29/09/2009

Sonda Messenger chega em Mercúrio

A sonda Messenger da Nasa chega a Mercúrio nesta terça-feira (29) para fazer seu último rasante com o objetivo de tirar 1.500 fotos. As imagens serão analisadas por cientistas que vão estudar características do solo desse planeta.
Algumas crateras já fotografadas nas duas missões anteriores serão fotografadas novamente. Elementos químicos como cálcio e sódio vão ser detalhadamente verificadas com recursos especiais contidos na sonda.
Lançado em 2004, a Messenger é considerada muito rápida por suas manobras e nível de detalhe das imagens. O aparelho já percorreu milhares de quilômetros no espaço e passou também por Vênus, em 2007. Ela entrará na órbita de mercúrio em 2011.

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China elabora mapa da Lua em três dimensões

Imagem ajudará cientistas a estudar e compreender as características da superfície lunar

A imprensa oficial da China informou  que o país elaborou um mapa de alta definição em três dimensões de toda a superfície da Lua, o que prepara o caminho para uma futura missão ao satélite.

Depois de ter enviado o primeiro homem ao espaço em 2003 - o terceiro país a alcançar a façanha -, a China planeja enviar um voo não tripulado à superfície lunar em 2012 e uma missão tripulada ao satélite da Terra até 2020.

A agência Xinhua (Nova China) diz que o mapa foi elaborado com o uso de imagens obtidas por uma câmera instalada na primeira sonda lunar chinesaa - a Chang'e 1 -, lançada em outubro de 2007.

Liu Xianlin, membro da Academia Chinesa de Cartografia, contou que o mapa em três dimensões permitirá aos cientistas estudar as características da superfície lunar e melhorar a compreensão de sua geologia e sua evolução.

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28/09/2009

Conheça os 8 planetas do Sistema Solar

 

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Mercúrio é um planeta seco, quente e quase não tem ar. O planeta fica a quase 58 milhões de quilômetros do Sol e não tem lua nem atmosfera. Fica tão perto do Sol que as temperaturas da superfície podem chegar a 430oC. Assim como a Lua, o planeta é coberto por uma camada fina de minerais. Mercúrio também tem áreas de terra amplas e planas, precipícios e muitas crateras profundas como as da Lua. Cientistas dizem que o interior de Mercúrio e da Terra é feito de ferro.

 

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Vênus é o segundo planeta mais próximo do Sol e é quase do mesmo tamanho da Terra. A superfície do planeta é cheia de montanhas, vulcões, cânions e crateras. O planeta é coberto por nuvens de ácido sulfúrico, uma substância mortal. Vênus também é um planeta muito quente: a temperatura na superfície é de 460oC. Os cientistas enviaram uma nave para explorar o planeta. A primeira a sonda passar perto do planeta foi a Mariner 2, em 1962.

 

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A Terra é o terceiro mais próximo do Sol e o maior dos quatro planetas rochosos. É uma esfera gigantesca (achatada nos polos norte e sul), formada por água (70% do planeta), rochas e solo e envolvida pela atmosfera. A atmosfera da Terra é formada principalmente por nitrogênio e um pouco de oxigênio. Entre os planetas do sistema, a Terra tem condições únicas: mantém grandes quantidades de água em estado líquido, tem placas tectônicas e um forte campo magnético.

 

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Marte é um planeta avermelhado, coberto por rochas e crateras (grandes buracos). O planeta se move ao redor do Sol em uma órbita elíptica (oval) e leva cerca de 687 dias para dar uma volta completa. Marte tem duas luas: Fobos e Deimos. O solo de Marte é muito frio: geralmente fica abaixo de zero grau Celsius. A atmosfera do p´laneta vermelho não tem oxigênio. Alguns cientistas dizem que talvez tenha existido no planeta há bilhões de anos, mas hoje não há prova de qualquer ser vivo no planeta.

 

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Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar e tem mais massa do que todos os outros planetas juntos. O planeta tem camadas de gás e as quatro maiores luas do Sistema Solar – Io, Europa, Ganimedes e Calisto – que são maiores que Plutão. Em volta do equador de Júpiter existem três anéis finos, formados principalmente por partículas de poeira. Duas sondas Voyager foram enviadas a Júpiter em 1979 e enviaram fotos do planeta. De 1995 a 2003, a sonda Galileo ficou na órbita de Júpiter.

 

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Saturno é outro planeta gigante, que tem anéis brilhantes. A atmosfera gasosa de Saturno não é tão colorida quanto a de Júpiter. É o segundo maior planeta depois de s Júpiter. A característica mais famosa de Saturno é o brilhante sistema de anéis, o único visível da Terra.Titã, a lua de Saturno, é maior do que Plutão e Mercúrio. Titã tem uma atmosfera compacta de nitrogênio e metano

 

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Urano foi o primeiro planeta a ser descoberto com um telescópio. Urano é o planeta mais distante do Sol – só Netuno fica mais longe do Sol do que ele. O planeta é quase quatro vezes maior do que a Terra. Os cientistas dizem que a superfície de Urano é feita de nuvens azul-esverdeadas de gás metano. Abaixo da superfície do planeta existem camadas de água misturadas com o gás amônia. O centro do planeta é rochoso, como o da Terra. Urano leva 84 anos terrestres para fazer uma volta completa

 

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Netuno é coberto por luzes azuis brilhantes. Como essas nuvens se parecem com a água, o planeta foi chamado em homenagem ao deus romano dos mares. Os cientistas dizem que a maior parte do planeta é formada por gases, água e minerais. Netuno é muito frio e sua atmosfera não tem oxigênio. O planeta leva 165 anos para dar a volta em torno do Sol. Netuno é quatro vezes maior do que a Terra. O planeta tem pelo menos 13 luas (satélites naturais) e vários anéis

Fonte: (1)

25/09/2009

Formação incomum

Observando a estrela LRLL 31 - localizada na região da constelação de Perseus, a cerca de mil anos-luz - com a visão infravermelha do telescópito espacial Spitzer, astrônomos da Nasa encontraram um padrão incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca. Segundo os cientistas, esse padrão diferenciado poderia significar que a estrela tem um pequeno planeta - ou outra estrela - como companheiro.

Os dados mostram também que o comprimento de onda da luz emanada pelo disco de poeira se altera de semana a semana, o que é considerado um curtíssimo espaço de tempo para os fenômenos espaciais e que, segundo os astrônomos, é muito incomum.

Os cientistas afirmam que essa alteração poderia ser causada pelo 'companheiro' da estrela (representado na imagem como um pequeno planeta). Se o companheiro girasse em torno da estrela, a gravidade dele poderia empurrar a parte interna do disco e formar uma deformação como uma parede.

Essa parede também giraria em torno da estrela, provocando uma sombra na parte externa do disco. Quando a parede está na parte do disco mais próxima ao Telescópio, mais luz infravermelha de curto comprimento de onda deve ser observada. E foi esta variação que o Spitzer observou.

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  Nesta imagem, especialistas da Nasa reproduzem a formação incomum na nuvem de gás e poeira que a cerca a estrela LRLL 31 - localizada na região da constelação de Perseus.

Água na Lua

Cientistas da NASA encontraram água na superfície da Lua. Mas calma: quando eles dizem água, querem dizer moléculas.

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Apesar de não se tratar dos rios, mares e lagos que normalmente a palavra “água” pode evocar na imaginação dos terráqueos, a descoberta é um grande passo para a melhor compreensão da Lua – e quem sabe sua futura exploração como base de lançamentos para outras regiões do Sistema Solar.

Instrumentos a bordo de três naves diferentes revelaram moléculas de água em quantidade bem maior do que o previsto – mas ainda assim, um volume bastante pequeno. Além de H2O, foram encontradas moléculas de hidroxila, compostas de um átomo de oxigênio e outro de hidrogênio.

O mais interessante é que as moléculas de água estão na superfície lunar, interagindo com a poeira e com as pedras. Elas foram encontradas em diversas áreas da região ensolarada da Lua, e sua presença era mais forte quanto maior a latitude.

Apesar da quantidade não ser conhecida com precisão, a NASA afirma que ela não deve ser muita. Para se ter uma ideia, se uma tonelada da camada superficial da Lua fosse recolhida, haveria nela menos de um litro de água.

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Imagem mostra jovem cratera lunar vista pelo instrumento Moon Mineralogy Mapper, a bordo do Chandrayaan-1 spacecraft. À esquerda, o brilho em comprimentos curtos de ondas infravermelhas. À direita, a distribuição de materiais ricos em água (azul) é mostrada o redor da cratera. Foto: ISRO/NASA/JPL-Caltech/USGS/Brown Univ.

A descoberta foi anunciada em coletiva de imprensa hoje e publicada na revista Science. A confirmação de moléculas de água e de hidroxila a estas concentrações nos pólos lunares levanta novas questões sobre sua origem e seus efeitos - sem falar na importância simbólica do achado: apesar da presença de gelo no satélite natural da Terra já havia sido anunciada em 1998, encontrar água líquida na Lua é quase um Santo Graal para os astrônomos.

O instrumento Moon Mineralogy Mapper, ou M3, foi o primeiro a reportar o achado. Lançado no dia 22 outubro de 2008 a bordo da nave Chandrayaan-1, da agência especial indiana, ele mediu a luz refletida pela lua em infravermelho. Dividindo as cores da superfície lunar em pequenos pedaços, ele revelou detalhes da composição do solo.

Aos analisar os dados do instrumento, a equipe do M3 viu que os comprimentos de onda da luz sendo absorvida eram consistentes com o padrão de absorção de moléculas de água e hidroxila. Para confirmar as informações, a nave Cassini foi acionada. Com seu espectrômetro de mapeamento visual infravermelho, ela confirmou os dados. Outro espectrômetro, a bordo da EPOXI, também confirmou a descoberta.

Para a NASA, a presença das moléculas de água e hidrozila na superfície lunar é um fato sem margem para erros.

Fonte: (1)

17/09/2009

Cientistas descobrem planeta primo da Terra

Dados detalhados sobre o menor planeta já encontrado fora do nosso sistema solar sugerem que se trata de uma "super-Terra" com superfície rochosa, muito parecida com a nossa.

O chamado exoplaneta, cuja descoberta foi anunciada em fevereiro, tem cinco vezes a massa da Terra, o que, combinado com seu raio, sugere que tenha uma superfície sólida e uma densidade semelhante ao do nosso planeta.

"Isso é ciência no que ela tem de mais excitante e incrível", disse o astrônomo suíço Didier Queloz, chefe da equipe que fez as observações.

Cerca de 330 exoplanetas já foram achados orbitando outras estrelas além do Sol. A maioria são gigantes gasosos com características semelhantes a Netuno, que tem 17 vezes a massa da Terra.

Mas o planeta citado no estudo de quarta-feira, chamado CoRoT-7b - é diferente. Ele completa uma órbita a cada 20 horas, a uma distância de apenas 2,5 milhões de quilômetros da sua estrela. Sua temperatura oscila entre 1.000C e 1.500C, o que significa que não pode abrigar vida. Seu raio é cerca de 80 por cento maior que o da Terra.

imageImagem artística do planeta CoRoT-7b: é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno.

Em artigo na revista Astronomy and Astrophysics, os cientistas disseram que suas conclusões colocam o CoRoT-7b na categoria das "super-Terras". Cerca de 12 delas já foram localizadas, mas é a primeira vez que se mensura com relativa precisão a densidade e a massa de um exoplaneta tão pequeno, disseram eles.

Para fazer essas medições, eles usaram um dispositivo chamado "procurador de planetas por velocidade radial de alta precisão" (Harps, na sigla em inglês), que é um espectrógrafo ligado ao telescópio do Observatório Europeu Meridional, em La Silla, no Chile.

De acordo com os cientistas, esse é "o melhor dispositivo caçador de exoplanetas no mundo." "Embora o Harps seja certamente imbatível quando se trata de detectar exoplanetas pequenos, as medições do CoRoT-7b se mostraram tão exigentes que tivemos de reunir 70 horas de observações," disse François Bouchy, outro integrante da equipe europeia de astrônomos.

Artiz Hatzes, que também faz parte da equipe, disse que o trabalho representou um "tour de force" das medições astronômicas.

Fonte: (1)

15/09/2009

A Via Láctea em 800 milhões de pixels

Uma imagem de 800 milhões de pixels traz um panorama de 360º de todo o céu noturno visto da Terra.

Ela foi divulgada pelo ESO - Observatório do Sudoeste Europeu (European Southern Observatory), como primeira parte do GigaGalaxy Zoom, projeto lançado em comemoração ao Ano Internacional da Astronomia (2009).

Nesta etapa inicial, o ESO disponibiliza na página do GigaGalaxy uma ferramenta na qual os usuários podem aprender mais sobre a Via Láctea clicando sobre o grande panorama divulgado, obtendo informações e imagens detalhadas de regiões específicas.

As mais de 1 200 fotos que compõem a imagem foram feitas pelo fotógrafo francês especializado em espaço Serge Brunier. Ele passou semanas entre agosto de 2008 e fevereiro de 2009 nos observatórios do ESO no Chile, La Silla e Paranal, e em La Palma, nas Ilhas Canárias, para registrar o hemisfério norte.

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Com as fotos brutas em mãos, o francês Frédéric Tapissier e especialistas do ESO recriaram o céu exatamente como nossos olhos o enxergariam do melhor ponto de observação do planeta, montando um panorama de 360º que abrange toda a abóboda celeste. A imagem final possui 800 milhões de pixels – no entanto, a versão disponibilizada na internet para o público está com “apenas” 18 milhões. Você pode baixá-la no site do ESO em TIFF ou JPEG.

14/09/2009

Astrônomos dizem ter identificado provas de 'canibalismo galáctico'

Astrônomos canadenses sugerem que a galáxia Andrômeda, vizinha da Via Láctea, parece ter expandido por “canibalismo”, isto é, digerindo estrelas de outras galáxias.

Em um estudo publicado na edição mais recente da revista cientifica Nature, a equipe da Universidade de Western Ontário, no Canadá, mapeou a Andrômeda e afirmou que identificou restos de galáxias anãs absorvidas ou desmembradas.

A equipe internacional de astrônomos utilizou um telescópio Canadá-França-Havaí para observar os arredores de Andrômeda, situada a 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea.

O mapeamento realizado pela equipe foi o mais detalhado já feito da galáxia e revelou estrelas que, segundo os cientistas, não poderiam ter se formado dentro da Andrômeda por falta de densidade suficiente.

A partir desta análise, os astrônomos sugerem que as estrelas só poderiam ter sido “engolidas” de galáxias anãs.

image A Andrômeda continua se expandindo, dizem os astrônomos

Modelo hierárquico

De acordo com a equipe, os resultados “confirmam os princípios de base do modelo hierárquico de formação de galáxias”.

O modelo prevê que galáxias grandes devem ser cercadas por restos de galáxias menores consumidas pela maior.

Segundo a astrônoma Pauline Barmby, uma das autoras do estudo, o padrão da órbita das estrelas identificadas pela equipe revelou a origem das mesmas.

“A Andrômeda está tão perto que podemos mapear todas as estrelas”, disse ela à BBC.

“Quando observamos um grupo de estrelas tão distantes e com a mesma órbita, sabemos que elas não estiveram lá sempre”, afirmou.

Aproximação

A equipe identificou ainda uma fila de estrelas da galáxia chamada de Triângulo que estaria se aproximando da Andrômeda, o que pode significar que estas podem estar “alimentando” a galáxia vizinha.

Segundo o astrofísico Scott Chapman, da Universidade de Cambridge, também envolvido na pesquisa, “as duas galáxias podem se fundir completamente”.

“Ironicamente, a formação das galáxias caminha lado a lado com a destruição delas”, afirmou.

De acordo com o astrofísico Nickolay Gnedin, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, o estudo canadense mostra “a arqueologia galática em ação”.

18/08/2009

Imagem do Dia

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Imagem mostra simulação dos anéis de Saturno, feita a partir de informações de sinais de rádios e transformadas em cores.


10/08/2009

Júpiter brilhará no céu em aproximação com a Terra dia 14/08

O planeta Júpiter, o maior do Sistema Solar, se transformará no próximo dia 14 de agosto (sexta-feira) em um dos objetos mais brilhantes do céu, quando sua órbita alcançar a maior aproximação com a Terra. O planeta é formado em sua maioria por gás (hidrogênio e hélio), uma composição semelhante à do Sol.

Além disso, entre todos os planetas do Sistema Solar, Júpiter é o de rotação mais rápida. Este corpo celeste tem como principal característica a Grande Mancha Vermelha, uma tormenta maior que o diâmetro da Terra, que se move em sentido contrário aos pontos do relógio e que provoca ventos de mais de 400 km/h.

Júpiter apresenta ainda uma série de anéis menos complexos que os de Saturno (invisíveis da Terra) e 63 luas - entre elas destacam-se Calisto, Europa, Ganímedes e Io.

luaejupiter Lua e Júpiter (da janela do meu apto.)

Conheça os cinco fatos mais curiosos sobre asteroides

Centenas de asteroides - pequenos corpos cósmicos que percorrem o espaço - dos mais variados tamanhos podem estar passando nos arredores da Terra neste momento. Outras dezenas podem estar atingindo a atmosfera em alta velocidade e se desfragmentando em pequenos pedaços que não trazem risco aos organismos vivos terrestres. E se um dia estivermos na rota de colisão de uma rocha espacial com centenas de quilômetros de diâmetro?

Pensando nisso, o especialista Don Yeomans, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, agência espacial americana, e uma equipe de pesquisadores, criaram o site AsteroidWatch com o objetivo de evitar que asteroides perigosos entrem na rota da Terra. Conheça os cinco fatos mais curiosos sobre asteroides, escolhidos por Don Yeomans e divulgados no site científico Live Science:

image Concepção artística mostra um asteroide passando próximo a uma estrela

5 - Asteroide-lua
Em 1993, a sonda espacial Galileu detectou o asteroide Ida, residente no Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter. Imagens captadas pelo telescópio identificaram que o grande asteroide, com cerca de 60 km de comprimento, tinha uma pequena lua acompanhando-o. Ela foi batizada de Dactyl e tinha apenas 1 km de comprimento.

Desde a descoberta de Dactyl, mais de 150 "asteroides-luas" foram descobertos, muitos deles em rochas espaciais próximas à Terra. Alguns objetos espaciais possuem até duas luas em seu redor. Estudos dizem que fragmentos gerados em colisões entre rochas espaciais podem formar este tipo de "companhia".

4 - Asteroide ou lixo espacial?
Após o início das missões Apollo 8, 9, 10, 11 e 12 rumo à Lua no final dos anos 1960, as etapas de lançamento dos foguetes que foram sendo deixadas de lado durante o percurso foram entrando na órbita entre a Terra e o Sol.

O lixo espacial pode ser confundido com asteroides naturais próximos ao planeta azul. Por isso, a importância de serem catalogados os restos dos equipamentos dessas antigas missões para que não hajam surpresas.

3 - Asteroides atrás da porta
As vezes, a Lua não é a única vizinha mais próxima da Terra no Sistema Solar. Várias vezes por ano, alguns asteroides entram em órbitas próximas à Terra, ultrapassando a distância de 384 mil km que o satélite tem em relação ao planeta.

2 - Ataque de asteroides
Todos os dias a Terra é atingida por mais de 100 t de objetos oriundos de cometas e asteroides. No entanto, grande parte deles é muito pequena. Estes objetos colidem com a Terra em alta velocidade, pegando fogo ao atingirem a atmosfera e se desfragmentando em pedaços minúsculos que não põem em risco os organismos vivos terrestres.

Pelo menos uma vez por dia rochas do tamanho de uma bola de basquete invadem a atmosfera e pegam fogo. Anualmente, alguns corpos cósmicos do tamanho de pequenos carros também ingressam no planeta. Estes fragmentos maiores queimam na atmosfera como bolas de fogo e são chamados de meteoros. Raramente, as rochas espaciais atingem a superfície terrestre intactas - neste caso, são chamadas de meteoritos.

1 - Obrigado aos asteroides
Depois que o sistema solar se formou cerca de 4,6 bilhões de anos atrás, cometas e asteróides provavelmente carregados de carbono, água e outros materiais essenciais para constituir vida se chocaram com a então jovem Terra. Uma vez formados os organismos vivos, outras colisões ocorridas mais tarde - como o impacto do asteroide que matou os dinossauros há 65 milhões de anos - alteraram o processo de evolução.

Este cenário criou um ambiente onde somente as espécies adaptáveis, como os mamíferos, pudessem evoluir ainda mais. Os seres humanos, posicionados no topo da cadeia alimentar animal, devem sua existência a estas rochas espaciais.

Fonte: (1)

09/08/2009

Telescópio pode enxergar outras "Terras"

O telescópio orbital Kepler observou um planeta do tamanho de Júpiter ao redor de uma outra estrela - sinal de que ele é capaz de enxergar planetas do tamanho da Terra, se eles existirem.

image Gráfico revela localização do HAT-P-7b: Kepler foi lançado em março com o objetivo específico de encontrar planetas do tamanho da Terra que possam abrigar seres vivos fora do sistema solar.

O planeta, chamado HAT-P-7b, está entre os aproximadamente 300 planetas conhecidos como extrassolares, informou a equipe liderada pela NASA, agência espacial dos Estados Unidos. A medição da órbita do corpo celeste pelo Kepler mostra que o telescópio é capaz de ver planetas menores, afirmaram na revista Science.

"O Kepler está operando no nível exigido para a detecção de planetas do tamanho da Terra", disse a equipe liderada por William Borucki, do centro de pesquisa da Nasa em Moffett Field, na Califórnia.

O Kepler foi lançado em março com o objetivo específico de encontrar planetas do tamanho da Terra que possam abrigar seres vivos fora do sistema solar. Ele orbita o Sol por trás da Terra, e em teoria é capaz de enxergar objetos que observatórios na superfície da Terra ou mesmo o telescópio orbital Hubble não podem.

Ele usa o método padrão de busca: os cientistas procuram uma diminuição suave na luz de uma estrela, provocada pela passagem de um planeta na frente do astro.

A equipe de Borucki trabalha sobre dados observados pelo Kepler em mais de 50 mil estrelas.

Fonte: (1)

Foto do Centro da Via Láctea

O telescópio espacial Spitzer conseguiu registrar o centro da Via Láctea, uma região escondida por nuvens de gás e poeira.

Com suas lentes infra vermelhas, ele fotografou o coração da nossa galáxia, um local há cerca de 26 mil anos luz de distância da Terra, em direção à constelação de Sagitário.

O amontoado de pequenos pontos é falsamente colorido pelo efeito da câmera, e mostra estrelas mais velhas e frias em tons azulados. As nuvens de poeira brilhantes e vermelhas indicam estrelas mais jovens e quentes nos berçários estelares.

A imagem tem um alcance de cerca de 900 anos luz.

image Centro da Via Láctea é fotografado pelo telescópio espacial Spitzer

Fonte: (1)

05/08/2009

Acelerador de Partículas reabre em novembro

O maior e mais caro equipamento físico do mundo vai poder reabrir em novembro, após mais de um ano fechado.

Com um túnel de 26,659 quilômetros de comprimento e custo estimado de nove bilhões de dólares, o acelerador de partículas LHC (Large Hadron Collider) começou a ser construído em 1998. O objetivo do Grande Colisor de Hádrons, a tradução da sigla, é ajudar na compreensão desde a estrutura de um átomo até alguns mistérios da formação do universo.

Duas partículas subatômicas chamadas hadrons irão viajar em direções opostas dentro do acelerador circular, ganhando energia a cada volta. Os físicos irão utilizar o LHC para recriar as condições existentes logo depois do Big Bang, colidindo as duas partículas.

No ano passado, em 19 de setembro, a responsável pelo problema que levou ao fim dos experimentos foi uma má soldagem. A junção entre dois imãs foi superaquecida causando a liberação de hélio.

Técnicos gastaram a maior parte do ano arrumando o colisor, reparando ou substituindo os 53 ímãs danificados. Além disso, foi implementado um sistema de corte de corrente em caso de problema, para evitar futuros danos à estrutura.

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Acelerador de partículas LHC, do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear

Construído pelo CERN, o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear, o acelerador fica a cerca de 100 metros abaixo da superfície, na fronteira franco-suíça, perto de Genebra. No total, o LHC possui 9300 imãs e, além de ser o maior acelerador de partículas do mundo, apenas um oitavo de seu sistema de distribuição criogênica o qualificaria como o maior refrigerador do mundo.

Antes de funcionar, todos os imãs deverão ser pré congelados a -193,2º C, usando 10 080 toneladas de nitrogênio líquido; eles também são preenchidos com cerca de 60 toneladas de hélio líquido, abaixando sua temperatura para -271.3°C (1.9 K).

O LHC foi concebido na década de 80, e teve a aprovação de construção dada pelo CERN em 1994. A escavação do imenso complexo, no entanto, só começou em 1998.

Fonte: (1)

04/08/2009