novembro de 2004 e novembro de 2008 pelo telescópio espacial XMM-Newton, uma equipe internacional pode detectar o HLX-1 e mostrar que se trata de uma fonte única de raios X, e não uma sobreposição de objetos menos luminosos.

"Sua extrema luminosidade, assim como as propriedades de emissão de raios X observadas só podem ser explicadas pela presença de um buraco negro de massa superior a 500 massas solares", destacam CNES e Universidade de Leicester.
Fonte: (1)

Terra vista do Espaço

Um dos assuntos que me desperta maior interesse é sem dúvida nenhuma sobre o Universo, a Terra, as Estrelas, ...

Aproveito para deixas esse link (fotos magníficas) para todos terem oportunidade de observar 35 fotografias da terra tiradas pela NASA a bordo Estação Espacial Internacional - ISS.

Enjoy!

29/06/2009

Lançamento de Satélite

Assista ao lançamento do satélite geoestacionário GOES-O, o satélite servirá para melhorar previsão do tempo e monitorar eventos ambientais ao redor do mundo.


28/06/2009

Spirit faz novas descobertas em Marte

Atolado, robô Spirit faz novas descobertas em Marte

Os diferentes solos revelados pelo robô; as cores foram intensificadas para reforçar contraste
O robô Spirit, preso em um tipo de solo marciano que dificulta a tração de suas rodas, está tirando vantagem da situação para aprender mais sobre a história do clima do planeta vermelho.

Atoleiro pode marcar fim da missão Spirit em Marte

Em abril, o Spirit entrou em uma área composta de pelo menos três camadas de solo, de diferentes cores, escondidas sob um manto de areia escura. Cientistas apelidaram o local de "Troia". Ao girar, as rodas do robô acabaram enterrando-se no local. A equipe responsável pelo robô está há semanas estudando meios de desatolá-lo.

Enquanto espera instruções detalhadas, o Spirit está examinando Troia, que fica a cerca de 3 km do local onde o robô desceu em Marte, em janeiro de 2004.

Segundo um dos cientistas envolvidos no controle do robô, Ray Arvidson, "por sorte, Troia é um dos lugares mais interessantes onde Spirit já esteve. Fomos capazes de estudar cada camada, cada coloração diferentes dos solos interessantes expostos pelas rodas".

Rodas girando em falso na areia revelam camadas do solo marciano até então desconhecidas

"As camadas têm areia basáltica, areia rica em sulfatos e áreas com materiais ricos em sílica, possivelmente separados pelo vento e cimentados por finas camadas de água. Ainda estamos na fase de ter diversas hipóteses", disse Arvidson.
Fonte: (1)

26/06/2009

Cometa explodiu sobre a Sibéria

Cometa explodiu sobre a Sibéria em 1908, indica estudo

Um século atrás, um cometa se chocou com a Terra, afirma um novo estudo sobre o evento de Tunguska, a explosão que destruiu mais de 2.000 km2 de floresta na Sibéria em 1908. A conclusão, defendida agora por geocientistas dos EUA, saiu de uma comparação entre os recentes lançamentos de ônibus espaciais e a explosão do cometa há 101 anos, o bólido se desintegrou no ar vários quilômetros antes de chegar ao solo, devido ao atrito com a atmosfera.

A inusitada semelhança entre cometas e espaçonaves, dizem os cientistas, é que ambos podem desencadear a formação de um tipo especial de nuvem. São as chamadas nuvens noctilucentes --visíveis à noite por surgirem em baixas temperaturas a grandes altitudes e abrigarem partículas com cristais de gelo brilhantes.

Árvores derrubadas na explosão de Tunguska, em 1908; cometa se chocou com a Terra e destruiu mais de 2.000 km2 de floresta

Como cometas possuem alta proporção de gelo em sua composição, o impacto de um deles com a Terra liberaria uma enorme quantidade de vapor de água a grandes altitudes (até 85 km) devido ao superaquecimento causado pelo choque.

E ônibus espaciais fazem o mesmo: por usarem hidrogênio e oxigênio como combustível, liberam até 300 toneladas de vapor d'água cada vez que decolam para o espaço, fruto da reação química que gera energia para seus propulsores.

Como nuvens noctilucentes haviam sido vistas em 1908 um dia após o evento de Tunguska, alguns cientistas já haviam proposto a hipótese do impacto de um cometa. Uma coisa, porém, estava mal explicada: elas haviam sido observadas no Reino Unido e arredores, não na Sibéria. Nenhuma teoria explicava como nuvens poderiam viajar tão rápido a distância entre esses dois lugares.

No estudo divulgado ontem, liderado por Michael Kelley, da Universidade de Cornell (EUA), uma explicação para isso finalmente é apresentada. Ao observar a formação de nuvens desencadeadas por lançamentos de ônibus espaciais, os cientistas descobriram que as nuvens noctilucentes se espalham na superfície da atmosfera por um fenômeno chamado "turbulência bidimensional".

Segundo Kelley, a mesma coisa é o que acontece na superfície de uma xícara cheia. "Se você joga um pouco de creme no centro do seu café, logo ele vai se espalhar por toda a superfície", explicou o cientista.

Segundo ele, isso acontece porque redemoinhos superficiais são mais poderosos que os profundos. "Em turbulência 2-D, redemoinhos aumentam com o tempo. Em 3-D, eles apenas se reduzem."

Segundo o pesquisador, a ideia que deu origem para o estudo surgiu um ano e meio atrás, quando ele assistiu ao lançamento de um ônibus espacial pela primeira vez.

"Assim que o vi, eu tinha a solução", diz. Ele reconhece, porém, que teve um pouco de sorte, já que ônibus espaciais não liberam vapor d'água durante todo o percurso de decolagem, só nos propulsores acionados mais no alto. "A mágica é que a espaçonave entra em ignição na mesma altitude em que o cometa se desintegra."
Fonte: (1)

Spirit está "preso" nas areias de Marte

Veículo explorador da Nasa está "preso" nas areias de Marte

Um dos dois veículos exploradores da Nasa em Marte, o Spirit, está preso nas areias do planeta e uma de suas seis rodas continua inutilizada, informou o JPL (Laboratório de Propulsão a Jato, em inglês) da agência espacial americana.

O problema se deve ao fato de que uma rocha na parte inferior do veículo --que tem o tamanho de uma lavadora doméstica-- impede que outras rodas se assentem sobre a superfície. Além disso, a roda anterior direita segue inutilizada.

Réplica da sonda Spirit, que está presa nas areias de Marte; uma das rodas está inutilizada, mas local é favorável, dizem cientistas

No entanto, longe de ser um inconveniente, o local onde o Spirit se encontra, batizado como "Troia" pela Nasa, é uma bênção para os cientistas, porque possibilita a reunião de boas informações sobre o ambiente do planeta, disse o JPL em comunicado.

"Foi uma casualidade. Troia é um dos locais mais interessantes pelos quais o Spirit já passou", disse Louis Arvidson, um dos diretores de pesquisa científica do veículo e de seu "gêmeo", o Opportunity. Segundo cientistas do Centro Espacial Johnson da Nasa em Houston (EUA), dados iniciais apontam para a presença de ferro na forma de sulfato férrico.

Por outra parte, as diferenças de cor observadas na superfície pela câmera panorâmica do Spirit poderiam ser atribuídas a diferenças na hidratação dos sulfatos férricos, segundo os cientistas.

A pesquisa sobre o ambiente marciano em Troia se viu beneficiada também pelos ventos que sopraram sobre a região em abril e maio últimos e que limparam os painéis solares do Spirit e aumentaram sua provisão de energia.

"Se o veículo fica preso, é bom que isso tenha ocorrido em um local tão interessante cientificamente", afirma Richard Moddis, cientista do Centro Espacial Johnson.

O Spirit e o Opportunity desceram em pontos opostos da superfície marciana em janeiro de 2004.
Fonte: (1)

Lua de Saturno - condições para a vida

Lua de Saturno tem condições para vida, diz estudo

Dois estudos publicados nesta quinta-feira na revista científica Nature discutem hipóteses sobre a existência de um oceano de água salgada – em outras palavras, condições para o desenvolvimento de vida – nas profundezas subterrâneas de Enceladus, uma das luas de Saturno.



Os dois estudos, que chegam a conclusões discrepantes, analisaram amostras de uma coluna de gases, vapor de água e minúsculas partículas de gelo que emana violentamente da superfície do corpo celeste. Os cientistas tentam encontrar explicações para as observações divergentes.

No primeiro estudo, os pesquisadores Nikolai Brilliantov, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha, e Juergen Schmidt, da Universidade de Potsdam, na Alemanha, defendem a teoria de que a coluna expelida da superfície de Enceladus é alimentada por um oceano salgado subterrâneo.

A hipótese de um oceano subterrâneo já vinha sendo investigada pelos cientistas. Agora, ao analisar o material recolhido em 2005 pela sonda Cassini, eles dizem ter detectado sais de sódio entre as partículas de gelo lançadas a centenas de quilômetros no espaço.

Para Brilliantov e Schmidt, este fato corrobora as teorias atuais de que, sempre que uma lua tiver um oceano subterrâneo profundo em contato com a superfície rochosa por muitos milhões de anos, este oceano será salgado.

Vida fora da Terra

De acordo com o estudo, os resultados indicam que a concentração de cloreto de sódio neste corpo de água pode ser tão alta quanto nos oceanos terrestres.

“A Enceladus é um dos lugares com maiores chances de se encontrar vida no Sistema Solar fora da Terra”, disse à BBC o cientista John Spencer, da missão espacial Cassini.

“Estão presentes os três principais ingredientes necessários à vida – os elementos químicos básicos, os blocos básicos, uma fonte de energia, e agora achamos que existe água também. Todos os elementos estão aí. Se isto é suficiente para gerar vida ainda não sabemos, mas estamos muito interessados em saber mais.”

Enceladus está localizada no anel mais distante de Saturno, “E”. Além da Terra, de Marte e da lua de Júpiter Europa, é um dos poucos lugares nos quais astrônomos dizem ter evidências diretas da existência de água.

Entretanto, um segundo estudo publicado na edição desta quinta-feira da Nature diz não ter encontrado evidências de sódio nas partículas emanadas da coluna de vapor – o que não confirmaria a hipótese de “gêiseres” alimentados por um oceano subterrâneo.

Discrepâncias

O professor Nicholas Schneider, do Laboratório para Física Atmosférica e Espacial da Universidade de Colorado, nos EUA, disse que a diferença nos resultados pode ser explicada pela existência de cavernas profundas nas quais a água evapora lentamente.

“Só se a evaporação fosse mais explosiva, ela conteria mais sais”, afirmou Schneider.

Se for correta a hipótese das cavernas, ele raciocinou, o vapor só seria expelido violentamente no vácuo do espaço ao vazar por rachaduras na superfície gelada de Enceladus conhecidas como “listras de tigres”.

“A idéia da evaporação de um oceano profundo e cavernoso não é tão dramática quanto a que imaginamos antes, mas é possível tendo em vista os resultados até o momento”, disse o pesquisador.

Mas ele advertiu que as evidências podem também significar eventos distintos. “Pode ser gelo aquecido virando vapor no espaço. Poderia até haver locais onde a crosta fricciona em si mesma e este atrito cria água líquida que então evapora no espaço”, prosseguiu.

“Estas são hipóteses que não podemos verificar com os resultados obtidos até agora.”
Fonte: (1)

Vulcão fotografado da Estação Internacional

Estação Espacial fotografa erupção de vulcão da Rússia

Nave sobrevoava remota ilha russa de Matua, no Pacífico, quando flagrou fenômeno no vulcão Sarychev.

A câmera da Estação Espacial Internacional registrou um flagrante de uma erupção do vulcão Sarychev, em Matua, uma remota ilha russa a nordeste do Japão, observando a Terra de uma altitude de cerca de 350 quilômetros.

A imagem é de um vulcão numa remota ilha da Rússia

A força da erupção, no dia 12 de junho, abriu um buraco nas nuvens, proporcionando um espetáculo para os astronautas a bordo. A última erupção do Sarychev foi em 1989.

As imagens capturadas pela nave despertaram grande interesse entre estudiosos de vulcões porque elas registram vários fenômenos observados nos primeiros estágios de uma erupção forte. A coluna de fumaça parece ser uma combinação de cinzas de coloração marrom e vapor esbranquiçado.

Em cima da nuvem há uma camada de nuvens brancas, quase como uma camada de neve sobre um cogumelo. Esta camada de ar condensado é consequência da elevação rápida da coluna sobre o ar frio que está sobre ela.

A ilha de Matua é desabitada.
Fonte: (1)

24/06/2009

Sonda Japonesa Colide com a Lua

A sonda lunar japonesa Kaguya se chocou contra o hemisfério sul da Lua, produzindo um flash luminoso na região noturna do satélite e que pode ser registrado por observatórios terrestres. O evento marca o final da missão japonesa de mapeamento selenográfico, iniciado em setembro de 2007.

Ainda não se conhece ao certo os parâmetros cinéticos do choque, uma vez que a agência espacial japonesa, JAXA, não divulgou os detalhes do ângulo de impacto e velocidade nominal, mas estima-se que a sonda atingiu a Lua a 6 mil quilômetros por hora em ângulo bastante raso. Devido à elevada massa da sonda, de 2900 quilos, a energia do impacto deve ser superior a 1 tonelada de TNT.

Infelizmente, a colisão aconteceu no lado distante da lua, mas é possível ver quão perto a sonda estava da superfície lunar, e mostra um nível de detalhes nunca antes visto. Não deixe de conferir!

16/06/2009

Diploma de Doutorado de Einstein

Diploma de doutorado de Einstein é leiloado por 200 mil euros

O documento foi expedido pelo Departamento de Matemática e Ciências Naturais da Universidade de Zurique

O diploma de dourttor que Albert Einstein recebeu em 1906, na Suíça

O diploma de doutor que Albert Einstein recebeu em 1906, na Suíça
GENEBRA - O diploma de doutorado do físico e humanista alemão Albert Einstein foi adquirido por mais de 300 mil francos suíços (198 mil euros, ou mais de R$ 500 mil) em um leilão na cidade suíça de Lucerna.

O documento, expedido pelo Departamento de Matemática e Ciências Naturais da Universidade de Zurique, foi adquirido por um colecionador particular, comentou o diretor da Galeria Fischer Auktionen AG, Kuno Fischer, em comunicado.

Com data de 15 de janeiro de 1906, o preço do documento estava avaliado entre 20 mil e 30 mil francos suíços (13.254 e 19.882 euros).

Naquele ano, o físico entregou uma tese sobre um novo método de medição das dimensões moleculares, na qual explicava como calcular o tamanho de um átomo.

Em 1905, antes de doutorar-se, o físico já havia publicado seu primeiro artigo sobre a Teoria da Relatividade e descrito o efeito fotoelétrico, o que lhe deu o Prêmio Nobel de Física em 1921.

O discurso de Einstein na cerimônia de entrega do título de doutor honoris causa da Universidade de Genebra, em 1909, também foi leiloado hoje, por 102 mil francos (67.579 euros).

Fonte: (1)

22/05/2009

Atlantis passando diante do sol

Nasa fotografa o Atlantis passando diante do Sol

O ônibus espacial está na última das missões tripuladas enviadas ao Telescópio Espacial Hubble

Em imagem feita na terça-feira, 12, mas só divulgada nesta segunda, 18, a silhueta do ônibus espacial Atlantis, atualmente em missão de reparos no Telescópio Espacial Hubble, aparece em contraste com o Sol ao fundo. No dia em que a foto foi tirada, a nave estava a caminho do telescópio.


O Atlantis e sua tripulação viajam numa órbita especialmente alta, de 560 quilômetros acima da Terra, repleta de pedaços de satélites destruídos.

Um pedaço de lixo espacial de 10 centímetros passou voando a cerca de três quilômetros do ônibus espacial na noite de quarta-feira, 13, poucas horas antes de o braço mecânico da nave agarrar o Hubble. Mesmo um pedaço de metal tão pequeno poderia causar graves danos à nave.

Nesta missão, os astronautas trabalham para dotar o Hubble, que está no espaço há 19 anos, de dois novos instrumentos científicos de última geração, com valor estimado em US$ 220 milhões, além de novas baterias e novos giroscópios. Reformado, o telescópio deverá ser capaz de olhar profundamente para o passado do Universo, até 13 bilhões de anos atrás e permanecer útil por, no mínimo, mais cinco anos.

Com isso, o Hubble talvez venha a ser capaz de trabalhar em conjunto com seu sucessor, o Telescópio Espacial James Webb, que tem lançamento previsto para 2014. Ao contrário di Hubble, que foi lançado por um ônibus espacial e já foi visitado por astronautas quatro vezes, o Webb será levado ao espaço numa nave não tripulada e ficará em órbita numa altitude inacessível para seres humanos.

Fonte: (1)

15/04/2009

"Show de Luzes" em buraco negro

Telescópio Hubble registra 'show de luzes' em buraco negro

A explosão veio de uma bolha de matéria num buraco negro no centro da galáxia elíptica de M87.

O telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), testemunhou um verdadeiro show de luzes vindo de um buraco negro no centro de uma galáxia.

A explosão de luz veio de uma bolha de matéria chamada HST-1, embutida em um jato de matéria, um poderoso e estreito raio de gás quente produzido por um buraco negro que fica no centro de uma galáxia elíptica e gigantesca, a M87.

O HST-1 é tão brilhante que está ofuscando até o centro brilhante da galáxia M87, cujo buraco negro é um dos maiores já descobertos.

Sequência de perda e ganho de brilho no jato d e matéria HST-1. Imagem: Hubble Space Telescope

A massa de gás brilhante tem dado um espetáculo para astrônomos. Os cientistas observaram o brilho estável do HST-1 por vários anos, até que ele se apagasse. E então o HST-1 se reacendeu e agora os astrônomos afirmam que é difícil prever o que vai acontecer.

O telescópio Hubble está observando esta atividade nos últimos sete anos, fornecendo imagens detalhadas dos eventos. O telescópio dá aos astrônomos uma visão única, próxima do ultravioleta do jato de luz que os telescópios na Terra não conseguem alcançar.

"A visão precisa do Hubble permite definir o HST-1 e separar do buraco negro", afirmou o o astrônomo Juan Madrid, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá.

Madrid reuniu sete anos de imagens de arquivo do jato de luz, capturadas pelo Hubble, incluindo as mudanças no comportando do HST-1 durante o tempo.

O jato de luz pode fornecer dados sobre a variação de jatos em buracos negros de galáxias distantes, que são difíceis de estudar por estarem tão longe da Terra.

A galáxia M87, por exemplo, está a 54 milhões de anos-luz da Terra, no Grupo de Virgem, uma região próxima no universo, com a maior densidade de galáxias.

"Não esperava que o jato na M87, ou que qualquer outro jato em um buraco negro, aumentasse o brilho da maneira que este jato faz", disse Madrid.

"Ficou 90 vezes mais brilhante que o normal. A questão é: isto ocorre com todos os jatos ou núcleos ativos, ou estamos observando um comportamento incomum da (galáxia) M87?", questionou o astrônomo.

Razões para o brilho

Apesar das muitas observações feitas pelo Hubble e outros telescópios, os astrônomos não tem certeza da causa do brilho.

Uma das explicações mais simples é que o jato atingiu uma linha de poeira ou nuvem de gás e então está brilhando devido à colisão.

Outra possibilidade é que as linhas do campo magnético do jato estão espremidas, juntas, o que libera uma grande quantidade de energia.

Este fenômeno é semelhante à maneira como se desenvolvem as explosões solares e é até um mecanismo de criação das auroras na Terra.

Agora, o astrônomo Juan Madrid espera que as observações futuras do HST-1 revelem a causa da atividade misteriosa.

"Esperamos que as observações nos forneçam algumas teorias com boas explicações sobre os mecanismos que estão causando os jatos de luz", afirmou.

"Os astrônomos querem saber se esta é uma instabilidade intrínseca ao jato quando abre caminho para fora da galáxia ou se pode ser outra coisa", acrescentou.

Fonte: (1)

08/04/2009

Imagem do Dia

Imagem da Nasa mostra aterrissagem da nave Soyuz TMA-13 no Cazaquistão, com três tripulantes, após 177 dias no espaço

Anel de Poeira

Hubble revela anel de poeira no interior de galáxia brilhante

Galáxia NGC 7049 fica em constelação do hemisfério sul e contém vários aglomerados de estrelas
Os aglomerados de estrelas aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico

Os aglomerados de estrelas aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico

Uma nova imagem do Telescópio Espacial Hubble destaca anéis de poeira e aglomerados de estrelas na estranha galáxia NGC 7049. Essa galáxia tem uma aparência peculiar, que a coloca na divisa entre galáxias espirais e elípticas. Fica na constelação de Indus, ou Índio, e é mais brilhante de um aglomerado de galáxias, o que a coloca numa categoria chamada BCG.

As BCGs típicas estão entre as mais massivas e mais antigas galáxias conhecidas, e oferecem aos cientistas a oportunidade de estudar os aglomerados globulares que têm em seu interior.

Os aglomerados contidos em NGC 7049 aparecem, na imagem do Hubble, como pontos brilhantes no halo galáctico. Esse halo - a região de luz difusa que cerca a galáxia - é composto de milhares de estrelas, fornece o fundo luminoso que põe em evidência o notável anel de poeira que cerca o núcleo da galáxia.

Aglomerados globulares são agrupamentos muito densos de centenas de milhares de estrelas, mantidas juntas pela força da gravidade. Contêm algumas das primeiras estrelas produzidas em uma galáxia. NGC 7049 tem muito menos aglomerados que outras galáxias semelhantes.

A constelação de Indus é uma das menos notáveis do céu do hemisfério sul. Foi batizada pelo astrônomo holandês Petrus Plancius no século 16, a partir de observações feitas pelo navegador Pieter Dirkszoon Keyser e pelo explorador Frederick de Houtman.

Fonte: (1)

03/04/2009

Asteróide a Caminho da Terra

Asteróide está a caminho da Terra e pode colidir em 2014.

Um asteróide de pouco mais de um quilômetro de diâmetro estaria a caminho da Terra e poderia colidir com o planeta em 21 de março de 2014, segundo astrônomos da agência britânica responsável pelo monitoramento de objetos potencialmente perigosos para o planeta. Mas, ao menos na estatística, não parece ser o fim do mundo --a chance de uma colisão catastrófica é de apenas uma em 250 mil.

Chamado de 2003 QQ47, o asteróide se aproxima da Terra a uma velocidade de 32 km/s, o equivalente a 115 mil km/h. Com 1,2 quilômetro de diâmetro, ele tem um décimo da massa do meteorito que, acredita-se, levou à morte dos dinossauros há 65 milhões de anos.

O 2003 QQ47 será monitorado de perto pelas agências espaciais do hemisfério norte nos próximos dois meses. Segundo os astrônomos, as chances de impacto podem cair ainda mais conforme mais dados forem coletados. O alerta foi emitido pelo órgão depois que o asteróide foi avistado pela primeira vez, no Novo México (EUA).

O impacto de um corpo celeste dessas dimensões seria equivalente à explosão de 20 milhões de bombas atômicas semelhantes às lançadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima há quase 60 anos, segundo um porta-voz do Centro de Informação sobre Objetos Próximos à Terra, no Reino Unido.


Asteróides como o 2003 QQ47 são pedaços de pedra que restaram após a formação do sistema solar, há 4,5 bilhões de anos. A maioria deles orbita o Sol em um cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, a uma distância segura da Terra. Mas a influência gravitacional de planetas gigantes como Júpiter podem arrancar estes objetos de suas órbitas originais e lançá-los no espaço.

No site do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial norte-americana), há um simulador que mostra as órbitas da Terra e do asteróide no decorrer do tempo.

Fonte: (1)